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O que raio aconteceu à minha mãe?

por t2para4, em 10.12.21

Pais antes de serem avós, nos anos 1980 e 1990:
- Está chover muito? Leva o o chapéu de chuva e estas botas para trocares se tiveres os pés molhados. Amanha-te.
- Vais a pé porque não vou pedir nada aos vizinhos.
- Ficas em casa com a tua irmã, não abrem a porta a ninguém, cuidado com o fogo quando forem aquecer o leite, eu vou à vila (são 3km para ir e 3km para voltar, feito a pé, na altura. Ah, eu tinha 7 anos e a minha irmã 4)
- ao sábado de manhã limpam a casa
- televisão só quando eu disser. E só às horas xxx e yyy.
- Tá na mesa é para comer.
- Vai mas é estudar que se tiveres negativa levas uma malha.


Pais depois de serem avós, nos anos 2010 e 2020:
- vais dar isso para as meninas comerem? (cara de espanto)
- Elas vêm a pé para casa, sozinhas, coitadinhas? (ar sofrido por as netas caminharem 500m)
- Vão ficar sozinhas em casa até vocês chegarem? Elas que telefonem para a avó se precisarem de alguma coisa (dor na voz)
- queres que o avô as vá buscar? Está a chover tanto (uma chuvita parva, não uma tempestade)
- puseste as meninas a aspirar o quarto? Ah muito bem (mas nada convencida)
- Deixa-as lá ver televisão (ou ir ao tablet ou ao telemóvel ou ao computador). Assim também se distraem.
- Já estudaram muito, vá, agora também podem fazer uma pausa.
- Não batas às meninas (como se um enxota moscas fosse um atentado à integridade física).


O que raio aconteceu à minha mãe???

 

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publicado às 11:45

Não consigo dormir, estou ansiosa com o futuro

" – Não consigo dormir, estou ansiosa com o futuro”, dizia-me ela, a medo, meio ensonada. Tinha sono mas não conseguia dormir. Não era a escola nem os testes nem as questões de aula nem os colegas que a impediam de dormir, era o futuro. E eu perguntava-lhe:

O futuro como?” e ela, receosa, baixinho respondia:

“ – Como vai ser quando tu…?” e fazia o gesto para cima, com o dedo indicador. Percebi de imediato e achei melhor evitar a piada parva que me veio logo à cabeça e assumi:

-Quando eu morrer?”.

Sim”.

Respirei fundo.

Oh filha, eu não vou a lado nenhum nos próximos tempos, tenho muito que fazer, mas isso faz parte do ciclo da vida… Nascemos, vivemos, morremos… Mas não tens de ficar preocupada, eu e o pai estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que tu e a mana sejam autónomas e independentes e fiquem bem, sem nós, um dia”.

Veio um abraço forte.

“Calma, está tudo bem, não tens de ter medo, ok? É normal pensarmos no futuro mas vamos levando um dia de cada vez, pode ser?”

Os receios foram mandados lá para longe, o sono veio e o dia seguinte foi um novo dia. Não podemos fazer promessas que não conseguimos cumprir mas, a verdade, é que a nossa hora não a sabemos. Até lá, resta-nos viver e assegurar que estaremos cá a tentar dar o nosso melhor, um dia de cada vez.

“ – Quando fizermos 18 anos temos de sair de casa?”.

Sorriso.

“- Não, claro que não. Podem ficar até quando precisaremNão dá é para vivermos todos com os vossos namorados porque não temos quartos para todos”.

 – Ewwww!!! Não pensamos nisso! Mas depois ajudam-nos a escolher coisas para a nossa casa? Como os móveis e assim?”

Lá as sossegámos, afiançando que estaremos sempre do seu lado e que podem e poderão contar connosco para qualquer coisa. E que a nossa casa será sempre a sua casa, de portas abertas e com colo à disposição.

É que, às vezes, pensamos no futuro e não sabemos bem como será…”

Sabem que mais, piolhas?, nem nós… Mas estamos aqui.

