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Um longo caminho foi precorrido desde a primeira ida ao dentista com as piolhas. Nesta fase, já não necessitamos de preparação prévia - basta um aviso de que no dia tal há consulta, às tais horas -; já não necessitamos de negociação, chantagem, recompensa - basta um informar de que, no final do dentista, vamos às compras ou a casa da avó ou para casa-; já não necessitamos de explicar tudinho ao pormenor do que se vai fazer e utilizar - basta uma informação geral do procedimento.
As piolhas já não parecem as mesmas. Temos cumprido religiosamente as idas ao dentista de 6 em 6 meses pois as cáries e selagens a fazer estão todas tratadas; a desmineralização dos dentes de leite está progressivamente a desaparecer à medida que caem esses dentes afetados e nascem os definitivos; os dentes definitivos estão a nascer direitinhos e nos respetivos locais. Para já tudo bem - e ainda bem!
A nossa última consulta foi num destes sábados, à habitual hora. Demorou menos de 5 (cinco) minutos. Com as duas! A sério! Nada de cáries, nada de lesões, dentes saudáveis a nascer, dentes a abanar no timing certo, tudo a correr bem. Desta vez, as piolhas já iam para entrar e ficar sozinhas, sem a minha presença, afinal, estão umas crescidas e, começando desde cedo a tratar dos problemas dentários, ir ao dentista não causa medos nem procedimentos mais complicados.
A próxima consulta ficou então agendada para daqui a meio ano, pois claro. Até lá, cairão imensos dentes e teremos o problema de um dos molares de uma das piolhas resolvido.
A piolha sofre de bruxismo (ranger os dentes) e partiu um dos dentes que, desde essa altura, tem estado em constante vigilância. Já abana pelo que, em breve, teremos menos uma chatice.
Quanto ao que fazer futuramente, talvez selar todos os dentes mas logo se vê.
Quanto ao bruxismo da piolha, um dia destes falarei do assunto, mas, para já e dada a fase de crescimento maxilar e dentário, não pode usar qualquer tipo de aparelho. É aguardar e vigiar. E agir, se for caso disso.
Convém adicionar que nunca houve qualquer tipo de mensagem egativa ou de incutir de medos em relação ao dentista. Ir ao dentista é tão natural como ir ao médico de família fazer um check up. É necessário e faz parte das nossas ações para estarmos bem e saudáveis. E um ambiente descontraído e informal faz milagres.
Um passo de cada vez para chegarmos (muito) longe. E pensar que esteve em cima da mesa a hipótese de sedação e ida ao bloco... Chegámos mesmo muito longe.
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