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E pronto, desta é que já está. Mesmo mesmo em cima da hora. Mas terminado.

 

A nova história das ervilhas, "As ervilhas especiais vão à escola".

 

Para já. têm que clicar no link para ver. Depois, colocarei o pdf aqui bonitinho.

 

http://www.t2para4.com/ervilhas/ppt%20ervilhas%20escola.pdf

publicado às 00:20

Mais uma etapa concluída: o cartaz para colocar na Igreja Matriz da localidade e, quem sabe, noutros locais públicos de interesse, com o apoio da Câmara Municipal. Estou muito satisfeita com toda esta abertura, todo este apoio que tem surgido, todo o empenho. Apesar de acabar por fazer todo o trabalho sozinha, com muito gosto, ter contactado algumas entidades foi um fator decisivo para uma maior abrangência de população. Maravilhoso!

 

 

 

Têm sido dias muito trabalhosos mas, ao olhar para todos estes materiais e para todo o percurso que a nossa família já fez até aqui, nem acredito que já vivemos tanto em tão pouco tempo. E, ao ajudar as minhas filhas, espero poder ajudar outros meninos e meninas. E, mesmo sabendo que não podemos mudar o mundo, poder, ao menos, torná-lo um pouquinho mais alegre.

publicado às 22:36

Não vou falar da nossa ida à Assembleia da República para já. Há ainda uma série de fatores a rever e a averiguar. No entanto, para quem viu - e para quem não sabe - deu para perceber que as propostas de resolução do PCP e do BE foram rejeitadas: uma delas com a vergonhosa abstenção do PS. Enfim. Ainda estou a digerir tudo isto.

 

Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, o ponto da situação: 

- apresentação para pais e encarregados de educação pronta. Tem muitas imagens e textos em inglês porque, além de não ter tido muita disponibilidade para traduções, também não abundam materiais em português de Portugal. No entanto, como eu estou lá :) , traduzirei, criarei uma dinâmica para que ninguém apanhe seca e o esclarecimento possa sentir-se.

- convites prontos, impressos, cortados e distribuídos nas duas principais escolas de 1º ciclo. Se a adesão for acima do expectável e se houver interesse, poderei repeti-la posteriormente noutras escolas de outros graus de ensino, para outros públicos.

- informação enviada a quem interessa (professores de ensino especial, agrupamento, amigos especiais)

 

Ainda me falta fazer mais umas coisas, que publicarei aqui, atempadamente. Confesso que estava receosa de não ter tudo tratado e preparado antes de abril, até porque a semana em que começa esse mês será complicada, mas está tudo dentro do previsto.

 

 

Nota: Devido à conversão para poder colocar a apresentação, as imagens e textos desconfiguraram. Na versão original, está tudo direitinho. 

          Clicar na apresentação para dar início.

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 21:41

Tenho falhado um pouco com os posts mais sérios e com as últimas do t2 mas isto tem andado muito complicado. Apesar dos maravilhosos dias de sol, têm acontecido tantas tantas coisas que nem sempre dá tempo (ou vontade, não me levem a mal) de atualizar informação e mudar visuais.

Entre outras coisas:

- as piolhas voltaram à risperidona à tarde (0,25 ml) porque a agitação tem sido tanta e de tal ordem que parece mesmo que estão ligadas à corrente; as horas de jantar são sempre em movimento com pernas a bater, pés a dançar, mesa empurrada, etc. ; mesmo depois de tomarem a melatonina (sim, tivemos que regressar também à melatonina e, ainda bem, porque as dores de cabeça passaram. Ora, prova que, apesar de dormirem, dormiam pouco e mal), ainda pulam e saltam e gritam e guincham e pulam e saltam. E só depois é que dormem.

 

- já sabemos a data da discussão em plenário, na Assembleia da República, do abaixo-assinado que fizemos e da ida à Comissão Parlamentar Preliminar. Ainda este fim de semana, postarei detalhes e informações sobre este evento. 

Claro que para termos tudo pronto e organizado, há que investir tempo...

 

- por causa de consultas e da ida à Assembleia, há que compensar as horas perdidas, logo, metade do meu tempo livre desapareceu com isso... 

