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"Contos policiais" de Edgar Allan Poe foi a porta aberta e o modelo que vemos em grandes nomes associados aos romances detetivescos como Sherlock Holmes ou Hercule Poirot. Aliás, a primeira história que deu início à literatura policial na sua raiz mais pura e mais clássica é "Os Crimes da Rua Morgue" aqui presentes.
É uma leitura algo sombria, ou não se tratasse de Poe, e que nos espanta pelas lógicas reviravoltas das ações de dedução e de racionalismo.
Alguns contos leem-se de uma assentada só por serem mais lógicos e simples, mas outros custam um bocadinho mais pela sua complexidade e informações.

 

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publicado às 17:37

Não é vergonha pedir ajuda

por t2para4, em 27.08.21

Começa com uma imaginação demasiado fértil e até sombria. Segue-se um bater de coração diferente, mais audível e palpitante. A tensão arterial parece cair e até custa respirar. E a cabeça não pára e vai tecendo cenários. As mãos tremem.
Tudo é um esforço hercúleo e é preciso aproveitar muito bem os momentos de energia e de vontade. Tudo se faz, as obrigações cumprem-se, as tarefas realizam-se. Mas tudo custa imenso e causa um cansaço imenso.


É preciso ajuda. É neste momento em que não funciona o individual e é preciso uma ajuda extra, seja ela química, clínica, terapêutica, médica. É temporário, é até voltar a sentir o "eu" perdido algures no meio de tudo isto, de toda a vida em redor.
Não é vergonha nenhuma assumir que se precisa de ajuda, não é vergonha nenhuma assumir que há fases difíceis, não é vergonha nenhuma assumir que não precisamos de lutar sempre sozinhos, não é vergonha nenhuma sentirmo-nos mal, não é vergonha nenhuma perceber que Séneca tem razão, não é vergonha nenhuma pedir ajuda.


"No man is a island" parece fazer algum sentido agora. E, como tal, é fundamental recorrer ao que há fora da ilha que pode ajudar. Porque o auto-cuidado, o cuidar de si mesmo é fundamental, é crucial e deveria ser valorizado.

 

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publicado às 12:12

Afonso II, neto de D. Afonso Henriques, terceiro rei de Portugal, era um rei doente com uma doença que se supõe, nos dias de hoje, ter sido lepra, pela interpretação dos registos que sobreviveram. Apesar do seu aspeto corpulento, foi um rei muito inteligente, perspicaz e muito reconhecido na sua governação pelas suas ordens de repovoamento, aplicação de justiça e que ousou questionar e controlar os abusos do clero e da nobreza. Mais importante, foi um rei inovador na legislação e na estratégia, o que lhe permitiu também aumentar o território.
A parte que mais me chamou a atenção foi na página 302 onde se desenrola um episódio de secretismo no Castelo de Arunce (o atual Castelo da Lousã) e se evoca o fantasma da Princesa Peralta, com conversas e receios transmitidos pelo povoado que vivia perto do rio com o mesmo nome.
Uma leitura histórica que se faz com fluidez e muito interesse nos primeiros anos de vida do nosso país como reino independente e reconhecido.

 

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publicado às 19:09

"A Governanta - D. Maria, companheira da Salazar", de Joaquim Vieira, mostra-nos vários aspetos domésticos e familiares do ditador português pelos olhos da sua inicialmente empregada e depois governanta, D. Maria, oriunda de Penela, aqui tão perto. Ela governou as casas por onde passou - e São Bento durante 40 anos - como ele governou o país: despoticamente, desconfiadamente, excessivamente, avaramente, mostrando preferências por esta ou aquela personagem, com acessos de mau feitio e outras coisas.
É uma leitura muito interessante pois mostra uma faceta quase desconhecida do ditador mas com laivos perturbadores pois a sua visão familiar, a sua adoração e cuidados por algumas das empregadas que aprenderam a servir na sua casa quase - quase - nos remetem para alguém típico e é isso que perturba pois Salazar foi um ditador. Só no final do livro, as palavras de D. Maria, acabam por revelar a verdadeira natureza ditatorial, perigosa e mortal dele e, assim, colocamos os nossos pensamentos na devida ordem.
É uma leitura interessante e que mostra como, de facto, havia tantas diferenças sociais (fora todas as outras) num país tão pequeno.

 

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publicado às 18:24

Duas barcas, dois destinos opostos, uma sociedade para embarcar - assim é o final da humanidade: uma viagem para o Inferno, na Barca do Inferno, ou uma viagem para o Paraíso, na Barca da Glória.
Uma obra intemporal que ainda hoje revela o que de pior existe na sociedade, os seus vícios relatados numa linguagem crítica.
Obra de Gil Vicente que também faz parte do Plano Nacional de Leitura do 9º ano. E que se lê com alguma fluência, apesar do seu português arcaico.

