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A história da girafa (e do abutre)

por t2para4, em 19.12.16

Estamos de "férias" e fomos trabalhar em terapia da fala. Entre outras questões, a certa altura, trabalhámos a interpretação e compreensão de contextos com uma história - noutra língua que não inglês ou francês, porque as piolhas leem logo e perde-se o objetivo da nossa abordagem - sobre uma girafa. O objetivo era tratar a história cruamente: personagens, cenário, problema, ações, resolução. Não era interpretar nem encontrar outros sentidos nem era esse o objetivo, repito.

 

"Era uma vez uma girafa tão alta tão alta tão alta que nem cabia no livro... Os outros animais da selva, como o leão e os seus compinchas macaco, zebra e crocodilo, riam e gozavam com ela por ser assim, tão alta e tão grande. E a girafa sentia-se triste, deslocada e humilhada. Resolveu encontrar novos amigos que a aceitassem como ela é. E encontrou animais raros e especiais como ela: o porco-espinho, o papa-formigas, a lebre-do-cabo. Inicialmente tudo correu bem pois tinham a particularidade de serem especiais mas não sabiam lidar uns com os outros e a girafa, tão alta que era, era muito desastrada para as brincadeiras dos outros animais e acabava por se afastar e ficar apenas a ver. Até que um dia, a jogar a bola, esta foi parar ao cimo de uma árvore e a girafa percebeu logo que poderia ajudar. Encontrou algo em que era boa! Devolveu a bola aos amigos e foram todos jogar e ver o pôr-do-sol. Fim"

 

Sou de Letras. Tive alguns dos melhores professores de Literatura do país. Tive de marrar textos e textos sem conta, de várias línguas e origens, alguns até de orige indo-americana ou criola. Chumbei a Psicologia Educacional 3 vezes com 9 e acabei depois a cadeira com 15. Eu tenho uma interpretação muito própria deste texto, independentemente do seu objetivo.

Dado o meu humor hoje - que até começou muito bem, a sério! - o que eu vi neste texto foi uma ingenuidade atroz que eu não vejo em lado nenhum e basicamente a minha adolescência - de forma literal: a gaja muito alta e desastrada que só era boa para ir ao ressalto em basket nas aulas de educação física, as piolhas na forma de animais especiais gozados e afastados pelos outros animais da selva, que se sentem um pouco com isso mas nem entendem bem o que isso é; o final a que nos prestamos: aparentemente eu só sou boa a tirar coisas de coisas altas, as piolhas só são boas a serem especiais - seja lá o que essa "designação" queira dizer.

 

O meu querido terapeuta do coração já não faz parte da equipa... faltam técnicos com experiência e aquele empenho que faz brilhar os olhos, aquela vontade única de querer ajudar quem (cor)responde... falta-me tempo para poder ensinar - sim, é mesmo esse o termo, "ensinar" - todas as particularidades de uma língua e de uma linguagem que a todos os outros é inata, subdesenvolvida, desvalorizada e desperdiçada... doi-me ter que trabalhar todos os dias, sempre, qualquer coisa, seja de que conteúdo ou currículo for e não poder dar-me ao luxo de parar de treinar porque há retrocessos e ainda me chaparem à cara que "estamos de férias e não fazemos nada"... enoja-me (sim, também esse o termo) a escola (de forma geral) não ter tempo (ou não querer) para usar estas abordagens novas que fazemos nas sessões de terapia e que tão bem fazem às piolhas e ao seu entendimento linguístico (seja em que forma for: escrito, oral)... está para além da minha compreensão, por questões ridículas e burocráticas, estas novas abordagens não poderem ser mais do que um determinado nº de horas por determinado nº de tempo... 

 

Sinto-me a girafa alta demais para caber no livro, a ser gozada pelo resto dos animais (leia-se "sociedade, comunidade, whatever"), a tentar arranjar um grupo "especial" que aceite as minhas particularidades e as dos meus. E chateia-me ser a girafa. Não posso ser a chita mas, de repente, honestamente, a minha vontade é mesmo ser o abutre. E, lá do alto, voar em círculos e ver a decadência e o moribundo e, depois, calmamente e com os meus, atacar. Chama-se a isso "karma". Há quem lhe chame cabra, eu prefiro chamar-lhe abutre. Sabem porquê? Por isto : https://pt.wikipedia.org/wiki/Abutre , porque eles não atacam à toa, porque não desperdiçam energia com o que não conseguem ganhar, porque eles não são os maus da selva, porque eles não voam sozinhos e porque, acima de tudo, são pacientes. Muito pacientes. E no Livro da Selva, até eles salvam o Mogli. De quem? Do tigre... Interessante, não?