 

- tenho tido algumas encomendas de trabalhos manuais para fazer e, pois, também tenho que dar conta disso.

 

E, como se aproxima abril e há tanta tanta coisa que tem que ser trabalhada com o devido tempo e antecedência, obviamente que não pude descurar essa parte. Este ano vou continuar com as minhas ações de sensibilização e com um programa ligeiramente diferente do que fiz no ano passado. Além de chegar às escolas, pretendi também chegar mais longe e tentar abranger a população da minha localidade.

Assim, numa primeira fase, coloquei no papel as ideias, objetivos, materiais, passos a seguir do que tenciono fazer nas escolas e enviei esse documento para a direção do agrupamento para aprovação. A seguir, participei num concurso de escrita criativa com uma versão reduzida da história "As ervilhas especiais", cuja divulgação foi feita online no jornal local. Depois, contactei a nossa câmara municipal para que, na fatura da água (que traz sempre um panfleto com a divulgação de atividades concelhias) fosse possível a inclusão de uma pequena mensagem sobre o dia 2 de abril.

 

Neste momento, antes de avançar com mais informação, tenho:

- uma breve mensagem na fatura da água a chamar a atenção para o dia mundial da consciencialização do autismo;

- recolha de disponibilidades de horários em todas as escolas do 1º ciclo do concelho;

- todo o material de que necessito para as apresentações já selecionado e pronto a ser colocado num ppt:

- a continuação da história "As ervilhas especiais" na forja.

 

 

 

 

 

 

publicado às 13:08

Apesar da interrupção forçada pelo meio - leia-se, a minha ida aos HUC -, as minhas ações de sensibilização continuam e recebi alguns convites bastante interessantes (e não, não há custos nem lucros envolvidos. É tudo por amor à camisola).

Têm-me chegado às mãos e ao email feedback sobre imensas iniciativas, desenhos fantásticos de alunos e até um poema que me deixou bastante emocionada: a turma deveria fazer um poema alusivo à primavera, no seu horário de biblioteca, mas pediu à professora para escrever algo sobre o que a escola estava a promover. E assim foi. Saiu algo fantástico. Fiquei verdadeiramente impressionada com o gesto e com o carinho. Assim, do 2º C, da EB nº 1 da Lousã, sairam estas linhas:

 

 

Os desenhos não ficam atrás. Este lembra-me alguém... 

 

 

Este desenho está fenomenal pelo que transmite: dois miúdos iguais e se não fosse a indicação "o Rodrigo é autista", quem notaria a diferença? Acho que a mensagem passou bem.

 

 

Sendo o autismo um assunto tão complexo de definir, de sentir e quanto mais de explicar, apesar de se pegarem em alguns estereótipos, a verdade é que creio que os alunos perceberam a realidade que rodeia algumas crianças autistas em idades precoces.

 

 

 

 

Mas, não se pense que ficamos por aqui. Na minha caixa de email, estavam lá estas informações:

 

"A EPV vestiu-se de azul"

 

E temos professores, alunos e até o Diretor Pedagógico vestidos de azul e com papel relevante na sensibilização. A Célia já tinha feito um excelente trabalho anteriormente, não necessariamente relacionado com o autismo, e é daquelas pessoas com quem é fácil trabalhar e que se rege por um alto padrão de valores que aprecio muito. É raro encontrar pessoas assim. Gostei de auxiliar naquele projeto e esperemos que se sigam mais.

 

E, mais estas informações, deixadas pela Sandra, também de azulinho:

 

 

No blog (é um link, clicai!) http://www.estruturar-te-ddinis.blogspot.pt/2013/04/a-d-dinis-mais-azul-do-que-nunca.html vê-se uma das escolas de Coimbra empenhada em sensibilizar e chegar mais além. Adorei as atividades propostas e a participação de todos. 

 

E no site www.maisopiniao.com registaram-se imensos cliques na ligação para informação sobre a temática. Tal como diz o "nosso boss editorial", "a ignorância é uma doença com cura".

E até o nosso terapeuta da fala repara que cada vez mais fazemos com que a ignorância e o desconhecimento não seja mais uma dor a lidar a par com o autismo. Se pudermos tentar obter um pouco de compreensão e respeito, então, já valeu a pena.