 

in https://uptokids.pt/estou-ansiosa-com-o-futuro/ 

 

 

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publicado às 23:19

Dia da Família

por t2para4, em 15.05.21

Diz-se que hoje é o dia da família.
Há uns anos, na biblioteca escolar da escola primária das minhas filhas, descobri este livro. E fiquei rendida.
A verdadeira definição de família está aqui, em "Livro da Família" de Todd Parr e que podem ler e ver e saborear neste slide-share:

https://pt.slideshare.net/Gloritcha/o-livro-da-famlia-55143026

 

O-Livro-Da-Familia.jpg

 

 

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publicado às 13:38

Já somos vintage

por t2para4, em 02.04.21

Conversas em viagens de combóio, leituras, amizades em comum. Um desespero com lágrimas porque risquei um carro com o espelho do carro da minha mãe, ao ser perfecionista demais para o estacionar. Um pagode na resposta dele porque já entrara uma escada pelo carro da mãe adentro. Uma amiga de infância de um e amiga de faculdade de outro, mas uma amiga para a vida, ali a ver que estava a passar-se algo. Horários de idas e vindas para a faculdade combinadas. Ele da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra, ela da Faculdade de Letras - o engraçado era ser ali que ele passava mais tempo. Idas ao cinema para aproveitar que se estava em Coimbra, baldas às aulas mais chatas onde não passava o papel das assinaturas. Histórias de encantar pelo meio com misturas de sonetos de "Sonho de uma noite de verão" de Shakespeare. Papel de carta com joaninhas nos envelopes. Horas de espera comigo para fazer uma simples matrícula no Palácio dos Grilos. Decisões que se foram tomando sem nos apercebermos ("se calhar, estudar e trabalhar nem é muito complicado. Aqueles seguranças ali não me parecem qu etenham uma vida complicada"). Um traje vestido anos depois só para fazer a vontade dela para as fotografias e cortejos de Queima das Fitas sui generis. Pequenos arranjos num computador que foi mais caro do que alguns carros que já comprámos. Esperas melosas entre aulas nos bancos dos corredores do São Jerónimo, no Jardim Botânico, no Parque, nos Departamentos de Física e Química, no novíssimo a estrear Polo II para onde se apanhava o autocarro (hoje é o 38 mas, na altura, ia jurar que era o 32). Idas às urgências dos HUC por causa de pequenas maleitas que surgiam durante o dia de aulas. Muitas ideias empreendedoras e de como começar uma vida. Planos a longo prazo. Casar, por que não? Um anel lindo. A idealização de compra de casa. A concretização de compra de casa.


Divido a minha vida em a.M. e d.M - antes do M. e depois do M. E é uma vida feliz, apesar de tudo. Tudo começou há 20 anos. Não mudaria nada. Talvez antecipasse uma vida conjunta. O meu d.M. tem sido uma viagem fantástica na qual não me arrependo de embarcar, nem por um minuto.

 

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publicado às 11:18

Podia ser uma restrospetiva mas não é

por t2para4, em 31.12.19

Não vou alongar-me em retrospetivas do ano, da década, das duas últimas duas décadas. 

Aconteceu muita coisa - demasiadas coisas! - para que eu pudesse escrever em meras poucas linhas. Só sei que, num piscar de olhos, os anos 80 já não foram há 20 anos, que ainda não temos teletransporte e que as máquinas do tempo ainda não existem (apesar das imensas séries sobre o assunto); há combóios que já "voam" sem tocar nos carris mas ainda não temos carros voadores nem passadeiras ao estilo "The Jetsons" (sou só eu que se lembra destes desenhos animados?).