 

 

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publicado às 19:31

Está muito bem escrito e interessante. Não vou opinar sobre o assunto, não hoje e não nos próximos tempos por tantos tantos tantos motivos, quer pessoais quer profissionais. Ainda estou na digestão do DL 3 e do que há/não há, entra/não entra, faz/não faz cá em casa. Imagine-se na escola - e tenho de lidar com ele todos os dias. Todos.

Por isso, fica apenas a leitura recomendada. Do artigo e do decreto.

 

in http://www.comregras.com/1-2-3-sim-explico-outra-vez/ 

 

 

Um dos primeiros textos que aqui publiquei foi com intuito de dar a conhecer qual o trabalho de um professor de Educação Especial, apontando a sua área de intervenção e esclarecendo alguns equívocos.

Mesmo com a discussão em fóruns, conferências, ações de formação, tertúlias e encontros o enquadramento do Decreto-Lei 3/2008, na gíria, “o 3”, continua perpetuado pela confusão do que é exatamente? Quem é enquadrável nesta legislação? Do que se trata?  Para quem é e quem coordena o quê? Muitas destas falhas prendem-se com um diferente modus operandi em cada escola sendo comum ouvir frases como:  “Mas era assim que se fazia na outra escola”. O que é, é o que está escrito na legislação e muitos dos elementos da escola, que se auto denominam a favor da inclusão, ainda não leram o documento na sua íntegra, ou se leram falharam na sua interpretação.

Vamos lá ajudar a esclarecer alguns pontos que são ainda alguns equívocos no seio da escola, tentando cingir-me a questões chave, mas que ainda são pontos pouco claros no quotidiano escolar.

 

O que é o Decreto Lei 3/2008?

“O presente decreto-lei define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo, visando a criação de condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação num ou vários domínios de vida(…)”(Ponto 1 do Artigo 1º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

O Decreto-lei 3/2008 não serve para fazer transitar alunos com dificuldades; não serve somente para permitir que os alunos possam usufruir de outros apoios gratuitamente; não serve para os segregar. Serve para ajudar a estabelecer um ponto de partida que o coloque o mais possível em igualdade de circunstâncias.

 

Quem referencia e o que é necessário neste processo de referenciação?

 “A referenciação efetua-se por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de intervenção precoce, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que intervêm com a criança ou jovem ou que tenham conhecimento da eventual existência de necessidades educativas especiais.” (Ponto 2 do Artigo 5º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

A referenciação é feita aos órgãos de administração e gestão das escolas ou agrupamentos de escolas da área da residência(…)” (Ponto 3 do Artigo 5º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

É feita através do preenchimento de um documento – ficha de referenciação – no qual se regista o motivo da referenciação, informações sumárias sobre a criança ou jovem e se anexa toda a documentação que se considere relevante para o processo de avaliação. Só com a entrega desta ficha de referenciação e todos os elementos necessários para o processo é que será realizada a avaliação do aluno e o seu relatório técnico pedagógico que justifica as razões para a sua elegibilidade ou não ao abrigo do Decreto-Lei 3/2008.

O Departamento de Educação Especial não avalia alunos sem o processo de referenciação completo, nem recebe referenciações diretamente.

Quem elabora o Programa Educativo Individual (PEI)?

“Na educação pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico, o programa educativo individual é elaborado, conjunta e obrigatoriamente, pelo docente do grupo ou turma, pelo docente de educação especial, pelos encarregados de educação e sempre que se considere necessário, pelos serviços referidos na alínea a) do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 6.º, sendo submetido à aprovação do conselho pedagógico e homologado pelo conselho executivo.” (Ponto 1 do Artigo 10º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

O PEI não é responsabilidade única do Professor de Educação Especial.

 

Quem é o coordenador do PEI e suas funções?

“O coordenador do programa educativo individual é o educador de infância, o professor do 1.º ciclo ou o director de turma, a quem esteja atribuído o grupo ou a turma que o aluno integra.” (Ponto 1 do Artigo 11º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

A coordenação do PEI é feita pelo responsável da turma tendo o Professor de Educação Especial como aliado.

 

Qual o papel do Professor de Educação Especial?

“Solicitar ao departamento de educação especial a determinação dos apoios especializados, das adequações do processo de ensino e de aprendizagem de que o aluno deva beneficiar e das tecnologias de apoio.” (alínea b) do ponto 1 do Artigoº 6 do Decreto Lei 3/2008 de 7 de janeiro)

É da competência da Educação Especial decidir, mediante avaliação especializada, se é um aluno enquadrável no estipulado na legislação e não sendo, indicar (expresso no relatório técnico pedagógico) que outros apoios necessários deve o aluno beneficiar; encontrar as ferramentas mais indicadas e com rigor para ajudar o aluno a atingir as metas trabalhando em conjunto com os professores e individualmente com o aluno.  É o aliado para discutir, planear e orientar a intervenção mais adequada. Tem um papel fundamental para explicitar à comunidade escolar o enquadramento legal e a filosofia subjacente nas necessidades educativas especiais.

