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Momento ahhhhhh das piolhas #16

por t2para4, em 06.03.18

É "só" isto.

 

 

 

É ou não é de encher o coração? Mesmo que não dê em nada, houve a coragem de arriscar. Estou tão orgulhosa.

 

 

 

 

 

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publicado às 14:24

To go or not to go: as prioridades...

por t2para4, em 20.02.18
Inscrevi-me numa ação de formação com nome pomposo "Diferenciação Pedagógica & do programa às Aprendizagens Essenciais" por me parecer interessante e animadora e com a perspetiva de poder aprender algo para usar nas minhas aulas, com as minhas turmas.
18h30.
Em Coimbra.
As minhas aulas terminam às 18h mas era exequível.
Mas... também é dia de as piolhas irem à piscina... E elas estavam tão entusiasmadas... E, depois, ocorreu-me que amanhã não terei tempo para almoçar (só umas sandes rápidas) pois estarei tão longe de casa a dar aulas para chegar mais cedo a casa depois e as piolhas vêm almoçar a casa, quando eu cá não estou. E eu precisei de agilizar tudo para estar tudo pronto para amanhã. E preparar o saco de Educação Física porque amanhã também começam as aulas de natação.
 
 
E ponderei: no ano letivo anterior fiz imensas ações de formação. As quotas já preenchidas da avaliação de desempenho docente impediram que a minha nota fosse mais alta. As metas obrigam-nos a ir em determinadas direções que não me parecem corretas. Acabei por não aplicar quase nada do que fui aprender porque a minha realidade escolar não o permitiu e porque adoeci e porque não consigo mudar o mundo.
 
E dei prioridade ao que é realmente mais importante: a família.
 
 
Não fui à ação. Não terei Muito Bom ou Excelente na avaliação de desempenho docente. Esta avaliação não conta para absolutamente n-a-d-a (nem progressão, nem contagem de tempo de serviço, nem majoraçao, nem bónus de ordenado, nada, niente, zero, rien)
 
Não fui à ação. Fui ver as minhas filhas nadar na piscina grande, sem pé, sem ajudas quase nenhumas. Fui verificar os últimos retoques de autonomia para que amanhã se saiam bem nos balenários e depois da aula de Ed. Física. E aprendi o que nenhuma ação de formação me pode dar jamais: que só o tempo que dedico e o modelo que tento ser fazem com que as minhas filhas possam aprender o melhor possível e serem o mais autónomas possível.
 
 
E esta é uma tarefa que não posso delegar noutros.
 
 
 

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publicado às 22:00

Há dias e dias

por t2para4, em 24.01.18

No final da semana passada foi altura de assinar os Planos Educativos Individuais (PEI) das piolhas. Tive tempo para ler tudo muito bem, comparar com o PEI inicial (o elaborado no 1º ciclo) e com as minhas próprias observações. havia algumas falhas, nas datas de relatórios médicos, nos apoios dados às piolhas e num dos parâmetros de acompanhamento. Nada de grave mas o suficiente para requerer correção. 

Custa muito ler os parâmetros descritivos porque ainda se parte da dificuldade para a capacidade (cognitiva ou outra). E, de facto, para o bem ou para o mal, as descrições adequam-se às piolhas e são a realidade que temos em casa. 

Concordei com as medidas propostas - iguais às de PEIs anteriores - porque têm surtido efeito e fazem sentido.

 

Entretanto, também tive reunião com a equipa de técnicos (terapeutas) que as acompanha. Deixou um gosto agri-doce na boca, como qualquer destas reuniões deixa. A descrição de uma das piolhas foi a descrição do Sheldon, basicamente: muito racional, pouco emotiva, mais dada à lógica, com ímpeto de racionalizar tudo; a outra piolha é mais emotiva, mais sensível, menos racional. 

Falou-se de estratégias, dificuldades, expectativas e metas. Mais uma vez, receios colocados em cima da mesa e com a perfeita noção de que ainda temos muito para caminhar, concordei com as medidas propostas porque algumas têm surtido efeito e fazem sentido. 

 

Entretanto, com o fim de semana pelo meio, lá conseguimos organizar-nos e estudar um pouco, continuar a leitura da "Fada Oriana" e começar a mentalizar-nos para fazer resumos, pois a 1ª vaga de testes do 2º período está a começar. Testes que eu já comecei a dar às minhas turmas (para não juntar muitos conteúdos) mas que ainda me falta corrigir e cotar. Fora as aulas para preparar e os materiais. Fora as reuniões. Adoro o que faço mas ter que o fazer como um TPC desgasta-me. Tal como me desgastam as viagens entre escolas, entre horários quando não estou na escola, o mudar de ficha quando sai uma turma de 3º ano e entra uma explicação de 11º ano. E tal como também ainda me desgasta um ou outro comportamento disruptivo que surge vindo do nada e que não faço a mínima ideia de como a escola lida com isso, pois o único feedback que tenho está cheio de interferências e não passa bem a mensagem: as piolhas... Mas, um dia não são dias e, pronto, cá nos orientamos.