Só sei que, nestes recentes 20 anos, acabei um curso superior, namorei e casei, fui mãe, fiz uma especialização, frequentei milhentas ações de formação/workshops/palestras/etc, comprei casa, comprei e vendi carros, levei um colégio particular a tribunal e ganhei a causa, viajei dentro do que foi possível em Portugal e em Espanha, visitei São Miguel e Paris, escrevi dois livros coletivos com ISBN e tudo, conheci pessoas incríveis que nunca pensei conhecer, fiz amizades via facebook e mantive as pessoas certas por perto (mesmo quando a distância física impera), fiz a apresentação inicial dos livros de duas autoras, estive em várias outras apresentações, tenho livros autografados de formas bastante originais (já que, além da dedicatória do escritor, tenho também desenhos dos filhos delas - Ser Super Mãe é uma Treta e A Mãe Imperfeita, são exemplos disso),  envolvi-me em diversos projetos onde o meu nome está referido, tomámos decisões tão importantes que alteraram o curso das nossas vidas quer a nível pessoal quer profissional, ouvi milhares de músicas que já nem me lembrava que existiam/de que surpreendentemente gostei/que foram um perda de tempo, li tanto tanto que acho que é por isso que as piolhas não lêem já que a mãe faz isso por elas, li a saga Twilight, Harry Potter, Senhor dos Anéis e Agatha Christie, vi séries fe-no-me-nais e nunca vou esquecer a série Lost ou o quanto a minha vida está marcada pelos CSI ou o Matrix, passei a ter um carinho especial por carros antigos e robustos a que carinhosamente chamamos "ferros velhos do aço" mas cheios de tecnologia no interior, ah pois é! 

Descobri que há uma perturbação neurológica chamada "autismo" e a minha - nossa! - vida deu uma volta de 180 graus a uma velocidade G quase insuportável, passei a ser (ainda mais) consciente e sensivel e sensibilizada para a diferença, criei um blog/uma página no FB e no IG, organizei ações e palestras de sensibilização, estive envolvida em manifestações e até apareci na TV e em jornais, frequentei mais formações e traduzi milhares de páginas sobre abordagens terapêuticas e projetos para pessoas com deficiência, pagámos milhares de euros em terapias e materiais e formações (sem nunca recorrer às redes sociais para isso), estive dentro de espirais de emprego-desemprego, com alguns episódios graves de doença e um aborto espontâneo pelo meio, mas sem nunca deixar de trabalhar ou que isso afetasse as nossas vidas já organizadas para o bem estar das piolhas, a vários níveis.

Descobri - descobrimos! - que somos capazes de renascer das cinzas, qual Fénix, e voltar do inferno mil vezes mais fortes. E ir buscar forças à caralholândia para enfrentar tudo e todos. E nunca desistir, mesmo quando o cansaço e o desespero imperam e nos forçam a desarmar ou a abrandar.

 

Seja como for, com ou sem retrospetiva, não me apetece muito olhar para trás e filtrar apenas as coisas boas ou falar das más como lições. Foi o que foi e pronto. Os anos 80 não foram, definitivamente, há 20 anos e os meus cabelos brancos e rugas teimam em aparecer. Mas, hey, estamos vivos, estamos bem, estamos juntos, temos saúde e somos bué amorosos e foleiros. Por isso, não é uma retrospetiva, é uma vida vivida, relatada em meia dúzia de linhas, já que faltam 10h para acabar 2019 e parece bem escrever um pouquinho sobre o assunto.

 

Os nossos desejos sinceros são que sigam o coração, sempre. E que vejam o copo sempre cheio, nem que seja de ar. E que, mesmo com os ensinamentos e os regressos ao passado, o caminho é para a frente e de preferência com sol e um ventinho a soprar no cabelo.

 

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publicado às 13:25

Ó só para nós!

por t2para4, em 06.02.18

Para quem não nos conhece, eis-nos, na versão desenhada por uma das piolhas, para o trabalho de casa de Inglês.