 

É importante também reter que:

O Departamento de Educação Especial não atende meninos que não estejam enquadrados no Decreto Lei 3/2008 ; não dá explicações de matérias;  não é espaço para mandar meninos mal comportados,  nem uma sala de estudo para fazer trabalhos que não terminou ou realizar testes (este último ponto pode acontecer pontualmente). Um professor de Educação Especial trabalha competências, não conteúdos.

E por último, os alunos com Necessidades Educativas Especiais são da responsabilidade de todos enquanto atores sociais. Fazem parte da escola e não única e exclusivamente do Departamento de Educação Especial.

 

Essencial consultar:

http://www.inr.pt/bibliopac/diplomas/dl_3_2008.htm

http://www.dge.mec.pt/perguntas-sobre-o-dl-no-32008-7-janeiro

Maria Joana Almeida

Professora de Educação Especial e autora do blog pedimos gomas como resgate

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:37

A minha maioridade atingiu a maioridade

por t2para4, em 06.10.16

Há 18 anos, a início de outubro, fazia 18 anos.

Há 18 anos, entrava na Universidade, na Faculdade de Letras, onde eu sempre quis estudar. 

 

Depois das minhas dúvidas fashionistas wannabe acerca de camisas brancas e de me ter decidido a vestir e reanimar a minha velhinha de idade camisa do traje académico, eis que, no feriado, nos encaminhamos para a alta de Coimbra e vamos até à zona das faculdades. Depois de um passeio e fotos pelo Botânico, seguimos para cima e calhou bem. Calhou bem porque vimos uma pequena tuna atuar - embora os turistas não estivessem para aí virados e a única parvinha a bater palmas e a sorrir de saudade fosse eu -, as piolhas puderem sentir in loco um pouco da boa tradição coimbrã e estar num local onde os pais passaram tantos anos das suas vidas (mais o pai que a mãe...).

 

Foi estranho - é sempre estranho para mim - regressar - ainda que só nos degraus, desta feita não precisei de entrar - à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Passei ali os anos mais miseráveis mas também os mais felizes da minha vida pré-piolhas. E, se por um lado, bate aquela saudade tão tipicamente coimbrã, tão estudantil, tão nossa, por outro lado, custa olhar para trás e apercebermo-nos que, afinal, o caminho árduo só começara ali e tanto e tão mais ainda nos esperava...

 

Há 18 anos não fazia a mínima ideia de como seria a minha vida hoje. Se mo tivessem dito, no género, "vim do futuro e sou o teu eu", não teria acreditado. Minimamente. Nem conceberia jamais que seria possível sobreviver a tantas provações e ainda sair fortalecido de tudo isso. 

Há 18 anos, senti que a melhor prenda de aniversário que poderia ter recebido tinha sido o entrar na Faculdade que sempre quis, na Universidade com que sempre sonhei, sem perder nenhum ano (ainda que tenha entrado na 2ª fase)- como se isso me fosse dar algum Prémio Nobel, mas enfim... 

18 anos depois, o dia não poderia ter corrido pior (desde baterem-me no carro logo de manhã a acabar o dia com uma crise  por causa da minha amiga escoliose lombar), o que deu em eu adiar por uns dias a suposta celebração do meu aniversário. Coincidiu com o nosso passeio e com o passar de quase 2 décadas, em frente à FLUC.

18 anos depois, as piolhas sorriem com a ideia de que a mãe estudou ali para ser professora mas respondeu "não" à pergunta "querem vir para aqui estudar um dia?" (smart girls ;) ) e tiram fotos felizes.

18 anos depois sinto que cresci muito, muito depressa, que o tempo passou muito - demasiado! - depressa, que sou e me sinto uma outra pessoa. Mais feliz, mais resolvida com a vida, menos deprimida, mais completa. Ainda assim, com saudade... Aquela saudade que a Estudantina diz no Eferreá "ahhhhh, saudade" em voz arrastada...

 

Apesar de tudo, 18 anos depois, volto a estar de parabéns. Não reentrei na universidade mas aprendi muito com a universidade e é graças a ela que faço o que faço, com toda a paixaão e entrega.

 

18 anos, volto a estar de parabéns. Porque, afinal, também faço anos. Atingi a tal maioridade da maioridade.

 

 

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publicado às 22:21

Tagarelice #53

por t2para4, em 30.09.16

Perguntava-me a piolha sobre o feriado da Restauração da Independência.

- Queres a versão longa ou a versão curta?

- A curta.

- Éramos todos espanhóis até que um dia decidimos que já chegava e passámos a ser portugueses de novo. Acabou-se o domínio espanhol. Fim.

 

Depois apercebi-me que baralharam os feriados e lá lhes expliquei que no dia 5 de outubro é a comemoração da Implantação da República. Mais uma vez, a versão curta a explicar os acontecimentos:

- Antes havia um regime de monarquia com reis e tronos para herdar. Em 1910, a população cansou-se e acabou com os reis. Passou a haver Presidentes da República, eleitos por votos (como se faz com os delegados de turma).