 

As piolhas já começam a ter pequenas tarefas para fazer em casa. Passámos da arrumação do quarto e do por a mesa para o arrumar louça da e na máquina, carregar a máquina da roupa (e separar as roupas), ajudar-me enquanto cozinho fazendo pequenos recados. Não gostam muito de fazer "tarefas domésticas" (palavras de uma das piolhas) mas não têm outro remédio pois a mãe é má e não deixa as meninas estarem com a fronha enfiada num tablet toda a tarde, vejam lá que até têm horários para essas coisas. 

 

Mas, tantas pequenas coisas e emoções para gerir sem tempo para o fazer de forma salutar, transformam-se numa coisa maior e acaba por nos deixar um pouco em baixo. Sinto-me cansada e dou por mim a ansiar uma semana sem fazer absolutamente nada que não seja ler, por exemplo, ou ver TV, algo que não obrigue a usar neurónios. Acho que não é pedir muito. Até lá, vou vendo videos de covers de músicas na bateria. Acabo de fazer o download de dois vídeos muito bons de músicas dos Queen de que gosto muito (as piolhas lá terão de se sujeitar ehehheheh) para experimentarmos em casa e ver como corre. Logo, quando sair do trabalho, experimentamos. Assim, à primeira vista, fazendo tudo como no vídeo, até parece simples... Cá nos orientaremos ;)

 

 

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publicado às 14:59

A felicidade nas pequenas coisas

por t2para4, em 17.01.18

A pedido, as piolhas estão inscritas e a frequentar uma atividade extra oferecida pela escola, o Clube de Etwinning (informações aqui). Fazem imensas coisas no computador e em inglês - duas áreas fortes das piolhas.

 

No Natal, trouxeram para casa uns textos em inglês de correspondentes de outros países, ao género, penfriend, e elaboraram postais de Natal para promoção da escola. Por regra, tudo o que precisam de fazer, é feito nesse horário, na escola.

No entanto, esta semana, uma das piolhas disse-me que recisava de umas imagens de iogurtes e praia e uma foto minha. Não percebi bem mas anuí ajudá-la. Disseram-me que era para o etwinning. Este mês, andam de volta do tema "felicidade". Como não se explicaram muito bem, lá investiguei junto de colegas e percebi o que precisam.  Portanto, em forma de imagem ou video, devem responder às questões: What does happiness look like? What does happiness smell like? What does happiness taste like? What does happiness sound like? (Com que se parece a felicidade, a que cheira, a que sabe, a que soa). 

Já munida destas informações, a piolha lá me disse que, para ela a felicidade cheira a iogurte, sabe a chocolate branco, soa a praia e parece-se com... a mãe, por isso, precisa de uma foto minha. 

Fiquei tão feliz e tão orgulhosa. Se a minha filha acha que a felicidade é ser algo parecido comigo, então, ando a fazer alguma coisa certa. Mesmo com tantas adversidades e contratempos. 

E depois pensei um pouco nas restantes respostas: iogurte, chocolate branco e praia... Tudo tão simples, tão verdadeiro, tão singelo... Não há dúvida nenhuma de que valorizamos mesmo as pequenas coisas, os pequenos nadas, aquilo que realmente nos deixa felizes.

 

E isso é fantástico. 

 

 

 

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publicado às 14:18

Um marco, um cargo, uma responsabilidade

por t2para4, em 04.10.17

Uma das piolhas concorreu para delegada de turma; a outra não quis saber de "politiquices" e pôs-se ao fresco. durante dias, lá em casa, ouviu-se muitas vezes a expressão "eleições" e "delegado de turma".

Antecipando-me, talvez erradamente, ao que são os miúdos numa sala de aula e às suas preferências eleitorais - leia-se, o melhor amigo ou o amigo mais fixe ou aquele mais cool da turma -, fui avisando a piolha que, se não ganhasse, para não ficar triste nem desiludida, que ser delegado de turma era uma grande responsabilidade e uma carga de trabalhos, que eu já tinha tido essa experiência e tive muitas coisas para fazer, etc. Na verdade, o que eu queria mesmo era que, saídos os resultados da votação, ela não estranhasse se algo não corresse tão bem.

Não sabia que havia "campanha" para fazerem. As piolhas não disseram nada e a diretora de turma também não. Foi um choque para mim - juro que até me tirou o sono - quando a piolha disse que tinha feito um discurso... Imaginei logo uma coisa à Sheldon ou à Raj da "Teoria do Big Bang" - ou seja, algo descontextualizado, muito no seu universo de entendimento, com todos os interlocutores de boca aberta a tentar perceber dali o sentido, vá, vejam dois ou três episódios da série e perceberão o que quero dizer. Ela estava tão otimista e contente e interessada e lisonjeada com a sua forma de chegar aos colegas que não me atrevi a dizer nada, apenas um "podíamos ter preparado um powerpoint ou um cartaz, com os teus colegas". Não faço ideia do teor do discurso.