 

publicado às 21:43

E hoje continuou a saga, com a exceção das luzes. 

 

- o site www.maisopiniao.pt aderiu à causa e. além de publicar uma das crónicas sem qualquer publicidade, criou um banner animado que, ao clicar, redireciona para uma página onde se pode saber mais sobre o autismo. Está em destaque na página de abertura. 

- recebi mais desenhos e trabalhos para colocar na exposição

- recebi convite para ir às outras bibliotecas escolares e infantários partilhar a história "As Ervilhas Especiais"

- esta ação poderá prolongar-se por mais um mês numa associação local, com uma pequena formação dada aos monitores de ATL e sensibilização das crianças dos prolongamentos de horário

- os textos que enviei para a imprensa local e regional foram publicados e usadas algumas imagens da cobertura feita

 

Os alunos com quem tenho convivido têm sido de uma sensibilidade e educação fantásticas. Nota-se que tentam perceber aquilo que até para nós é tão difícil de entender e esforçam-se para perceber a razão do logotipo do puzzle, das cores, da interpretação da história "As Ervilhas Especiais". E leem tão bem os PECs!! Eu farto-me de os gabar e eles ficam todos satisfeitos eh eh eh E pulamos e eles ficam espantados quando eu faço uma birra (que, nos adultos, se chama "ataque de nervos" eh eh eh) e, no final, fico com a sensação de que talvez tenha feito passar a minha mensagem que, no fundo, é bem simples: há diferença, claro, mas semelhança; tem é de haver, acima de tudo, respeito.

 

Às vezes, perguntam-me se as "ervilhas" são as minhas filhas. E eu digo que sim, não nego nem escondo. Quando falo, generalizo e tento não particularizar. 

 

As comparações que mais resultado dão para ajudar a entender  a "coisa" que é o autismo e os meltdowns são, respetivamente, o chapéu de chuva que alberga tudo e o quadro elétrico ao qual se ligam todos os eletrodomésticos ao mesmo tempo e ele vai a baixo para não explodir ou entrar em curto-circuito e queimar tudo. O melhor? A conclusão e analogia é feita pelos alunos. 

 

 

 

 

 

 

publicado às 22:04

E hoje foi o tal dia, dia do "think blue, wear blue", dia de azul, dia de fazer chegar a mensagem de que o autismo pode ser um bicho-papão mas que não é uma doença nem é contagioso e não serve de motivo de preconceito, dia de sensibilizar para que a intervenção seja defacto precoce e os pais se sintam apoiados em vários níveis na caminhada que fazem ao longo da vida dos seus filhos autistas - independentemente do seu tipo e gravidade.

 

Fica o feedback:

 

- família toda de azul, incluindo unhas :)

- telefonemas de familiares e amigos a informar que se vestiram de azul de propósito

- colaboração do corpo docente no uso de uma peça de roupa azul e na abordagem ao dia de hoje

- continuação da preparação da exposição de trabalhos (ainda vou recebendo alguns que vou colocando)

- visita do infantário das piolhas para ver a exposição

- apresentação da história "as ervilhas especiais"

- debate com os alunos e posterior pedido de ilustrações

- iluminação da fachada da escola

- cobertura fotográfica do movimento "Light it up blue" 

- vela acesa na Igreja Matriz

- iluminação da Câmara Municipal (a encargo da própria)

 

E as imagens:

 

A oferta da Daniela 

 

Os ganchos das piolhas

A minha pulseira

 

Nós 

E uma amiga com o seu piolho lindo, lindo a dar-nos os bons-dias azuis ;) 

Na Igreja 

 

A faixa

 

 

A exposição 

 

 

 

 

A apresentação da história e conversa com os alunos 

 

 

A ilustração 

 

A iluminação azul 

 

 

 

Se alguém quiser dar o seu feedback, é só avisar e enviar informação para t2para4@sapo.pt

publicado às 20:28

Por aqui continuamos com os preparativos para levar a cabo as iniciativas a que nos propusemos. Não tem sido fácil ter imaginação para tudo e não sucumbir à preguiça mas nada que um café fora com as piolhas (leia-se que elas tomam descafeinado diluído com água) ou um doce desportivo (como dizem os outros tolinhos que andam sempre aos pinotes) não ajude a resolver.