 

 

Eu sei que vão aprender isto tudo na escola mas não quis alongar-me em detalhes, à hora de saída da escola, a entrar para o carro. Ficam apenas com uma pequena visão da situação. Depois, estudamos as coisas com a devida seriedade e detalhe. O importante é que perceberam o que ficou para a História, ainda que muito muito muito sucintamente: o retorno da independência de um país (celebrado em dezembro) e a mudança de regimes governativos (celebrado em outubro).

 

 

 

 

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publicado às 20:55

Ora, vamos lá, então.

por t2para4, em 04.09.16

Como se dizia há uns anos, "amanhã é dia de pica o boi".

Os últimos dias foram de preparação de materiais, compras, reposição de stocks de café e chá preto (vá, e águas, pão, iogurtes, frutas - todas aquelas coisas necessárias para lanches - das crianças e da mãe), escolha de lancheiras (incluindo para mim), seleção de manuais para minha consulta, organização de pastas, etc. E verificação de roupas e calçado e chapeus e afins. 

 

As piolhas estão num misto de emoções. Se, por um lado, estão desejosas de voltar à escola para estarem com os colegas e começar a corrigir os trabalhos e usar os novos materiais, por outro lado, desesperam por causa do tempo de férias que está a acabar e querem mais, pois claro. Tal como eu, são miúdas que se dão bem com a boa vida pois claro.

 

Portanto, lá começamos, devagarinho, a entrar em rotinas, ainda que custe um pouquinho nos primeiros dias. Depois, as coisas encarreiram-se e tudo se torna mais simples. Não ajuda muito à planificação mental de regresso ainda estarem temperaturas estivais e noites super agradáveis mas aproveitam-se estes momentos de outra forma, afinal ainda vamos manter os fins de semana livres. E, como não somos o Phineas nem o Ferb, cujos 104 dias de férias parecem mais 366 dias de férias, 'bora lá entrar no ritmo e voltar ao trabalho. Vai correr bem ;)

 

 

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publicado às 22:41

Confia, vai correr bem

por t2para4, em 01.09.16

Deixei-me de resoluções, quer sejam em setembro quer em janeiro. Este ano tem vindo a surpreender-me em tantos tantos tantos aspetos, desde janeiro e nem sempre pelas melhores razões, que é quase impossível cumprir uma resolução planeada. O que não é impossível, bem pelo contrário, é mantermo-nos fieis a nós mesmos, esperar, acreditar e confiar. Porque great things happen to those who wait.

 

Estou feliz. Ao fim de 5 anos, apesar das contrapartidas, consegui alcançar uma estabilidade profissional - ainda que temporária - que já não conhecia. E, como peças de uma engrenagem onde se veem as rodas dentadas a encaixar na perfeição e a colocar o mecanismo em funcionamento, sinto que as coisas seguem essa via: as piolhas estão numa fase de maturidade e adaptação que já me permitem poder arriscar algo um pouquinho maior. Que é benéfico para todos. E elas percebem que é bom para todos e não se coibem de dizer "a mãe trabalha numa escola nova". 

 

Nunca escondi nem alterei as minhas decisões e opções desde o momento em que decidi constituir família. Não faz sentido nenhum para mim concorrer a nível nacional e estar separada das minhas filhas e do meu marido. Não coloco a carreira acima da família. Da mesma forma que respeito quem o faz, gostaria e agradeceria que também respeitassem as minhas decisões e opções - foram muito bem pensadas, muito ponderadas, implicaram grandes adaptações da nossa parte.

As únicas malas que quero fazer são para viajar - e em família! Não quero ter que pagar a minha casa - que comprei - e mais uma alugada e juntar despesas de combustivel a algo já complicado. Não quero perder os momentos de crescimento das piolhas - mesmo aqueles momentos em que me dizem "és uma chata! Ainda ontem arrumei os brinquedos que estavam no chão"-, quero continuar a acompanhá-las na realização dos TPC e de trabalhos extra - que, muitas vezes, implicam viagens de estudo aos locais em questão para recolher informação in loco -, quero estar totalmente disponível (de mente e de horário) para uma consulta de autismo ou uma reunião fora de horas com os terapeutas , quero jantar com elas o máximo de vezes que conseguir. Quero ser eu a aconchegar-lhes os lençóis quando já dormem, antes de eu ir deitar-me. Para mim, A prioridade é a família. Há quem lhe chame comodismo e "não sair da zona de conforto". Eu não tenho um nome para o que escolhi. Sim, sujeito-me às regras e ao que existe e ao que sobra. E trabalho muito, esforço-me muito.