 

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publicado às 18:26

Tagarelice #56

por t2para4, em 04.01.18

Falávamos do nascimento de bebés de conhecidos nossos e, como um nasceu de cesariana, pergunta-me uma das piolhas:

"O que é isso que acabaste de dizer?" (estva com dúvidas em dizer a palavra corretamente)

Lá expliquei que a posição natural dos bebés na barriga da mãe, a partir de certa altura, é de cabeça para baixo para poderem, se tudo correr bem, nascer via vaginal (esta parte não é novidade para as piolhas pois sabem como são feitos os bebés e por onde nascem). Mas, no caso de o bebé estar noutra posição ou haver outros fatores, pode nascer de cesariana, como elas porque estavam sentadas e não conseguiam nascer pela via natural. Expliquei que a cicatriz que tenho abaixo da linha do bikini que elas veem é o resultado de um pequeno corte naquela zona por onde o bebé é retirado.

A reação delas foi impagável: a mais tagarela estava calada que nem um rato; a outra fez "euh, eu nunca vou ter bebés, não quero ser mãe". E fazia gestos de não com as mãos. Disse-lhe que era doloroso mas extremamente graificante, que eu faria tudo de novo. Quanto a ela, é muito nova ainda e, mesmo que, não mude de ideias, respeitarei a sua decisão.

Acho que lhes caiu a ficha... Uma coisa é saber como se processam estas situações, outra é ter a consciência de como se processam... E é sinal de que estão a crescer.

E, depois, lá voltou ela à carga, com "o que eu queria mesmo era ter um irmão"... #pediraversepega, pois está claro.

 

 

 

 

 

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publicado às 14:46

2017 em retrospetiva

por t2para4, em 30.12.17

Foi um ano generoso para connosco.

Estivemos quase sempre bem de saúde, fiquei colocada na mesma escola do ano letivo anterior, não houve confusão com a atribuição de terapias para as piolhas, conseguimos ultrapassar os problemas que surgiram lá para meio do ano, passámos dois fins de semana fora, revisitámos a nossa adorada Sintra e até fomos a Espanha.

As piolhas começaram a aprender bateria, a pedido. E continuam a adorar, cada vez mais.

Deu-se a entrada das piolhas no 2º ciclo e tem sido uma agradável e fantástica surpresa.

Viajámos q.b. e visitámos áreas de serra a perder de vista onde não havia qualquer contacto com o mundo digital e chorámos quando o fogo dizimou exatamente uma semana depois, perdemos noites de sono em vigília a (tentar) proteger as nossas posses.

Vivemos novas experiências e as piolhas passaram a poder andar no banco da frente nos carros. 

Cuidámos de nós e dos outros, crescemos muito, errámos e aprendemos muito, vivemos, amámos, desiludimo-nos e voltámos a seguir em frente. 

Apesar de algumas adversidades, erguemos as nossas taças e brindamos a um bom ano. E desejamos que o novo ano seja igualmente bom ou ainda melhor. 

 

 

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 (em caso de curiosidade, estas fotos são de locais tão diversos como serra da Lousã, Góis, Figueira da Foz, Lisboa, Sintra, Santiago de Compostela, Pedrogão Grande e Constância)

 

Um excelente ano para todos. Basta acreditar e desejar muito. 

 

 

 

 

 

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publicado às 12:46

E começar o ano com recordações boas?

por t2para4, em 01.01.17

Por que não? Recordar é viver, já dizia o outro, certo? Recordar traz-nos sorrisos e faz-nos reviver memórias e momentos felizes não é?

Pois eu, quero hoje, aproximadamente há 10 anos certinhos, recordar que descobri que estava grávida. Que ia ser mãe. MÃE!!!!! O que eu chorei... (sorriso). Chorei de medo, de dúvidas, de admiração, de espanto (foi tão fácil engravidar... nós que pensámos que teríamos que fazer tratamentos por causa de um problema do marido na sua adolescência), de terror, de alegria, de drama, sei lá...

Há 10 anos vimos uma linha extra bem marcada no teste de gravidez, o mais barato da farmácia. Sem sombra para dúvidas. 

