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Coisas que nunca pensei dizer na vida

por t2para4, em 24.04.20

1. "Vê se te despachas a comer que tens de ir ver televisão às 14h"

2. "Está aqui o horário das vossas aulas na RTP memória. Quero-vos em frente à televisão a tirar notas"

3. "Podem ir às gravações rever a aula da televisão"

4. "Uma tarde inteira em frente à televisão? Ah mas são aulas... Vá, vão lá, não se atrasem"

5. "É para estar em frente ao computador às 8:30."

6. "Linux é mais rápido que Windows nas vídeo chamadas, muda lá de sistema operativo"

7. "Obrigada marido por teres insistido em meter uma TV no quarto das piolhas"

 

E é isto. Vou morder a língua e pôr o cérebro de molho.

 

 

 

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publicado às 23:35

Ai tanta pressa!

por t2para4, em 08.04.20

Ora deixa cá ver, de acordo com as últimas notícias, negociações, treinadores de bancada, palpiteiros de sofá e "s'tôres" de gabinete, as escolas são para abrir, talvez em maio. Talvez para o secundário, ai não, é melhor ser para os mais pequenos antes, os putos até ao 9º são resistentes, ai não, é como o sol, é para todos, ai não, maio é que é, deve ser por ser o mês de Maria, vem aí um milagre, ai não, vamos pensar, ai não, ai a economia, ai os pais, ai os miúdos, ai os exames nacionais porque isso é que é importante, ai ai ai - ai o canário.


A Universidade de Coimbra que tem alunos e professores e funcionários acima dos 18 anos cancelou as aulas presenciais até ao final do ano letivo.
As festas dos santos populares, que são em junho, foram canceladas.
Os concertos, feiras populares e espetáculos de cultura até ao mês de junho, foram cancelados.
O Rock in Rio que era no final de junho, foi adiado para o próximo ano.
No estrangeiro, em Itália contam os dois terços do ano letivo e não há mais aulas presenciais, em França não há os exames de brevet e bac, no Luxemburgo fala-se em fazer um balanço letivo só no final de maio, em Inglaterra fala-se de contar o ano letivo até finais de março e suspender exames e trabalhos para a universidade.


Mas ai e tal vamos já encher as escolas e permitir tais ajuntamentos já em maio porque ai tem de ser, ai os pais têm de trabalhar, ai os professores estão a receber por inteiro (para esses linguarudos, tenho a informar que, tal como outros funcionários de tantas outras profissões, estamos em regime de teletrabalho, com os nossos materiais e recursos, já agora), ai vem aí uma crise, ai vamos é espetar os putos todos juntos numa sala onde nem 1 metro sobre livre e siga prá frente qu'atrás vem gente.


Comentadores de estantes cujos livros são só para enfeitar, comentadores que desconhecem a realidade de uma escola, comentadores só para não estarem calados, façam-me um favor: vão comer bolos e pão caseiro, engordem e não chateiem. Fazer futurologia é perigoso. Façam com quem quiserem mas com as minhas filhas não fazem. Se um adulto não está em segurança para trabalhar presencialmente num local com mais de x pessoas por m2, uma criança muito menos e não me venham com a cena das resistências. E muito menos num ambiente propício a viroses variadas como uma escola.

 

 

 

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publicado às 13:18

Calma!

por t2para4, em 03.04.20

O meu feed já não mostra tanto pão e bolos como há uns dias mas está inundado, quase quase a afogar e eu a bloquear pessoas, de trabalhos e trabalhinhos, atividades e atividadezinhas. Vamos lá a ver: numa situação normal, estas duas semanas seriam de... vá, completem lá a frase... de... férias para os miúdos! plimplimplimpim acertaram!!! Os nossos alunos estariam na sua vidinha, a fazer o que quer que façam em férias e não iriam certamente pensar em trabalho, a menos que tivessem algum TPC. E os professores lá estariam nas suas reuniões - como realmente estiveram, vivam as plataformas à distância! Amén - e a tratar da burocracia inerente à coisa - possivelmente à distância também pois o programa dará para isso.
Então, expliquem-me como se eu fosse muito burra: estamos a partilhar sites, gigas e terabites de informação escolar agora porquê? Estou a receber tanta publicidade patrocinada e emails institucionais sobre ensino à distância porquê? Porque só agora se pensa realmente no assunto, é isso? Ando há anos - basicamente desde que trabalho - a dizer que há tantas tantas coisas que se podiam fazer em casa, à distância. E ando - basicamente desde que trabalho - a fazer muito muito do meu trabalho à distância com os meus materiais, aqueles comprados e pagos por mim.
Não se iludam, não nos iludamos: não iremos conseguir milagres espetaculares cheios de efeitos especiais com apenas um mês de preparação à toa para esta coisa do ensinar à distância (e em lado nenhum eu digo ou se pode ler que estou contra ou que falo sobre o términus do ano letivo, vamos lá a prestar atenção) mas iremos conseguir fazer alguma coisa, que pode ou não chegar a todos. Não chegará aos alunos com multideficiências, tenho quase a certeza, só para dar um exemplo. A esmagadora maioria dos alunos com necessidades específicas está relegada para um grave plano inferior. E não é colocá-los a eles sozinhos nas escolas abertas que é solução, como eu via num grupo de educação no outro dia! Se a escola não é segura para neurotípicos, também não o é para atípicos, desculpem lá qualquer coisinha e a minha política de sofá!
Mas vamos lá a comportarmo-nos comme il faut: os miúdos agora descansam um bocado que bem merecem, os professores tratam das avaliações e aguardam por orientações específicas do ministério e vamo-nos deixar de invenções. Não vamos querer complicar algo que já por si é trabalhoso. Até lá, podemos ser realistas e pensar no que iremos mesmo - mesmo - fazer com os nossos filhos e alunos? E, quiçà, de uma forma ou de outra, aproveitar um pouco a Páscoa?

 

 

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publicado às 16:04

A nós, ontem, hoje e amanhã

por t2para4, em 02.04.20

Somos de datas e datinhas, celebrações e comemorações, assinaladas ou não no calendário. Celebramos até o aniversário dos gatos (que também é hoje), assinalamos dias que nos tocam especialmente (hoje, coincidentemente, é dia mundial da conscientização do autismo), comemoramos os nossos dias. E, há 19 anos, começámos um caminho que encheu toda a gente de dúvidas e que todos viam demasiado atribulado. Mas mantivemo-nos fiéis a nós mesmos, com os nossos ideais e valores quase retrógrados e desatualizados neste mundo desconfiado e fomos ajustando o nosso caminho. Nem sempre o seguimos a direito, nem sempre as indicações de um qualquer GPS foram as mais corretas, mas, juntos adaptámo-nos e nunca desistimos. E ainda cá estamos. Começámos um namoro tímido, quase envergonhado, em 2001, e evoluímos para uma vida a dois que depois se tornou uma vida a quatro, assim de repente. Temos algo seguro, sólido, forte, quase inabalável.
Não mudaria nada.
Somos felizes à nossa maneira tola mas verdadeira. Completamo-nos.
A nós, ontem, hoje e amanhã.

 

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publicado às 16:46

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