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Pões o cinto ou tenho de me zangar?

por t2para4, em 15.11.18

Contexto: há uns anos fui a uma reunião de pais/mães de crianças com PEA. Saí de lá podre. A certa altura, uma mãe dizia que não conseguia controlar o filho de 2 anos porque ele gritava e esperneava quando o punha na cadeirinha. Então, para evitar isto, a senhora deixava-o ir sem cintos, apenas e somente sentado. Como o menino tinha "problemas", coitadinho, deixava-o ir... Fiquei escandalizada, horrorizada, chocada, estupefacta. Nunca mais me meti em ajuntamentos desses. Prefiro ser "autista" também. As minhas filhas são crianças. São tratadas como as outras crianças, independentemente do seu autismo.


Hoje, à minha frente, ia uma carrinha mini-van com crianças. Uma delas ia à solta dentro do carro a fazer o que bem queria e ainda lhe sobrava tempo. Ninguém parou para a sentar e colocar os cintos (ou fazer como eu: ou te sentas e pões os cintos ou estás aqui estás a levar no focinho e ai de ti que eu sonhe sequer que mexeste nos cintos). E lá ia a criança aos pinotes dentro do carro, a passar de lugar em lugar sem questionar, e o carro sem parar.


Meus senhores e minhas senhoras: a maternidade/parentalidade não é uma democracia, as crianças não mandam nem têm quereres, as regras são para cumprir e até a parvinha da Dora, a Exploradora sabe que a segurança vem em primeiro lugar. Isto não é parentalidade assim e assado; é irresponsabilidade pura e dura.

 

 

 

 

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publicado às 18:21

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2 comentários

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De amarquesademarvila a 15.11.2018 às 18:35


Haja alguém com discernimento, caramba! 
Parabéns pelo post. Às vezes julgo-me uma ave rara porque não deixo (nem nunca deixei) as minhas filhas fazerem o que lhes dá na real gana, há regras, sempre houve. E, se há regras que podem ser quebradas numa excepção, há outras que não são negociáveis nem nunca serão e o exemplo que dá é uma delas.
Por esses motivos é que fujo, como o diabo da cruz, de grupos de mães... umas santas todas, os filhos coitados é que têm um problema (hoje li uma que não conseguia pôr soro no nariz da criança porque ela não deixava... então queria dar-lhe um medicamento qualquer em substituição... santa paciência)... Não sou uma mãe perfeita, não existem, erro muito, é certo, mas as regras e o saberem quem manda não é questionável!
Não há cá democracias! Também não há ditaduras, entenda-se! Há um equilíbrio em que a última palavra é a dos pais.
Um abraço 
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De t2para4 a 15.11.2018 às 22:56

ohhh, há cá abracinho!!! Eu também não pertenço a grupos de mães!!! Já pertenci mas, a certa altura, até se mediam graus de gravidade de autismo entre os filhos e eu achei que tinha atingido o meu limite. Desisti de tudo. Quero lá saber oque pensam ou dizem de mim.
As regras existem para nos guiarmos e protegermos. E concordo que sim, podemos quebrar e criar exceções mas há regras que são inquebráveis e invioláveis. E com a segurança - e a vida! - não se brinca.
Soando arcaico, enquanto estiverem debaixo do meu teto, as piolhas vivem sob as minhas regras. Regras essas que eu também tenho e cumpro com os meus pais. E eu e a minha irmã somos adultas realizadas, felizes e educadas. Não ficámos traumatizadas com as regras ou as palmadas que, às vezes, lá calhavam por sermos ambas estúpidas que nem uma porta eheheheh 
um beijinho!

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