 

Depois desta faixa e deste pequeno texto adaptado, disponível em http://www.inr.pt/content/1/222/que-autismo :

 

 

 

que será o mote introdutório da exposição de trabalhos - já vou tendo alguns mas podem ainda enviar! -, da pintura da faixa de tecido que ficará na rede do campo de futebol da escola, da preparação das luzes e da criação da história das "Ervilhas Especiais", faltava ainda uma apresentação dinâmica e interativa que eu pudesse utilizar nas escolas/bibliotecas/etc. e que explicasse - sem ser uma grande seca - e de forma simples mas verdadeira o que é o autismo.

 

Surgiu isto:

 

Quando aparece a indicação "fim", é o final da história - que requer interação por parte da audiência - mas não o final da apresentação. Para começar, basta um clique do rato. O video pode demorar um pouco a carregar mas vale a pena vê-lo.

 

NOTA: Esta apresentação pode demorar alguns segundos a carregar.

Por favor aguarde...

 

 

 

E pronto, para já, é isto...

publicado às 20:19

Ora bem, tem sido uma correria de informação e de troca de emails e contactos para ver se se consegue fazer tudo atempadamente - e tendo em consideração que, na véspera pouco poderei fazer porque temos um compromisso importante com as piolhas.

 

Assim, eis as últimas novidades do t2para4:

 

- contactei a Associação Vencer Autismo acerca da possibilidade de uso de imagens e do que tenciono fazer para posterior envio de fotos e notícias

- enviei informação para os jornais locais (texto em baixo) que será publicada na semana imediatamente anterior ao dia da consciencialização do autismo;

- pedi autorização - e foi concedida - para iluminar de azul a escola  para onde as piolhas irão (as salas que se veem da estrada principal e o meu atual posto de trabalho. Amanhã - vá, daqui a pouco - iremos comprar o material necessário)

- contactei a Junta de Freguesia - que fica num local de passagem bem visível e tem a particularidade de ter uma varanda - para que fosse iluminada de azul e, na impossibilidade ou recusa desta hipótese, se se poderia pendurar uma faixa com o símbolo do laço do autismo

- através do agrupamento de escolas da minha localidade, foi pedida a colaboração de todo o corpo docente nesta iniciativa, não só com o vestir azul, mas também com a possibilidade de eu poder fazer uma pequena e breve apresentação, que partilharei brevemente: uma história adaptada em PECs para ser lida na Unidade Multideficiências e Unidade de Ensino Estruturado e para que as restantes turmas da escola ma leiam a mim e outros professores, com base na premissa de que se pode aprender de várias formas com vários métodos

- elaboração de um pequeno filme, muito generalista, que seja breve mas conciso do que é o autismo

- pintura de uma faixa com o laço do autismo para colocar no interior e exterior da escola

- o professora de Ensino Especial que coordena as unidades do agrupamento de escolas sugeriu que 7 crianças e 7 professores usassem as suas caras e mãos para colorir de azul e construir a palavra "autismo": ideia que está a ser discutida para aplicação

- exposição de trabalhos (desenhos) elaborados por crianças autistas (apelo em baixo, por favor)

 

Para já, esta é a minha ideia e o que tenho andado a fazer. Tem sido trabalhoso mas tem-me entusiasmado. A Daniela enviou-me uma pequena lembrança - uma peça de puzzle azul com dois corações, em pregadeira - que tenho usado nos meus casacos e comprei, pelo Natal, uma pulseira bem gira que uso com frequência. Estas duas peças têm suscitado interesse e perguntas por parte de alunos e alguns adultos e eu explico, de forma muito simples e breve, que se tratam de símbolos para a patologia do autismo.

 

Se esta iniciativa tiver adesão e os resultados que espero, a ideia é alargar a outras patologias comuns na Unidade Multideficiências da nossa localidade e continuar um projeto de sensibilização, para minimizar o síndroma da coitadinhice e do "se fosse meu filho..." e incutir respeito pela diferença - que não deve ser contida mas sim respeitada.