 

Não sou menos profissional por concorrer a uma área geográfica menor, não sou menos professora por aceitar que há a possibilidade de não conseguir colocação numa fase inicial, não sou menos docente por lecionar atividades de enriquecimento curricular, não sou menos professora por aceitar um horário reduzido (ou por me sujeitar a horários incompletos, como já fui acusada, vá-se lá saber o intuito de uma acusação destas), não sou menos mãe por ter que conjugar um horário reduzido com uma atividade extra, não sou menos eu por fazer o que faço.

 

Somos o resultado das escolhas que fazemos, não é o que dizem? Pois eu digo que sou muito feliz assim. E que há muito tempo que não sabia o que era chorar de alegria, sentir as costelas doer com a emoção, esquecer o nosso nome completo quando vemos a concretização de uma esperança. Andei sempre otimista - ansiosa a ponto de ter o cabelo a cair furiosamente, mas otimista - e confiei. Não sei bem em quê ou em quem, apenas, confiei. E correu muito bem. E, por isso, estou imensamente grata, não sei bem a quê ou a quem, mas imensamente grata. 

Porque, bem vistas as coisas, a felicidade é isto:

 

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Sou feliz porque, por opção, consigo conjugar família e trabalho; sou feliz porque faço o que gosto.

 

 

 

 

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publicado às 22:19

Houve mudanças e nem quero alongar-me nem indagar nem pensar no que poderá ter levado a tais conclusões como "só ficam livres de redução, as turmas onde os alunos com NEE passem 60% do seu tempo". Não é uma medida que nos vá afetar diretamente, pois as piolhas passam bem mais do que 60% do tempo na sala de aula regular mas assusta-me imaginar o futuro.

 

 

Para quem queira consultar, aqui fica o novo Despacho que revoga algumas secções e artigos do 7-B/2015 (assim, de repente, numa leitura à diagonal, é o que me parece), acerca da constituição de turmas e número previsto de alunos por turma.

 

Despacho Normativo n.º 1-H/2016 - Diário da República n.º 73/2016, 2º Suplemento, Série II de 2016-04-1474163183 

 

 

 

 

 

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publicado às 11:07

Ir para o 1º ciclo

por t2para4, em 15.04.16

Há 4 anos letivos atrás, esta questão tirava-me o sono, criava-me ansiedades terríveis, fazia-me dores de cabeça. Não foi algo que eu tivesse levado com calma e aparente entusiasmo. Claro que estava feliz com este novo marco nas nossas vidas mas muito muito assustada.

 

 

O 1º grande passo que devemos ter em mente, sem qualquer tipo de pretensão por detrás, é questionarmo-nos "será que elas estão mesmo preparadas para ir para o 1º ciclo?". Comportamentalmente falando, não, não estavam. Cognitivamente falando, estavam muito à frente dos seus pares no jardim de infância, pelo que, como a nossa prioridade era a questão da socialização/comportamento, aqui elas teriam imenso a perder com uma retenção. Em trabalho de equipa, seguimos os passos documentais necessários para tratar do necessário para a entrada no 1º ciclo com a devida referenciação feita como alunas com necessidades educativas especiais (de caráter permanente), que pode ser consultado aqui.

 

Depois da decisão tomada - acreditem que, mesmo que se decida a reter um filho no pré-escolar, não estamos a comprometer o futuro de ninguém. Raramente se pensa que poderemos comprometer ao inscrever no 1º ciclo e isso pode acontecer... Sempre defendi que, em caso de necessidade, as minhas filhas ficariam mais um ano no jardim de infância e não viria mal ao mundo com isso. -, é preciso continuar com mais decisões: a escola. Escola pública ou privada? Colégio ou instituição? Escola central ou nos arredores? Na zona de residência ou de trabalho?

Não pretendo influenciar ninguém, apenas partilhar o que decidimos. Como conhecedora de várias realidades e um bocadinho idealista, nunca imaginei outra hipótese que não a escola pública, no centro, na área de residência. Tal como jardim de infância - que era de cariz privado com apoio do estado -, sempre soube, desde antes de ser mãe, para onde iriam os meus filhos. E, à medida que fui trabalhando em imensos locais, fui reforçando ainda  mais a minha ideia, apesar de viver num área sobejamente pejada de oferta particular e pública. Na hora de preencher os boletins de inscrição, veio-me à ideia uma frase que ainda hoje ecoa de forma terrível nos meus ouvidos... Durante alguns anos trabalhei num colégio que, através de alguns protocolos, também tinha professores no ensino público nas atividades de enriquecimento curricular (que na altura não se chamava assim, isto já foi há mais de 10 anos) que, a partir de maio, deveriam aliciar os pais para inscreverem os seus filhos no colégio. Lembro-me de ter referido à direção a dúvida de uma mãe, cujo filho tinha síndroma de x-frágil, entre o colégio (mais pequeno, mais familiar e mais abrigado) e a escola da residência (uma sede de agrupamento, muito grande, com muitos alunos, com instabilidade docente) e a diretora me ter respondido "Ai, M., nós não queremos cá alunos desses...". Fiquei tão agastada que ainda hoje me custa... Felizmente, aquela  mãe seguiu a sua intuição e o filho não foi para o colégio. Posto isto, escola pública, sem dúvida.