 

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publicado às 14:43

Leituras para 2021 - livro 14 - "Contos"

por t2para4, em 07.08.21

"Contos" de Eça de Queirós traz-nos aquela escrita queirosiana em 18 textos, tão sagaz, tão sarcástica em alguns pontos, tão queirosiana porque se percebe logo quem escreve.
Esta compilação de contos aborda temas que vão desde a crítica social, claro, ou não foi o nosso Eça, a religião, a Coimbra, à sua universidade e até à Questão Coimbrã, a estórias criadas e começadas com "Era uma vez...". Faz parte do Plano Nacional de Leitura e é abordado no 9º ano nas escolas portuguesas.
Ler Eça é sempre benéfico, mesmo que nos macemos um pouco nas suas descrições. É benéfico porque nos chama a atenção para valores, para comportamentos, para a sociedade que, de então até agora, em alguns aspetos, pouco mudou.

 

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publicado às 12:56

In https://uptokids.pt/a-adolescencia-pode-ate-ser-uma-fase-boazinha/ 

 

A adolescência pode até ser uma fase boazinha

Não são as adolescentes típicas mas também não há problema nenhum nisso e não faz mal.

Uma das coisas que ouvimos alguma vezes quando nos deixávamos assombrar pela evolução meteórica das piolhas em alguns campos, era esta descida à Terra. Esta queda na realidade de que elas nunca serão neurotípicas e, como tal, não serão as adolescentes típicas. E, de facto, apesar de ainda não estarmos sequer a meio desse percurso etário de desenvolvimento humano, nota-se que há uma certa tranquilidade, menos rebeldia, menos vincar exuberante de personalidade e/ou mudanças de humor e/ou menos conflitos entre gerações em comparação com a minha própria adolescência.

Eu fui uma adolescente difícil.

Apesar de cumpridora e respeitosa de regras (vá, pelo menos da maioria, qu’isto uma pessoa não é de ferro). Mas, não as piolhas. Elas cumprem, elas respeitam, elas não destabilizam, elas evitam gerar desconforto e são muito fiéis a si mesmas. São naturalmente amistosas e meigas, sem flutuações de humor e sem pegas de caras com os pais. Sim, há uma voz mais alterada ou uma choradeira sem grande nexo esporadicamente, mas pouco mais que isso.

Não é coisa que me preocupe por demais.

Em termos biológicos e fisiológicos, a adolescência está a decorrer de forma perfeitamente típica. Em termos neurológicos, bem, é o que temos. Não sendo neurotípicas, não poderão ter comportamentos, atitudes, gestos, etc., de forma neurotípica. E não há nada de errado nisso, nem considero que possa aqui haver um problema. É até, na verdade e falando de modo um pouco egoísta, bastante conciliador e quase um alívio saber que não entrarão em incumprimento com determinadas regras. Que não agirão por impulso inexplicável em algumas áreas, que não buscarão emoções fortes desregradas.

A parte mais difícil é, sem dúvida, a questão social.

Apesar de amistosas e meigas, a verdade é que não têm amigos (não confundir com colegas). E, apesar de racionalmente eu saber que as verdadeiras e eternas amizades podem surgir mais tarde, a verdade é que acho que faz falta uma ou outra amiga com quem passar dias inteiros na conversa. Com quem martelam teclas nas redes sociais. E com quem tiram selfies tolas e façam festas do pijama.

Esse tipo de coisas fixes que nós também fizemos e nos deram grandes memórias mesmo que essa amiga da altura já não o seja agora. Tendo a verdadeira noção de que não é de todo a mesma coisa, apesar de tudo, fico feliz e aliviada que se tenham uma à outra. E essa questão social pode surgir um pouco depois, mais tarde e quem sabe ser algo para a vida.

Claro que as nossas prioridades sociais neste momento estão focadas noutros campos (comportamento para com estranhos, saídas sozinhas, pequenos recados sozinhas, possibilidade de pequenos trabalhos voluntários, etc.) mas esta questão não está esquecida mas, à força, não é algo verdadeiro e não é isso que queremos – ou desejamos.

E, para concluir, adolescência ou não, vamos seguindo o nosso motto familiar de um dia de cada vez e muitos se seguirão. Com o coração cheio de desejos, é certo, mas um dia de cada vez.

A adolescência pode até ser uma fase boazinha.

 

 

 

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publicado às 21:30

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