Hoje contou-me, toda feliz - e a irmã também, já que lhe tinha garantido o voto - que não ganhara a eleição de delegada de turma mas ficara com o cargo de sub-delegada. Depois de a parabenizar, lá lhe disse que teria agora mais responsabilidades e que seria uma espécie de assistente da delegada de turma. O seu discurso algum efeito provocou na turma e alguma confiança inspirou. 

 

A minha partilha deste momento só tem a ver com o nível de desenvolvimento que ela conseguiu alcançar com este feito: não teve qualquer vergonha em improvisar um discurso em frente a uma audiência - ainda que aposte que não tenha feito contacto ocular ou mantido fiel a uma linha condutora de pensamento -, lutou por algo que gostaria de conseguir ter, reagiu bem à derrota e assumiu uma nova responsabilidade. Como será depois, logo se verá e se organizará. Este é um marco  - milestone, em inglês - que nunca pensei que alcançassem e vale o que vale mas, pela primeira vez, vejo uma das piolhas a ser escolhida em relação a outros pares e a ser encarada como uma semelhante - ainda que continue a manifestar falhas nas suas competências sociais, ainda que, por vezes, se alheie e se manifeste de forma "estranha" aos olhos de terceiros, ainda que as suas competências linguísticas e a sua compreensão da linguagem sejam um problema. Ela ousou e conseguiu.

E isto é priceless.

 

 

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publicado às 14:28

Entrada para o 2º ciclo

por t2para4, em 25.09.17

Volvidas duas semanas depois deste enorme marco, já dá para ter uma ideia do como foi e fazer um pequeno balanço.

A nossa preparação foi menor do que a que tivemos com a entrada no 1º ciclo, em grande parte porque toda a documentação já estava tratada, e em pequena parte porque as piolhas estão mais crescidas e não iriam mudar de escola. Eis o que tivemos em conta:

 

- Manuais e materiais

Todo o processo de encomenda de manuais, receção dos mesmos, escolha e compra de mochilas novas, compra dos materiais necessários para as disciplinas em geral e Educação Visual em particular, foi feito com as piolhas. Escolhemos mochilas de alças que estão bem ajustadas às costas (dei um nó na fita, na base onde se regula o tamanho das alças) porque os troleis não eram nada de jeito e porque elas assim pediram. As mochilas são largas, ou seja, com o volume dos livros e lanches, ela "estica" para a frente em vez de descair e obrigara a que forcemos os fechos para a fechar. Para as aulas de Ed. Física, levam as mochilas que costumam levar para a piscina, com o equipamento e guardam no cacifo.

Em vez de dossier com folhas soltas e argolas, optei por cadernos pretos que forrei com etiquetas de bookscrapping. Já imaginava o caos de folhas soltas e argolas estragadas e nem pensar passar por isso. Portanto, cadernos simples, dos agrafados e não dos de espiral, e um por disciplina.

Para arrumar o cartão, o telemóvel (fica para outro post), toalhetes íntimos e lenços de papel, horário e chave do cacifo, comprámos, à escolha delas, umas bolsas a tiracolo, giras e baratas, na Primark. 

 

- Cartão

As piolhas já estão numa escola que usa cartão desde sempre, por isso, desde que a frequentam que sabem utilizar o cartão e eu sou super fã. Só peca por não ter uma referência de carregamento online que me permita carregar com dinheiro também à distância. Através da plataforma https://www.giae.pt/cgi-bin/WebGiae.exe/mapa?codDistrito=11 , conseguimos, com código e password, ter acesso a todos - todos mesmo - os movimentos do cartão bem como consultar outro tipo de informações como refeições, ementas, gastos no bar e em quê, horas de entrada e saída, etc.

Claro que, ao longo destes 4 anos, já tive que comprar 2 segundas vias e pagar 5 euros por cada e pagar os devidos 0, 50 cêntimos pela utilização de um cartão provisõrio. Mas é um descanso não haver dinheiros envolvidos na forma física.

Por serem meninas, temos a vida facilitada pois trazem o cartão numa carteirinha a tira-colo.

 

- Cacifo

Por cá, a reserva de cacifos funciona muito bem. Uma das funcionárias faz o levantamento de todos os alunos daquele cuclo e atribui um por cada aluno, com a possibilidade de irmãos ou amigos poderem partilhar o mesmo cacifo. Não há custos envolvidos. O cacifo atribuído às piolhas fica no mesmo bloco onde têm aulas, pelo que, é muito prático. O único senão é o tamanho incrivelmente reduzido da chave. A primeira coisa que fiz foi mandar fazer 2 cópias e manter a chave original (temos, portanto, 3 chaves) e comprar um porta-chaves que se encontre com facilidade na carteirinha que usam.