No entanto, não se imagine que por estarmos em zona nobre, educativamente falando, se tem acesso automático a recursos ou a benesses! Nem pensar! Há que entregar a documentação toda - incluindo tudo o que é relatório de médicos e técnicos -, ir a "n" reuniões para saber que apoios terão, se as terapias estão incluídas num centro de recursos para a inclusão ou é a escola que providencia (através do Ministério da Educação, tipo colocação de professores mas com técnicos), se estarão inscritas em ensino regular ou não, se estarão na sala de aula ou na unidade, como será o horário, quem trabalhará com elas, como será a turma, se a legislação base foi tida em consideração (leia-se cumprida), etc. Dá trabalho, leva tempo, é preciso ter disponibilidade, é preciso questionar, é preciso pôr um bocado a vergonha de lado e perguntar.

 

Enquanto tratávamos de todo este processo, era feito em trabalho em equipa no jardim de infância (e não me refiro a ensinar os miúdos a ler e a escrever, essa não é a função do ensino pré-escolar), terapias e família (pais). Tive a sorte e o apoio da escola para onde iriam no ano seguinte para fazer algumas sessões de preparação extra às que as turmas do pré-escolar habitualmente fazem. Uma professora com uma turma do 1º ano e o coordenador da escola acolheram carinhosamente a ideia e, cerca de 3 ou 4 vezes, antes do começo oficial das aulas no ano letivo seguinte, as piolhas tiveram uma parte da manhã passada em ambiente de 1º ciclo. Adpataram-se muito bem, embora se notasse desde logo que, sozinhas na sala de aula seria um problema... Ganhei um outro alento e fiquei muito mais descansada pois pequenas coisas como toques de saída/entrada, intervalos etc., me causavam dores de cabeça e taquicardias.

Ajudou sobremaneira terem tido duas semanas de habituação ao espaço total da escola por intermédio do ATL, onde as inscrevi sem pensar duas vezes. Só o sossego e a paz de espírito (fora o carinho, o apoio, a aprendizagem, as pessoas maravilhosas que lá trabalham), valem cada cêntimo.

 

Na escolha final pesou, sem dúvida absolutamente nenhuma, o facto de a escola ter uma unidade de autismo/ensino estruturado. E esse recurso já me trilhou o caminho da escola para onde irão daqui a uns 4 anos. Sem pestanejar. Para mim, é uma excelente mais-valia, por todos os motivos e mais um: ratio de professores de educação especial, assistentes operacionais/tarefeiras (embora a das piolhas tenha que ser colocada por outros trâmites), horário dos alunos, terapias, contacto direto com os professores titulares. Para mim, uma unidade numa escola nunca foi o bicho de 7 cabeças que é para algumas pessoas. Eu já fui tarefeira numa unidade. Sei como se trabalha, sei o que se faz com os alunos que lá estão e com os que não estão lá mas têm o apoio da unidade (como as minhas filhas). Não é - não deve ser e se isso acontece é porque há falhas graves no pessoal que lá trabalha - um depósito de alunos com necessidades especiais nem um local para onde vão as crianças que não conseguem aprender. Enerva-me profundamente este tipo de mentalidade. Dificuldades de aprendizagem todos temos em determinadas coisas e se não aprendemos nada é porque nem sequer foi tentada outra forma de ensinar. Encaro a unidade como parte integrante da escola, tal como o é a biblioteca e a sala de TIC. Tem que fazer parte natural da escola, tem que haver empenho de todos - pais incluídos - em passar esta ideia. É mais uma sala de trabalho para cianças que têm uma turma, que estão na escola, que têm igual ou mais tarefas que os seus colegas. Precisam de determinados recursos que aquele espaço proporciona. Creio que é simples entender isto.

 

 

Quase 4 anos depois, fazendo o balanço, se correu tudo às mil maravilhas? Não. Se não houve queixas? Não. Se tivemos sempre tudo pronto atempadamente para o decurso normal das atividades letivas? Hell, no, não. Se concordo com tudo o que se faz? Não.

MAS...

Não mudaria de ideias nem por um segundo nem desviaria um milimitro do caminho escolhido. Não há mundos perfeitos, nem escolas perfeitas, nem professores perfeitos, nem pais perfeitos e, pasme-se!, nem crianças perfeitas. Há sempre um problema no caminho, há sempre professores por colocar, o arranque do ano letivo é sempre caótico, as terapias param por 3 meses quando seguidos pelo centro de recursos, há sempre queixas de um professor ou de um colega, há sempre uma infeliz sugestão de tentar mudar alguma coisa se o que nós pais reclamamos dá trabalho, etc. Estar na escola enquanto aluno não é fácil, ter um filho na escola é dez vezes pior mas faz parte do nosso percurso de vida.