 

APELO:

 

Peço, por favor, a pais de crianças com autismo (não importa a gravidade do espectro) que enviem desenhos elaborados pelos seus filhos (não importa a idade) com referência, tanto quanto possível à idade (por exemplo, num canto da folha escrever "E., 4 anos"), para o email info@t2para4.com ou t2para4@sapo.pt (vai tudo dar ao mesmo sítio). O objetivo é expôr os trabalhos no nosso agrupamento de escolas e posterior envio de notícia para os jornais locais (e talvez regionais). Vou obviamente usar os muitos desenhos das piolhas mas não chega.

Quem quiser colaborar neste projeto, poderá fazê-lo até dia 1 de abril. Basta enviar os trabalhos por email, eu imprimo e organizo tudo na escola. Os trabalhos podem ou não ser anónimos - indiquem essa informação quando enviarem mail.

O meu/nosso muito obrigada desde já.

 


Texto que foi enviado aos jornais locais/Junta de Freguesia:

 

Venho apresentar a iniciativa "Light it up Blue" - Autismo e saber se poderei contar com o Vosso apoio.
 

O movimento "Light it up blue" que ocorre a 2 de abril, sobre o dia mundial da consciencialização do autismo, é uma iniciativa anual que pretende alertar para a temática do autismo e sensibilizar a população para esta patologia. O pretendido era iluminar a fachada ou varanda da Junta de Freguesia de azul (com holofotes de jardim, por exemplo, que ficariam a meu encargo) mas, caso não seja permitido ou possível, há a hipótese de se pendurar na varanda da Junta uma faixa com o símbolo do autismo (imagem em anexo) - que também ficaria a meu encargo.

 
O que eu pretendia não tem nem nunca terá custos envolvidos nem toca sequer na questão de dinheiros. O que eu gostaria era uma maior sensibilização da população, algum conhecimento - ainda que mínimo - e algum respeito pelo que pais como eu passam... Não é fácil para um estranho ouvir ou ver uma birra que facilmente se associa a má-educação quando, na verdade,se trata de um  meltdown (aquilo que eu designo por "birra autista") mas é muito mais difícil e doloroso para um pai de criança autista passar pelo que passa e ainda ter que lidar com comentários alheios...
 
A nível geral, as pessoas, individualmente, não precisam de mudar lâmpadas :) basta que, no dia 2 de abril, vistam uma peça de roupa azul, coloquem uma toalha/pano azull numa janela, acendam uma vela azul, por exemplo. O simbolismo é a cor azul, a cor escolhida para assinalar o autismo. E, em jeito de logótipo, além da cor, temos também as peças de puzzle encaixadas.
 
Sobre o autismo, de forma generalista:
O autismo não é uma doença; é um complexo distúrbio neurológico que dura toda a vida de uma pessoa, é uma perturbação do desenvolvimento global das funções cerebrais que, regra geral, se manifesta nos primeiros três anos de vida e impede a pessoa de organizar e compreender a informação que é transmitida pelos sentidos. Esta alteração cerebral apresenta as seguintes características principais:
 
- Défice na interacção social;
- Défice na comunicação verbal e não verbal;
- Défice da imaginação/capacidade simbólica;
- Interesses e actividades limitados.
 
Estas características manifestam-se em cada pessoa de formas e intensidades diversas, o que dá origem a um leque muito variado de situações enquadráveis no diagnóstico das Perturbações do Espectro do Autismo. Não são conhecidas as causas do autismo, os pais não são os causadores/culpados do autismo dos filhos mas uma consciencialização cada vez maior do problema pode ajudar as famílias.
A experiência tem demonstrado que o melhor tratamento para pessoas com autismo é uma detecção precoce e um tratamento especializado cujo objectivo é tornar as pessoas mais conscientes do meio que as rodeia, indo ao encontro das suas necessidades específicas.
 