 

- Documentação

O PEI (PLano Educativo Individual) já está na escola desde a sua realização e só carece de atualização que pode acontecer em junho do ano a terminar ou em setembro do ano a iniciar.

 

- Ação Social

Funciona de acordo com os escalões do abono e compreende oferta de manuais, transportes, refeições e material escolar em poroprção com que o for atribuído. Por exemplo, o 3º escalão do abono, o mais comum, receber apoio para compra de manuais apenas. Deve entregar-se a fatura dos manuais na secretaria da sede de agrupamento.

 

E como foram estas duas semanas?

Bem, não foram nada más. As piolhas adaptaram-se melhor e mais depressa do que eu à ideia (e do que eu com a idade delas no meu 5º ano) e estão sempre muito bem-dispostas. Sabem o que fazer em caso de furo (falta de um professor) e aproveitam as horas de Apoio ao Estudo para realmente estudar e fazer TPC. Usam e abusam do cacifo com a finalidade que lhe é devida e não têm qualquer problema nas aulas de ED. Física, embora, às vezes, quando as vou buscar as encontre com as sapatilhas do pavilhão nos pés ou as calças que não foram trocadas mas, de resto, já perceberam a questão prática da coisa. Algo que não mudou em 30 anos foi o sistema de aquecimento da água... As piolhas tomam duche se houver água quente ou limpam-se com a toalha se só houver água fria. Não lavam o cabelo na escola. Por vários motivos: ainda estamos a treinar isso, não as quero encharcadas todo o dia, não quero cabeça molhada com cabelos e roupa a pingar durante horas... Não deve trazer saúde nenhuma. 

Os primeiros testes já foram marcados e até temos uma folha-calendário no frigorífico. O contacto com a Diretora de Turma tem sido adequado e todas as minhas dúvidas acerca do apoio de Ed. Especial e da tarefeira respondidas. Ainda estamos em fase de adaptação e conhecimento das pessoas e das capacidades das piolhas pelo que ainda parece tudo um pouco etéreo. Mas o mais importante é elas estarem a gostar e estarem a adaptar-se muito bem.

 

O "problema" das horas de saída e tardes livres resolveu-se com coordenação entre nós pais e a minha irmã, já quem no 2º ciclo, naquela escola, não há serviço de ATL. Consigo ter horário para quase todos os dias as poder ir buscar e levar sem que fiquem tempo extra na escola à espera, sem fazer nada. Claro que tive aqui o meu anjinho da guarda a ajudar-me com o meu horário oficial e os meus miolos a elaborar o meu horário da minha atividade paralela, sempre com o das piolhas por base.

 

All in all, tudo está bem e espero que assim se mantenha. Estamos felizes e é o que interessa.

 

 

 

 

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publicado às 09:46

Fim de semana fora - Belém - parte 2

por t2para4, em 23.05.17

Ora, continuando a nossa experiência de um fim de semana fora. O tempo para escrever não abunda e, infelizmente, ainda não descobri uma forma de passar todos os meus posts mentais para o blog. Vamos à parte 2.

 

Logo depois do evento Volvo Ocean Race, fomos a Sintra matar saudades, ainda que por uns breves momentos, e acabámos por lanchar e jantar por lá. Uma visita à séria ficou mentalmente agendada para depois. Recapitulámos o que tínhamos planeado em casa:

- passaríamos a noite no hotel (ficámos no Holiday Inn Express Lisbon – Oeiras que reservámos através do site amoma, a um preço super convidativo, com pequeno-almoço incluído. Condições incríveis, higiene e limpeza fantásticas, ambiente muito calmo e tranquilo. Falando com as piolhas sobre tudo isto, para elas, foi o máximo dormir num quarto de hotel e ter um pequeno-almoço tão variado com tabuleiros na mesa).

- aproveitaríamos para visitar os monumentos na zona de Belém de forma gratuita, visto ser o 1º domingo do mês, mas tentaríamos evitar o tempo de espera em filas ou em locais que não dissessem muito às piolhas.

- tentaríamos estacionar numa zona relativamente segura e próxima da área que pretendíamos visitar e almoçaríamos por lá.

 

No domingo, acordámos cedo com miminhos das piolhas por ser dia da mãe e, pela 1ª vez, vimos que havia pouco trânsito eheheheh nem parecia Lisboa. Chegámos a Belém pelas 8h45, estacionámos no parque ao lado do Monumento ao Combatente e preparámo-nos para visitar o máximo possível a pé.