Ao contrário do que aconteceria no colégio onde trabalhei (caso não fossem recusadas logo à partida, o que, a propósito, pode influir em queixa por discriminação), eu sei que ninguém trata as minhas filhas de forma especial por que têm necessidades especiais ou porque são as filhas da M.. Nem eu admitiria diferenças de tratamento. São duas crianças, num ambiente onde há mais crianças, com os mesmos direitos que as outras crianças mas com direitos que os seus pares não precisam de ver postos em prática porque não precisam.

 

 

Basicamente, tentei responder a mim mesma se as piolhas estavam preparadas para uma nova etapa (cognitivamente preparadas ou se, ao contemplar só o comportamento, iria prejudicar a aprendizagem delas);  se a referenciação, o PEI e toda restante documentação estavam prontas a dar entrada na escola para iriam; que recursos teria a escola para responder às necessidades delas (tarefeira/assistente operacional, professor de educação especial, terapeutas, etc.); que respostas daria a escola em caso de sobrecarga das piolhas numa sala de aula normal; se eu seria parte ativa na educação académica delas em todos os aspetos e não só para receber queixas.

E, tento ter sempre em mente que, mesmo que tomemos uma decisão sem qualquer dúvida e sem pensarmos sequer, poderemos estar a prejudicar o desenvolvimento dos nossos filhos na mesma. Infelizmente, na maternidade não há regras certas nem fórmulas exatas e milagrosas... Tudo é um risco e, às vezes, vamos por tentativa e erro. E não acredito em corrente pedagógicas xpto do dr. Abc da universidade Algures, com comprovação duvidosa.

Acredito em educação, amor, dedicação, mais amor, intuição e trabalho. Porque amar e educar dá trabalho...

 

 

 

 

 

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publicado às 20:24

Desde o diagnóstico que fomos sendo assoberbados e atolados com papeis das mais variadas espécies. Ainda que eu tenha tudo devidamente guardado num disco externo, tenho tambem tudo em versão papel. Os mais ecologistas e minimalistas poderão dizer, horrorizados, "mas para quê?? Se está tudo em pdf e afins?!". Eu respondo: "por duas razões: impacto e toque no momento. Não me arrisco a levar os documentos importantes em pen ou disco a um consultório one, além de poder não haver computador, poderei ficar sem esses dados naquele dispositivo ou apanhar um médico que não esteja para aí virado ou alguém que não saiba consultar estas coisas 'modernas'. Além disso, chegar com 3 dossiers cheios e espetar com isso na mesa de alguém, impressiona mais do que levar uma pen! E esse impactoo dá imenso jeito quando há senhores doutores a abusar da minha paciência"

 

Assim, como hoje tinha uma série de papeis para colocar nos dossiers, decidi dar uma bela vista de olhos ao que já tinha e reorganizar tudo.

Tenho 4 dossiers, 3 de acompanhamento e 1 de legislação e documentação de estudo (estudos, cópias de livros, etc.). Apenas os 3 estão juntos, na prateleira das nossas organizações importantes (faturas, IRS, documentos relacionados com a casa ou os carros, diplomas, etc.).

Criei um índice geral e separei cada área com separadores e micas e post-its, onde tudo está devidamente identificado e organizado por datas. Está tudo por ordem cronológica desde agosto de 2010 até ao presente, exceto a avaliação académica que está por ordem cronológica do presente até aos 2 anos de idade das piolhas.

 

O indice contém:

1- Relatórios (hospital, TO e TF)
2- Participação em Estudos
3- Avaliação TF e TO
4- Documentação (Segurança Social)
5- Documentação (IP e CRI)
6- Avaliação percurso académico
7- Documentação (apoio às atividades académicas)

 

Em cada separador, estão todos os documentos que nos foram enviados, entregues, assinalados, etc, desde relatórios multi-usos ao relatório do diagnóstico em si ao Plano da Intervenção Precoce ao recente Plano Educativo Individual e devidas adendas e atualizações. Há ainda espaço para outro tipo de avaliação como as da piscina e motricidade.

Toda esta informação, concentrada num único grande local e de fácil acesso, permite-nos uma consulta rápida e organizada a qualquer situação do presente ou passado das piolhas com que nos confrontemos, o que pode acontecer numa ida à segurança social ou numa consulta de rotina.

Apesar de alguns serviços se gabarem da interligação entre hospitais e afins, a verdade é que a informação não passa toda pelos mesmos meios e nem sempre alcança o seu objetivo final. Não posso correr riscos de se fazer uma avaliação superficial de uma qualquer situação ou de nós pais passarmos por doidinhos só porque o sistema não funciona e as informações clínicas e de desenvolvimento das piolhas não estão nos devidos lugares. Por isso, não corro riscos e prefiro ter tudo comme il faut.

