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Sei o que fizeram este Verão

por t2para4, em 07.09.21

São iniciativas que já contam com muitos anos e foram mudando de nome ao longo do tempo mas que eram, nos anos 80 e 90, "Ocupação de Tempos Livres" e agora são "Estágios". Destinados a jovens, geralmente dos 14 aos 18 anos, estes programas eram uma excelente mais-valia nas férias grandes para aprendizagem de algo novo, promoção da autonomia e uma maneira de tirar muitos de nós de casa para fazer algo útil.
Este ano, porque a idade permitiu, as piolhas participaram neste tipo de programas, durante as férias de verão, por duas semanas. Este programa, em particular, pretendeu possibilitar aos inscritos a oportunidade de ocuparem o seu tempo livre em ambiente de trabalho real, onde foram valorizados aspetos com a assiduidade, empenho, dedicação e responsabilidade, permitindo a aquisição de competências que venham a ser úteis para a sua vida adulta.
Se o primeiro dia foi passado a limpar livros e não foi a atividade favorita delas, os restantes foram bem melhores e trouxeram as aprendizagens que pensávamos serem alcançadas. E mostraram a possibilidade de que é possível "trabalhar" em contexto real e o que esperar de quem orienta e de quem executa. Cresceram elas e crescemos nós.
As férias são excelentes para muitas atividades e esta é, sem dúvida, uma a repetir. Há tempo para tudo. Setembro pode ter tudo a ver com (re)começos mas agosto foi um mês de crescimento e de aquisição de novas competências. Um começo diferente numa época do ano diferente - ou não fôssemos nós dados à diferença.

 

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publicado às 16:06

Ensinar é evoluir

por t2para4, em 17.03.21

Quando se sentir vontade de criticar o ato de ensinar - e não me refiro apenas e somente às escolas - lembremo-nos unicamente disto. Porque foi isso que nos permitiu evoluir.


"Pode levar até oito ou nove anos um jovem chimpanzé aprender a partir uma noz. Ao ensinar, os humanos diminuíram esse tempo de aprendizagem. Esse é o passo que nos impulsionou para o ser humano." - Dr George Leader in Expedition Unknown S06E08.


Aprender e ensinar são um círculo, um circuito, um anel que se complementa. Uma criança aprende muito por imitação, por observação mas aprende muito ao ser ensinada, mesmo numa aprendizagem disfarçada de brincadeira. E com esse aprendizagem vem um ensinamento. Ensina-se e aprende-se. E aprende-se a ensinar. É algo inerente, constante. É nosso. É humano. É fundamental.
Por isso, não posso aceitar que se desvalorize o que se ensina a uma criança com necessidades específicas, só porque já sabe. Sabe porque aprendeu. Aprendeu porque ensinaram. Ensinaram porque aprenderam.
Todos os dias me orgulho do que as piolhas aprenderam e me ensinaram. Todos os dias ensino e aprendo algo.
Isto é grande.
Isto é um feito incrível.
Isto merece ser destacado. Jamais desvalorizado.

 

 

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publicado às 18:07

Numeração romana e um relógio de sol

por t2para4, em 21.08.15

E, assim, de forma extremamente simples, lúdica e clara, as piolhas aprenderam o básico da numeração romana. Com um relógio de sol fantástico, perto da marina da Figueira da Foz, de olhos postos na conjugação de pedras da calçada com espreitadelas ao sol para ver onde faria incidir uma ténue sombre (visto que estávamos no pico do dia), a "aula" improvisada foi um sucesso.

 

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A correr do I que significa 1, a juntar todos os I até perfazer um III que quer dizer 3, lá descobrimos um erro no 4 que estava marcado como IIII quando deveria estar IV. E expliquei que, um I antes de outra letra era para se fazer uma subtração, depois era para fazer uma soma. Depois de saber que o V é um 5, o resto foi canja até ao X, que é 10. Saber a tradução de VIII e de IX para números já foi na boa e queriam era correr ainda mais para chegar ao XII e ter o relógio completo.

No final foi ver que horas eram. A sombra tão direitinha parecia mesmo um ponteiro que oscilava (estava vento ou não fosse essa uma das maiores características da Figueira) entre a I e as II. Foi depois necessário falar da mudança de hora (algo do género: estes relógios existiam antes do acordo mundial de mudança de hora, por isso, temos que adiantar ou atrasar a hora que marca no chão para a hora que os nossos relogios atuais marcam - nada de mais explicações).

 

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As letras L, C, D, M  e traços e combinações ficam para uma outra altura, para um outro local.

A verdade é que, entre brincadeiras, a pouca vontade de caminhar - a pé... que raio de mania esta de os humanos terem que se deslocar prioritaria e maioritariamente a pé para tudo... se dependesse delas, não o fariam de boa vontade - desvaneceu-se num instante. E até a verificação da maré baixa pelas marcas da água no cais e visibilidade de imensas algas e mexilhões ficou, subitamente, muito mais interessante!

 

 

 

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publicado às 23:13

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