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E se fosse outra a reação?

por t2para4, em 10.09.20

Estamos no século XXI. 20 anos depois de este ter começado.
Elon Musk fala em implantes cerebrais, já temos carros que se conduzem sozinhos, os hackers são do mais exímio que há, temos robots que nos remetem para o filme "Eu, Robot", há imensos procedimentos clínicos que deixaram de ser invasivos, é até possível fazer-se teletrabalho na maioria das profissões, veja-se lá só. Vivemos num mundo de mudança constante, basta olhar para os computadores e telemóveis e programação de há apenas 10 anos (ou até menos!).
O que ainda não mudou o suficiente? A forma como os indivíduos com deficiência(s) - visíveis ou invisíveis - são tratados. Ainda temos os reparos, que podem ser à parte ou diretos; ainda temos os olhares de pena; ainda temos os diminutivos na ponta da língua; ainda temos os insultos na forma, verbal, visual ou física. Meros exemplos.
Tudo porque a diferença (ainda) incomoda.
Mas o que também incomoda é uma queixa por difamação e maus tratos verbais. Este tipo de queixa não serve apenas para vizinhos zangados ou herdeiros empolados em discussões - serve para todos. Acredito que se todos os que passámos por situações semelhantes tivéssemos menos receio de chatices e conseguíssemos a coragem necessária para seguir em frente, muitas das pessoas que dizem as maiores barbaridades ou que gritam ou que insultam ou que agridem uma pessoa com deficiência, não ousariam sequer colocar em voz alta o que vai naquelas cabeças ocas.
Os relatos de pessoas que passam por estas situações existem. No momento, tantas vezes, nem sequer se tem reação e quando se envolvem os nossos filhos, queremos é sair e protegê-los. Mas há tempo para ponderar uma ação, depois. E a verdade é que, cada vez mais faz sentido, cada vez mais é necessário, cada vez mais é preciso uma voz que se faça ouvir e não se deixe denegrir, rebaixar, insultar. Não é para isto que serve o direito à opinião. Isto é difamação. E a definição de difamação é "quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo", considerado crime e punível por lei.
Porque a minha liberdade termina quando começa a do outro. E essas liberdades têm o direito de ser respeitadas.
Se é extremo? Talvez seja. Mas ser-se insultado, ser-se discriminado, levar com os histerismos e ignorância dos outros só porque se é diferente - e aqui cabe tudo, desde a deficiência à identidade de género à etnia ao grupo social etc - também deveria ser extremo. E não existir.

 

 

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publicado às 15:08

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