A 1ª paragem foi em passagem pelo Monumento em si, a que apenas aludi que homenageava todos os soldados portugueses mortos em combate ou funções militares e expliquei que a maioria das placas com nomes e nomes quase sem fim se referia à guerra do Ultramar (o nosso Vietnam, por assim dizer). Não quisemos entrar em muitos pormenores pois esse conteúdo será mais tarde abordado na escola. Referi a importância do respeito pelos locais onde passávamos: tirar fotos e selfies é fantástico e sou totalmente a favor mas desrespeitar túmulos ou invadir áreas fechadas ou interditas é, além de proibido, de uma desconsideração e desrespeito atroz. Vimos gente a tirar fotos em cima do túmulo do soldado desconhecido para ficarem bem ao lado da chama ou em janelas do Palácio da Pena. Visitar sim, respeitar sempre.

 

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Próximo foi a Torre de Belém que nos maravilhou novamente. O Tejo estava em maré baixa, havia um cheirinho fantástico a maresia, não se via ninguém por ali (à exceção de algumas pessoas a correr). Vimos tudo o que conseguimos por fora, analisámos a miniatura e até percebemos a sua importância na saída das naus pela altura dos Descobrimentos.

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Dali, depois de vermos o avião alusivo à 1ª travessia aérea do Atlântico Sul por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, avançámos para o Padrão dos Descobrimentos, sempre à beira rio, a ver entrar um navio-cruzeiro e passarem os rebocadores, os veleiros, as lanchas. Lá, vimos as figuras em relevo nas laterais do monumento, o desenho do monumento em si, a espada que “segura” tudo e as piolhas correram pela roda dos ventos a identificar os pontos cardeais de que se lembravam.

 

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Atravessámos a rua, pelo túnel, em direção aos Jerónimos, mas não deu para irmos pelos jardins centrais por causa de um evento, mas fomos pelos laterais e ainda vimos patinhos bebés. No Mosteiro dos Jerónimos já havia filas intermináveis e ainda não eram 10 horas. Vimos o exterior e ponderávamos seguir, mas reparámos que a entrada para a Igreja/Panteão estava sem pessoas. Vimos os túmulos de Luís de Camões e de Vasco da Gama, que as piolhas identificaram logo, e a beleza da pedra trabalhada com elementos a lembrar o mar e a natureza. Mesmo na penumbra, é sempre deslumbrante.

 

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Próxima paragem quem adivinha? Pois claro! Ali na zona, tinha mesmo de ser no belo do pastel de Belém! E foi! Mais um deslumbre das piolhas naquela fábrica com ar de café que afinal é um autêntico mundo de salas.

 

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Fomos para o MAAT pelo jardim. Ainda fomos abordados por uma senhora idosa cigana que nos queria ler a sina e afiançou logo que estávamos carregadinhos de inveja. Sorrimos perante o óbvio, mas recusámos, apesar da simpatia (e do desconto do preço que nos fazia) da senhora. Deu para as piolhas ficarem a conhecer a residência oficial do Presidente da República e acharem o máximo ele viver mesmo lá.  Na direção oposta à caminhada que encontrámos (algo relacionado com a Dona Estefânia e que associei a maternidade e ao dia da mãe), caminhámos à beira-rio até ao MAAT, passando pelo Museu da EDP. Que vistas deslumbrantes! E o Tejo tão lindo, toda aquela luz… Lisboa é uma cidade extremamente luminosa que parece sempre tão jovem.

 

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Não avançámos mais e decidimos adiar uma visita ao Aquário Vasco da Gama para uma próxima – por causa do estacionamento. Voltámos para trás sempre à beira-rio, a aproveitar toda aquela luz e sol e maresia. Eu aproveitei para rever alguns dos monumentos e as piolhas para os conhecer – ainda que fosse só pelo exterior. Mais tarde, numa altura menos movimentada e com menos calor, faremos o mesmo percurso, mas a visitar o seu interior e até alargar para o Museu de Marinha, Museu dos Coches e afins.

 

Chegámos cansados ao carro mas com aquele cansaço bom de quem gostou do que fez e viu. E decidimos, sem mais nem menos, regressar a Sintra.

 

 

 

 

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publicado às 11:17

Se, na Faculdade, em vez das secas descomunais que apanhei em Psicologia Educacional a falarmos de estágios de desenvolvimento que em nada de refletem ou aplicam na escola, tivessemos falado de coisas bem mais úteis e destas matérias, eu teria sido uma gaja muito mais informada e atenta. E, provavelmente, não teria chumbado à cadeira e ter que a repetir na época especial - mas isto já são os maus fígados a falar.

