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Das dúvidas que não são dúvidas

por t2para4, em 06.02.21

Creio ser seguro dizer que passei cerca das últimas 48h a responder às perguntas mais disparatadas, estranhas e até absurdas. E a fazê-lo de forma polida, educada e indubitável (mesmo que me sinta o Hulk a explodir de raiva).

 

“Lamento mas não podemos ter aula via Facebook. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".

“Lamento mas não poderá enviar os trabalhos via Messenger. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".

“Lamento mas não podemos criar um grupo no WhatsApp, não só pelas suas limitações na partilha de imagem e documentos em ecrã como também não pretendo disponibilizar o meu número de telemóvel. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".

“Lamento mas os prazos de entrega estipulados são para cumprir. Receberei e corrigirei os trabalhos mas, como constará dos respetivos critérios de avaliação da atividade pedida, o incumprimento do prazo implica penalização na atribuição da nota”.

“Lamento a sua dificuldade de recursos materiais. Deve expor a situação à escola e, enquanto se analisa, o seu filho/educando deverá estar presente, no telemóvel, e enviar os trabalhos pedidos. Não será penalizado pela forma de envio, por isso, pode fazer no caderno e enviar fotografia”

“Lamento mas não há lugar a compensação de aula no caso de falta do seu filho/educando. No regime presencial tal também não acontece. Deve justificar com quem de direito e esclarecer as suas dúvidas da aula comigo, se for o caso”

“Sim, a disciplina continua a ser curricular no ensino à distância e continua a obedecer aos mesmos critérios de avaliação do regime presencial”

“Sim, será esta a plataforma a usar uma vez que a escola disponibilizou para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".

“Se o seu email institucional não funciona deverá contactar a escola para perceber o que se passa. Lamento, mas não posso ajudar”

“Sim, tem de utilizar o email institucional disponibilizado pela escola pois a plataforma não aceita outras extensões”

 

Bem-vindos ao mundo real, onde isto existe mesmo.

Socorro.

Que os anjos vos protejam, coragem, boa sorte, namastê (ou a professora exausta que há em mim saúda o semelhante que há em ti), muita cafeína, um copo à refeição até é permitido, mais cafeína e que nos valha Santo E@D.

 

 

 

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publicado às 20:49

Antecipação E@D versão 2021

por t2para4, em 06.02.21

Creio ser seguro dizer que passei cerca das últimas 48h a responder às perguntas mais disparatadas, estranhas e até absurdas. E a fazê-lo de forma polida, educada e indubitável (mesmo que me sinta o Hulk a explodir de raiva).


“Lamento mas não podemos ter aula via Facebook. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".
“Lamento mas não poderá enviar os trabalhos via Messenger. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".
“Lamento mas não podemos criar um grupo no WhatsApp, não só pelas suas limitações na partilha de imagem e documentos em ecrã como também não pretendo disponibilizar o meu número de telemóvel. A escola tem uma plataforma para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".
“Lamento mas os prazos de entrega estipulados são para cumprir. Receberei e corrigirei os trabalhos mas, como constará dos respetivos critérios de avaliação da atividade pedida, o incumprimento do prazo implica penalização na atribuição da nota”.
“Lamento a sua dificuldade de recursos materiais. Deve expor a situação à escola e, enquanto se analisa, o seu filho/educando deverá estar presente, no telemóvel, e enviar os trabalhos pedidos. Não será penalizado pela forma de envio, por isso, pode fazer no caderno e enviar fotografia”
“Lamento mas não há lugar a compensação de aula no caso de falta do seu filho/educando. No regime presencial tal também não acontece. Deve justificar com quem de direito e esclarecer as suas dúvidas da aula comigo, se for o caso”
“Sim, a disciplina continua a ser curricular no ensino à distância e continua a obedecer aos mesmos critérios de avaliação do regime presencial”
“Sim, será esta a plataforma a usar uma vez que a escola disponibilizou para todos os intervenientes e será essa que eu irei também utilizar".
“Se o seu email institucional não funciona deverá contactar a escola para perceber o que se passa. Lamento, mas não posso ajudar”
“Sim, tem de utilizar o email institucional disponibilizado pela escola pois a plataforma não aceita outras extensões”


Bem-vindos ao mundo real, onde isto existe mesmo.
Socorro.
Que os anjos vos protejam, coragem, boa sorte, namastê (ou a professora exausta que há em mim saúda o semelhante que há em ti), muita cafeína, um copo à refeição até é permitido, mais cafeína e que nos valha Santo E@D.

 

 

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publicado às 20:48

Li o livro na sua versão original em inglês que me foi oferecido por um aluno. "Gone with the wind" ou "E tudo o vento levou" remete obrigatoriamente para o filme e posso assegurar que o filme veio beber sofregamente ao livro pois as personagens, caracterização, espaços, cenários são tal como no livro.

Toda a gente conhece a história.

Temos uma relação amor-ódio com a Scarlet O'Hara, de temperamento totalmente irlandês, com pouca paciência para protocolos antiquados da época, que se recusava terminantemente a passar fome e deseja mais que tudo ser rica, muito rica; tem mau feitio, é um pouco burra porque nunca alcança o que os outros tentam dizer-lhe mas muito muito esperta e desenrascada; trabalhadora nata e com um instinto de sobrevivência fortíssimo. Nasceu na época errada, pensamos nós, pois quer uma carreira e detesta ter filhos. "A cat's a better mother than you are", atira-lhe Rhett Buttler, numa das suas muitas discussões.

Temos uma paixão secreta por Rhett Buttler, assumamos. O porte, a atitude, o sarcasmo, o bigode. É igual à Scarlet mas inteligente, subtil, ganancioso. Roemo-nos para que se juntem desde o momento em que se encontram. E ficamos destroçados com a dor dele, com o que acontece na sua vida. E adoramos quando ele saca daquela sua frase sardónica "Frankly, my dear, I don't give a damn".
Rhett e Scarlet são iguais. Em quase tudo. O que gostei mais foi da forma como ambos rompem com as convenções sociais e manipulam a sociedade em função do que almejam.

E, secretamente, não sabemos bem como reagir em relação a Melanie, a doce doce Melly... Ninguém é tão bondoso na sua natureza... E, como mostra a obra, a bondade é sempre frágil, ténue e efémera.

A ação passa-se nos anos que antecedem, durante e depois da Guerra Civil Americana, sob a presidência de Lincoln, com a perspetiva dos habitantes do sul, donos de plantações de algodão e de escravos. Vemos uma perspetiva racista para os dias que correm mas com a escolha e noção do que alguns escravos viviam: sabiam que eram livres mas optavam por ficar com os donos porque estes os tratavam com dignidade e respeito. É uma visão do período em que acontece, não é para decidir se está certa ou errada. Também vemos uma perspetiva extremamente machista pois a mulher não é considerada inteligente, não pode perceber de negócios e só serve para casar e ter bebés.

O mantra da Scarlet serve-nos muito: "penso nisso depois", "Amanhã penso nisso", "Amanhã é um novo dia". Estas frases atravessam gerações e são sempre atuais.

Gostei da leitura. E gostei da forma "linguística" que a autora usou nos diálogos dos escravos ou dos soldados Yankees pouco letrados ou do francês a falar inglês. Dá para ouvir o que se está a ler.
O livro é extenso mas, para quem gosta de visões históricas - ainda que algo pessoais -, vale a pena.

 

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publicado às 13:26

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