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Ílhavo aqui tão perto

por t2para4, em 09.08.19

É sempre tão difícil convencer as piolhas a sair da sua área de conforto e aventurarmo-nos a ir para além do perímetro de Coimbra e arriscar a viagens com mais de 1h de duração. Todos os verões a mesma coisa... A negociação, a chantagem, as caras feias, a minha paciência a atingir o limite, as ameaças de que terão um verão vintage igual aos que eu tinha nos anos 80 e 90 (pais conservadores e nenhum transporte, nada de piscinas ou saídas), o choro... Bah... Mas, de repente, há um click e lá percebemos o porquê da ansiedade e chegamos a acordo, cedendo de parte a parte. E, sim, o suborno também entra na equação. E funciona.

Depois de nos termos aventurado a ir a Mérida, optámos por ficar mais perto e, desta feita, seguir o itinerário preparado pela tia. Seguimos para Aveiro, onde almoçámos (embora num ambiente familiar às piolhas, deste vez, nada de fast food) e depois fomos andar de moliceiro. Foi muito bom recordar o passeio que já tínhamos feito há uns 4 anos e foi muito bom ver as piolhas a interagir, pontualmente com a tripulação. E ficaram fascinadas por terem partilhado viagem com uma família de Cardiff, Wales.

Como já conhecemos Aveiro, seguimos dali para a costa de Ílhavo, para ver algo que já estava na nossa lista há algum tempo: o Navio-Museu Santo André. Comprámos bilhete conjunto para podermos depois ir ao Museu Marítimo de Ílhavo. Não me recordo do valor correto mas creio que para nós rondou os 20 euros. 

O navio está "amarrado# a pilares de cimento, por isso, não balança. No entanto, as escadas íngremes e o chão irregular requerem alguns cuidados (uma das piolhas atingiu o estômago da tia ao tropeçar numa dessas irregularidades e deixou-me o coração parado por uns minutos). É super interessante ver a perspetiva dos marinheiros da pesca ao bacalhau dentro do barco. Eu  confesso que nem para cruzeiros presto... Temos acesso às divisões todas, desde a área de salga às camaratas e cozinha quer do pessoal quer do comandante e até temos o privilégio de podermos sentar ao leme. Não façam como eu que, armada em parva, decidi abrir a porta que dizia WC e chuveiro e fui brindada com um cheiro a realidade. 

Saímos de lá com um respeito imenso pela profissão e pelas pessoas que a escolhiam. E aprendemos muito sobre a vida no mar e a relação de Portugal com a pesca do bacalhau. Dali, seguimos uns 8 km até ao surpreendente e fascinante Museu Marítimo de Ílhavo e o seu aquário de bacalhaus que prendeu as piolhas e conseguiu impressioná-las. Foi mesmo amor à primeira vista. E isto permitiu, finalmente, abrir as portas para, mais tarde, visitarmos o Sea Life e o Oceanário, locais onde ainda não tínhamos ido por falta de interesse da parte delas (e, tendo em conta o preço dos bilhetes, teríamos mesmo de ir de muito boa vontade e desejo). Agora sabemos que não irão sentir-se assoberbadas e querem mesmo conhecer estes locais. Numa próxima. 
Este museu mostra um pouco da vida marítima na zona e tem a vantagem incrível de podermos não só andar dentro de um barco bacalhoeiro antigo, ver outros à escala, da região circundante (como os moliceiros e os que transportavam o sal) mas também de conhecer mais sobre o fiel amigo e de o ver vivo a nadar, de forma tao simpática e à superfície. É um Museu muito agradável e interativo pois podemos andar dentro do barco, como referi, mas também abrir as gavetas na sala das conchas e observar tudo em detalhe. 
O aquátio é, sem dúvida, o ex libris. 

Vale a pena visitar.

 

À saída, uns ovos moles, umas bolachinhas e we called it a day. 

 

 

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publicado às 14:23

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