 

Adiante. Contra mim falo, a mim me atinjo em parte pois também tenho que obedecer - ainda que em parte - ao sistema. Tento sempre fazer algo diferente, algo que promova a aprendizagem através de outras vias, algo que fique na lembranças dos miúdos - e graúdos - que os possa ajudar na utilização de um conteúdo na vida real. Mas, confesso que, nos moldes atuais, a avaliação tão formal é algo que me dá imenso trabalho - a preparar e a fazer e a sentir-me injusta, em muitas situações, que não me permite muita flexibilidade, que não me deixa fazer algo diferente para cada aluno. E que me dá ainda mais que fazer quando tenho de preparar as piolhas para isso... Porque com ou sem necessidades especiais, há sempre - sempre - avaliação... Formal. Da que se converte em percentagens e usa números. E nem sequer vou dar a minha opinião acerca dos quadros de mérito ou rankings, pelo bem da minha sanidade mental e dos meus nervos.

 

Não sou eu quem manda, eu não governo nem faço escola em gabinetes... Mas sei com o que lido.

 

 

Noam Chomsky on the Dangers of Standardized Testing

“The assessment itself is completely artificial. It’s not ranking teachers in accordance with their ability to help develop children who will reach their potential, explore their creative interests. Those things you’re not testing.. it’s a rank that’s mostly meaningless. And the very ranking itself is harmful. It’s turning us into individuals who devote our lives to achieving a rank. Not into doing things that are valuable and important.”

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The following is a partial transcript for an interview with Noam Chomsky uploaded to youtube by The Progressive Magazine.

 

“You take what is happening in education. Right now, in recent years, there’s a strong tendency to require assessment of children and teachers so that you have to teach to tests. And the test determines what happens to the child and what happens to the teacher.

 

That’s guaranteed to destroy any meaningful educational process. It means the teacher cannot be creative, imaginative, pay attention to individual students’ needs. The student can’t pursue things, maybe some kid is interested in something, can’t do it because you got to memorize something for this test tomorrow. And the teacher’s future depends on it, as well as the student.

 

The people sitting in the offices, the bureaucrats designing this, they’re not evil people, but they’re working within a system of ideology and doctrines that turns what they’re doing into something extremely harmful.

 

First of all, you don’t have to assess people all the time… People don’t have to be ranked in terms of some artificial [standards]. The assessment itself is completely artificial. It’s not ranking teachers in accordance with their ability to help develop children who will reach their potential, explore their creative interests. Those things you’re not testing.

 

So you are giving some kind of a rank, but it’s a rank that’s mostly meaningless. And the very ranking itself is harmful. It’s turning us into individuals who devote our lives to achieving a rank. Not into doing things that are valuable and important.

 

It’s highly destructive at the lower grades. This is elementary education, so you are training kids this way. And it’s very harmful. I could see it with my own children.

 

When my own kids were in elementary school, at a good quality suburban school, by the time they were in third grade they were dividing up their kids into dumb and smart. You’re dumb if you’re lower tracked, smart if you’re upper tracked.

 

Think of what that does to the children. It doesn’t matter where they’re tracked, the children take it seriously… If you’re caught up in that it’s just extremely harmful. It has nothing to do with education.

 

Education is developing your own potential and creativity. Maybe you’re not going to do well in school and you’ll do great in art. That’s fine. What’s wrong with that? It’s another way of living a fulfilling wonderful life, and one that is significant for other people as well as yourself.

 

The whole idea [of ranking] is harmful in itself. It’s kind of a system of creating something called “economic man.” There’s a concept of economic man, which is in economics literature. Economic man is somebody who rationally calculates how to improve his own status (and status basically means wealth).

 

So you rationally calculate what kinds of choices you should make to increase your wealth, and you don’t pay attention to anything else. Maximize the number of goods you have, cause that is what you can measure. If you do that properly, you are a rational person making informed judgments. You can improve your “human capital,” what you can sell on the market.

 

What kind of human being is that? Is that the kind of human being you want to create? All of these mechanisms- testing, assessing, evaluating, measuring- they force people to develop those characteristics… These ideas and concepts have consequences…”

 

~Noam Chomsky~

 

 

in https://creativesystemsthinking.wordpress.com/2015/02/21/noam-chomsky-on-the-dangers-of-standardized-testing/

 

 

 

 

 

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publicado às 13:26

A história da girafa (e do abutre)

por t2para4, em 19.12.16

Estamos de "férias" e fomos trabalhar em terapia da fala. Entre outras questões, a certa altura, trabalhámos a interpretação e compreensão de contextos com uma história - noutra língua que não inglês ou francês, porque as piolhas leem logo e perde-se o objetivo da nossa abordagem - sobre uma girafa. O objetivo era tratar a história cruamente: personagens, cenário, problema, ações, resolução. Não era interpretar nem encontrar outros sentidos nem era esse o objetivo, repito.