Sinais de alerta:
Os seguintes "sinais" podem indicar que a sua criança está em risco e devia ser supervisionada para garantir que ele/ela está com o desenvolvimento padrão ideal. Se o seu bebé apresentar alguns dos seguintes sinais, peça ao seu pediatra ou médico de família uma avaliação.
- não ri ou tem outra qualquer expressão de felicidade dos 6 meses em diante;
- não imita sons, sorrisos ou outra qualquer expressão facial a partir dos 9 meses;
- não responde ao nome quando o chamam, por volta dos 10 meses;
- não palra aos 12 meses;
- é demasiado agitado ou hiperativo;
- não aponta, agarra, mostra ou acena aos 12 meses;
- não diz qualquer palavra aos 16 meses;
- não diz frases de duas palavras com sentido (sem imitar nem repetir) até aos 24 meses;
- perde qualquer tipo de linguagem
 
Mais informações detalhadas em http://www.inr.pt/content/1/222/que-autismo 
 
Mais uma vez, o meu/nosso muito obrigada.
 

publicado às 03:41

Passei o dia, literalmente, a ler e a conversar com todos os alunos de uma das escolas da minha localidade, em trabalho de conjunto com as unidades multideficiência e autismo da mesma escola. Foi fantástico, apesar de esgotante e de, após a 2ª ou 3ª leitura, já saber a história de cor :)

 

Basicamente, aquilo de que falámos foi de respeito na e pela diferença e do que nos faz ser diferentes ou iguais uns aos outros. A abordagem foi iniciada com este símbolo:

 

A partir deste símbolo, falei da "coleção" que existe com o nome de PECS e que, basicamente, auxilia na leitura com símbolos e é muito utilizado em aulas e na terapia da fala com crianças/pessoas com dificuldades de comunicação e interação, que é muito útil para antecipar atividades que façamos ao longo do dia e que ajuda a evitar a ansiedade em algumas crianças que não tenham uma boa noção temporal. Isto foi tudo dito de forma assim simples pois o meu público-alvo ia dos 6 aos 10 anos. O símbolo indicou, então, a toda a gente a atividade que se seguia.

 

Feita a introdução à história - que assentava na história de um gato poeta e era em rima -, acabámos a brincar com alguns gestos muito comuns do sistema Makaton e que alguns meninos já conheciam dada a sua convivência com colegas com necessidades educativas especiais. A grande mensagem e aquilo que tentei passar, de acordo com a minha visão das coisas, foi a de que o respeito é mútuo e pode começar de forma tão simples e básica como chamar a pessoa pelo seu nome e não pela sua condição. Antes de qualquer deficiência, característica física ou psicológica, boa ou má, aquilo que nos aproxima de uma pessoa com deficiência e nos torna iguais a ela é o nome e o direito ao nome. Sei bem que as piolhas vão ser as miúdas gémeas autistas mas antes de serem as miúdas gémeas autistas e até antes de serem as miúdas gémeas são a E. e a B. Ponto. O "gémeas" e o "autistas" e o "giras" e o "mexidas" vem depois do nome delas. É isso que consta dos seus documentos de identificação, não a sua deficiência.

O que nos aproxima de uma pessoa com deficiência é também a aprendizagem contínua - nossa  e deles. Porque lutamos pela integração numa sociedade que é complicada de entender, porque temos que lidar com a deficiência, porque temos que aprender novas coisas para lidar com isso mas porque eles também aprendem, porque eles também têm que lidar com uma sociedade na qual os tentamos incluir e integrar, porque têm que aprender coisas tão básicas como falar quando isso é dado adquirido a outros... Diferentes sim mas muito iguais também. Mostrar a diferença  mas também mostrar os pontos comuns. 

Não houve referências a autismo nem a nenhuma outra patologia ou deficiência. Houve sim a tentativa de mostrar, em vários polos, que todos aprendemos coisas adequadas para nós: braile, escrever ou pintar sem usar as mãos, encontrar estratégiuas de mobilidade numa cadeira de rodas ou andarilho. 

 

E sabem o que me deixou de coração leve e de sorriso apatetado? Aquelas 300 crianças com quem falei e conversei e para quem li hoje não veem  a cadeira de rodas ou o andarilho ou as miúdas gémeas autistas: veem os seus colegas de turma, veem o seu rosto, chamam-nos e tratam-nos pelo nome. 
Hoje sinto que o mundo pode ser um bocadinho melhor. Hoje estou feliz pelo amanhã próximo das piolhas. 

 

 

 

Já agora, esta era a história:

 

publicado às 18:18

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