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"Quando Lisboa tremeu", de Domingos Amaral, foi um livro que namorei algum tempo até finalmente o comprar. Não desilude mas também não é arrebatador, apesar da sua leitura fluida, seguida e sem dificuldades.

Antes mesmo de começar a ler, eu já tinha decidido que iria abordá-lo pelos cataclismos que ocorreram em Lisboa, naquela manhã de 1 de novembro de 1755. E, para minha surpresa, é assim que o livro está organizado: terra, água, fogo, ar.
Lisboa foi fortemente abalada por um terramoto, fortíssimo nas escalas que avaliam essa intensidade, seguido de um maremoto, depois incêndios e depois o evitar a todo o custo de pestilências e doenças. É do conhecimento basilar até no 1º ciclo do ensino básico, em especial, em altura da iniciativa "A Terra treme", portanto, até as crianças sabem o que se passou. E que pode voltar a passar-se.

 

A catástrofe ocorrida é vivida, de forma diferente, por várias personagens e narrada por uma única, ao estilo memórias. Temos então, uma freira condenada pela Inquisição que se torna fugitiva graças ao abalo, um comerciante inglês, um rapaz que busca salvar a sua irmã gémea e um pirata português, renegado, abandonado e esquecido pelo reino, também fugitivo. É ele quem nos relata o que se passa com todas estas personagens que se cruzam e entrecruzam e vivem momentos juntos. No final, há um plot twist muito interessante.
Desiluda-se quem busca saber mais sobre o Marquês de Pombal, na altura ainda sem este título, portanto, Ministro dos Negócios Estrangeiros do rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo. Obviamente que aparece e mostra logo que tem poder e vontade e inteligência para reerguer Lisboa (se dependesse unicamente do rei, ainda hoje teríamos escombros...) mas não é um livro sobre a sua vida e obra, em especial, sobre o que fez para reconstruir Lisboa. É um livro sobre pessoas comuns da altura, com falas comuns (ao género regionalismo), com referência a criminosos e escravos, aios e criados, povo e bandidos, frades e freiras. Para ser lido à luz dos olhos daquela época.

A maior desilusão, apesar das revisões e de eu possuir uma 15ª edição, são erros gramaticais graves, como, por exemplo, "há medida que íamos partilhando..."


Qualquer semelhança com os relatos que nos chegaram daquela época, é propositada. E, sim, custa imaginar o Terreiro do Paço inundado até ao Rossio, o Bairro Alto num monte de ruínas, a Alfandega desaparecida. Mas, sim, recuperaram e o resto já nós sabemos e é verdadeiramente História.

 

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publicado às 14:23

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