 

"Era uma vez uma girafa tão alta tão alta tão alta que nem cabia no livro... Os outros animais da selva, como o leão e os seus compinchas macaco, zebra e crocodilo, riam e gozavam com ela por ser assim, tão alta e tão grande. E a girafa sentia-se triste, deslocada e humilhada. Resolveu encontrar novos amigos que a aceitassem como ela é. E encontrou animais raros e especiais como ela: o porco-espinho, o papa-formigas, a lebre-do-cabo. Inicialmente tudo correu bem pois tinham a particularidade de serem especiais mas não sabiam lidar uns com os outros e a girafa, tão alta que era, era muito desastrada para as brincadeiras dos outros animais e acabava por se afastar e ficar apenas a ver. Até que um dia, a jogar a bola, esta foi parar ao cimo de uma árvore e a girafa percebeu logo que poderia ajudar. Encontrou algo em que era boa! Devolveu a bola aos amigos e foram todos jogar e ver o pôr-do-sol. Fim"

 

Sou de Letras. Tive alguns dos melhores professores de Literatura do país. Tive de marrar textos e textos sem conta, de várias línguas e origens, alguns até de orige indo-americana ou criola. Chumbei a Psicologia Educacional 3 vezes com 9 e acabei depois a cadeira com 15. Eu tenho uma interpretação muito própria deste texto, independentemente do seu objetivo.

Dado o meu humor hoje - que até começou muito bem, a sério! - o que eu vi neste texto foi uma ingenuidade atroz que eu não vejo em lado nenhum e basicamente a minha adolescência - de forma literal: a gaja muito alta e desastrada que só era boa para ir ao ressalto em basket nas aulas de educação física, as piolhas na forma de animais especiais gozados e afastados pelos outros animais da selva, que se sentem um pouco com isso mas nem entendem bem o que isso é; o final a que nos prestamos: aparentemente eu só sou boa a tirar coisas de coisas altas, as piolhas só são boas a serem especiais - seja lá o que essa "designação" queira dizer.

 

O meu querido terapeuta do coração já não faz parte da equipa... faltam técnicos com experiência e aquele empenho que faz brilhar os olhos, aquela vontade única de querer ajudar quem (cor)responde... falta-me tempo para poder ensinar - sim, é mesmo esse o termo, "ensinar" - todas as particularidades de uma língua e de uma linguagem que a todos os outros é inata, subdesenvolvida, desvalorizada e desperdiçada... doi-me ter que trabalhar todos os dias, sempre, qualquer coisa, seja de que conteúdo ou currículo for e não poder dar-me ao luxo de parar de treinar porque há retrocessos e ainda me chaparem à cara que "estamos de férias e não fazemos nada"... enoja-me (sim, também esse o termo) a escola (de forma geral) não ter tempo (ou não querer) para usar estas abordagens novas que fazemos nas sessões de terapia e que tão bem fazem às piolhas e ao seu entendimento linguístico (seja em que forma for: escrito, oral)... está para além da minha compreensão, por questões ridículas e burocráticas, estas novas abordagens não poderem ser mais do que um determinado nº de horas por determinado nº de tempo... 

 

Sinto-me a girafa alta demais para caber no livro, a ser gozada pelo resto dos animais (leia-se "sociedade, comunidade, whatever"), a tentar arranjar um grupo "especial" que aceite as minhas particularidades e as dos meus. E chateia-me ser a girafa. Não posso ser a chita mas, de repente, honestamente, a minha vontade é mesmo ser o abutre. E, lá do alto, voar em círculos e ver a decadência e o moribundo e, depois, calmamente e com os meus, atacar. Chama-se a isso "karma". Há quem lhe chame cabra, eu prefiro chamar-lhe abutre. Sabem porquê? Por isto : https://pt.wikipedia.org/wiki/Abutre , porque eles não atacam à toa, porque não desperdiçam energia com o que não conseguem ganhar, porque eles não são os maus da selva, porque eles não voam sozinhos e porque, acima de tudo, são pacientes. Muito pacientes. E no Livro da Selva, até eles salvam o Mogli. De quem? Do tigre... Interessante, não?

 

 

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publicado às 19:31

Está muito bem escrito e interessante. Não vou opinar sobre o assunto, não hoje e não nos próximos tempos por tantos tantos tantos motivos, quer pessoais quer profissionais. Ainda estou na digestão do DL 3 e do que há/não há, entra/não entra, faz/não faz cá em casa. Imagine-se na escola - e tenho de lidar com ele todos os dias. Todos.

Por isso, fica apenas a leitura recomendada. Do artigo e do decreto.

 

in http://www.comregras.com/1-2-3-sim-explico-outra-vez/ 

 

 

Um dos primeiros textos que aqui publiquei foi com intuito de dar a conhecer qual o trabalho de um professor de Educação Especial, apontando a sua área de intervenção e esclarecendo alguns equívocos.

Mesmo com a discussão em fóruns, conferências, ações de formação, tertúlias e encontros o enquadramento do Decreto-Lei 3/2008, na gíria, “o 3”, continua perpetuado pela confusão do que é exatamente? Quem é enquadrável nesta legislação? Do que se trata?  Para quem é e quem coordena o quê? Muitas destas falhas prendem-se com um diferente modus operandi em cada escola sendo comum ouvir frases como:  “Mas era assim que se fazia na outra escola”. O que é, é o que está escrito na legislação e muitos dos elementos da escola, que se auto denominam a favor da inclusão, ainda não leram o documento na sua íntegra, ou se leram falharam na sua interpretação.