No meu disco, as coisas estão separadas por pastas relativamente semelhantes à separação física nos dossiers. Facilmente encontro o que for necessário para se imprimir ou enviar por email, etc.

 

Esta minha necessidade de colocar tudo em suporte físico e bem organizado veio de uma situação desagradável pela qual passámos há uns 5 anos atrás, pouco depois do diagnóstico e com pouca documentação em papel. Numa das (muitas) avaliações para terapia ocupacional, o médico que avaliou as piolhas exigiu ver tudo e mais alguma coisa e pouco quis saber do relatório multi-usos que o hospital pediátrico e médico da unidade de autismo nos facilitou. Aqui o senhor pecou pelo excesso e acabou por decidir que elas estavam maravilhosas e não precisavam de terapia ocupacional (nota-se... Por isso estamos agora, 6 anos depois a tentar compensar o tempo perdido... Ele há com cada burro que até doi). Num destes fins de semana recentes, eu pequei por defeito e não levei nada comigo a não ser um rótulo de louca varrida porque o médico não encontrou "autismo" na computador ao verificar o histórico clinico das piolhas por não acreditar noq ue eu lhe dizia...

 

No que nunca jamais facilito é no que assino relativamente às piolhas sem que eu fique, na hora, com uma cópia para mim. Nada do que diga respeito às piolhas anda espalhado pelos diversos sistemas onde se inserem sem que eu tenha uma cópia (ou o original) de tudo isso. Mesmo que me informem "ah isso vai depois ser entregue" há uma razão pela qual eu tenho outro dossier só com legislação, com as devidas anotações feitas por mim e outras mães.

Como dizia uma professora minha, o diabo não sabe muito por ser diabo, sabe muito por ser velho. E eu já começo a ter uns anos disto no lombo. A ser o diabo e a aprender como o diabo.

 

Algumas mamãs que vivem uma situação idêntica, também têm dossiers imensos com tudo o que diga respeito aos seus filhos. Como se organizam? É por capas de arquivo e cópias ou são adeptos do tudo numa pen? Levam tudo quando vão a médicos novos ou preferem levar a informação depois? Já passaram por alguma situação estranha em que precisassem de levar tudo?

 

O que senti esta manhã, ao colocar tudo em ordem, foi um misto estranho de emoções: estou absolutamente delirante e feliz com tudo o que alcançamos ao longo deste tempo mas também me sinto magoada e triste por termos que viver tudo isto e termos que estar sempre em constante aprendizagem/trabalho/sei lá mais o quê... Mas importa o objetivo fina, o destino; o caminho tem que se fazer. Paciência... Vamos lá...

 

 

 

 

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publicado às 12:02

Oh boy... um estranho sabor agridoce

por t2para4, em 17.08.15

É o que sinto agora...

Setembro aproxima-se demasiado rápido para os meus desejos e vontades. Ainda não consegui recuperar nem um décimo do anterior ano letivo e já estamos a enfiar-nos num novo...

Os últimos meses do anterior foram tão desgastantes, tão trabalhosos, tão complicados que estou francamente apavorada com o começo de 2015/2016. Por todos os motivos e mais alguns.

 

E, quando é que parece que estamos mesmo mesmo mesmo a enfiar tudo nas mochilas e a despachar os miúdos para a escola?

- quando o tempo está bipolar (como tem estado nos últimos dias)

- quando era suposto eu estar na praia mas não posso porque está demasiado frio para isso e... chove

- quando vou buscar os manuais porque já chegaram

- quando sou forçada a comprar materiais de que preciso antes do início das aulas (material de encadernação - principalmente -, lápis, canetas de pintar, etc. para aproveitar promoções)

- quando vejo os livros em leque e penso "oh meu deus... só mais um mesito, só mais uns dias de sol e dolce farniente..."

 

IMG_2470a.JPG

 

Para não me sentir tão escolástica e académica, acabei por oferecer um livro diferente às piolhas. Como, na maioria dos passeios que temos dado, há uma mini-aula de História por detrás que muito as tem entusiasmado, achei que não se perdia nada se abordássemos em poucos minutos os mais de 8 séculos de Portugal. O livro é fantástico e cativante e está atualizado (edição de 2014). E sempre se abrem mais os leques a outros reis que não D. Dinis e D. Isabel de Aragão, D. Afonso IV e D. Pedro e os seus (des)amores e D. João de Avis e D. Filipa de Lencastre...

 

IMG_2471.JPG

 

Mas, seja como for, o início de um ano - mesmo que seja letivo - é sempre um início, certo? Portanto, bora lá pr'á frente qu'atrás vem gente! Cá nos safaremos!!

 

 

 

 

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publicado às 16:55

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