Vamos lá ajudar a esclarecer alguns pontos que são ainda alguns equívocos no seio da escola, tentando cingir-me a questões chave, mas que ainda são pontos pouco claros no quotidiano escolar.

 

O que é o Decreto Lei 3/2008?

“O presente decreto-lei define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo, visando a criação de condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação num ou vários domínios de vida(…)”(Ponto 1 do Artigo 1º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

O Decreto-lei 3/2008 não serve para fazer transitar alunos com dificuldades; não serve somente para permitir que os alunos possam usufruir de outros apoios gratuitamente; não serve para os segregar. Serve para ajudar a estabelecer um ponto de partida que o coloque o mais possível em igualdade de circunstâncias.

 

Quem referencia e o que é necessário neste processo de referenciação?

 “A referenciação efetua-se por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de intervenção precoce, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que intervêm com a criança ou jovem ou que tenham conhecimento da eventual existência de necessidades educativas especiais.” (Ponto 2 do Artigo 5º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

A referenciação é feita aos órgãos de administração e gestão das escolas ou agrupamentos de escolas da área da residência(…)” (Ponto 3 do Artigo 5º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

É feita através do preenchimento de um documento – ficha de referenciação – no qual se regista o motivo da referenciação, informações sumárias sobre a criança ou jovem e se anexa toda a documentação que se considere relevante para o processo de avaliação. Só com a entrega desta ficha de referenciação e todos os elementos necessários para o processo é que será realizada a avaliação do aluno e o seu relatório técnico pedagógico que justifica as razões para a sua elegibilidade ou não ao abrigo do Decreto-Lei 3/2008.

O Departamento de Educação Especial não avalia alunos sem o processo de referenciação completo, nem recebe referenciações diretamente.

Quem elabora o Programa Educativo Individual (PEI)?

“Na educação pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico, o programa educativo individual é elaborado, conjunta e obrigatoriamente, pelo docente do grupo ou turma, pelo docente de educação especial, pelos encarregados de educação e sempre que se considere necessário, pelos serviços referidos na alínea a) do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 6.º, sendo submetido à aprovação do conselho pedagógico e homologado pelo conselho executivo.” (Ponto 1 do Artigo 10º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

O PEI não é responsabilidade única do Professor de Educação Especial.

 

Quem é o coordenador do PEI e suas funções?

“O coordenador do programa educativo individual é o educador de infância, o professor do 1.º ciclo ou o director de turma, a quem esteja atribuído o grupo ou a turma que o aluno integra.” (Ponto 1 do Artigo 11º do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro)

A coordenação do PEI é feita pelo responsável da turma tendo o Professor de Educação Especial como aliado.

 

Qual o papel do Professor de Educação Especial?

“Solicitar ao departamento de educação especial a determinação dos apoios especializados, das adequações do processo de ensino e de aprendizagem de que o aluno deva beneficiar e das tecnologias de apoio.” (alínea b) do ponto 1 do Artigoº 6 do Decreto Lei 3/2008 de 7 de janeiro)

É da competência da Educação Especial decidir, mediante avaliação especializada, se é um aluno enquadrável no estipulado na legislação e não sendo, indicar (expresso no relatório técnico pedagógico) que outros apoios necessários deve o aluno beneficiar; encontrar as ferramentas mais indicadas e com rigor para ajudar o aluno a atingir as metas trabalhando em conjunto com os professores e individualmente com o aluno.  É o aliado para discutir, planear e orientar a intervenção mais adequada. Tem um papel fundamental para explicitar à comunidade escolar o enquadramento legal e a filosofia subjacente nas necessidades educativas especiais.

 

É importante também reter que:

O Departamento de Educação Especial não atende meninos que não estejam enquadrados no Decreto Lei 3/2008 ; não dá explicações de matérias;  não é espaço para mandar meninos mal comportados,  nem uma sala de estudo para fazer trabalhos que não terminou ou realizar testes (este último ponto pode acontecer pontualmente). Um professor de Educação Especial trabalha competências, não conteúdos.

E por último, os alunos com Necessidades Educativas Especiais são da responsabilidade de todos enquanto atores sociais. Fazem parte da escola e não única e exclusivamente do Departamento de Educação Especial.

 

Essencial consultar:

http://www.inr.pt/bibliopac/diplomas/dl_3_2008.htm

http://www.dge.mec.pt/perguntas-sobre-o-dl-no-32008-7-janeiro

Maria Joana Almeida

Professora de Educação Especial e autora do blog pedimos gomas como resgate

 

 

 

 

 

 

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publicado às 20:37

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