 

Hoje, temos uma casa cheia. Não trocaria nada. Sou tão mais completa do que alguma vez pude imaginar. Certo que descobri medos incomensuráveis mas não é isso que nos torna alerta? Sou mãe... Tão bom - mesmo nas fases piores, mesmo com noites sem dormir, mesmo com respostas tortas, mesmo com tudo isso. Porque passa tão rápido. 10 anos passaram a voar. Já não tenho riscos em pauzinhos de farmácia, nem bebés fofinhos com penugens em vez de cabelo, nem crianças com cheirinho doce no cocuruto, mas continuo a ter filhos e a ser mãe e a aperceber-me desse facto :D (exemplo curto e simples: conhecemos todos os desenhos animados e séries infantis/juvenis. Pior: sabemos os nomes das personagens e queremos saber como acaba o episódio da KC ou do "Manual do Jogador para quase tudo". E não somos os únicos... )

 

A espreitar:

http://findingjoy.net/sixty-you-might-be-mom-facts/#.WGlUWhug_Dc

 

 

 

 

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publicado às 18:59

Confia, vai correr bem

por t2para4, em 01.09.16

Deixei-me de resoluções, quer sejam em setembro quer em janeiro. Este ano tem vindo a surpreender-me em tantos tantos tantos aspetos, desde janeiro e nem sempre pelas melhores razões, que é quase impossível cumprir uma resolução planeada. O que não é impossível, bem pelo contrário, é mantermo-nos fieis a nós mesmos, esperar, acreditar e confiar. Porque great things happen to those who wait.

 

Estou feliz. Ao fim de 5 anos, apesar das contrapartidas, consegui alcançar uma estabilidade profissional - ainda que temporária - que já não conhecia. E, como peças de uma engrenagem onde se veem as rodas dentadas a encaixar na perfeição e a colocar o mecanismo em funcionamento, sinto que as coisas seguem essa via: as piolhas estão numa fase de maturidade e adaptação que já me permitem poder arriscar algo um pouquinho maior. Que é benéfico para todos. E elas percebem que é bom para todos e não se coibem de dizer "a mãe trabalha numa escola nova". 

 

Nunca escondi nem alterei as minhas decisões e opções desde o momento em que decidi constituir família. Não faz sentido nenhum para mim concorrer a nível nacional e estar separada das minhas filhas e do meu marido. Não coloco a carreira acima da família. Da mesma forma que respeito quem o faz, gostaria e agradeceria que também respeitassem as minhas decisões e opções - foram muito bem pensadas, muito ponderadas, implicaram grandes adaptações da nossa parte.

As únicas malas que quero fazer são para viajar - e em família! Não quero ter que pagar a minha casa - que comprei - e mais uma alugada e juntar despesas de combustivel a algo já complicado. Não quero perder os momentos de crescimento das piolhas - mesmo aqueles momentos em que me dizem "és uma chata! Ainda ontem arrumei os brinquedos que estavam no chão"-, quero continuar a acompanhá-las na realização dos TPC e de trabalhos extra - que, muitas vezes, implicam viagens de estudo aos locais em questão para recolher informação in loco -, quero estar totalmente disponível (de mente e de horário) para uma consulta de autismo ou uma reunião fora de horas com os terapeutas , quero jantar com elas o máximo de vezes que conseguir. Quero ser eu a aconchegar-lhes os lençóis quando já dormem, antes de eu ir deitar-me. Para mim, A prioridade é a família. Há quem lhe chame comodismo e "não sair da zona de conforto". Eu não tenho um nome para o que escolhi. Sim, sujeito-me às regras e ao que existe e ao que sobra. E trabalho muito, esforço-me muito.

 

Não sou menos profissional por concorrer a uma área geográfica menor, não sou menos professora por aceitar que há a possibilidade de não conseguir colocação numa fase inicial, não sou menos docente por lecionar atividades de enriquecimento curricular, não sou menos professora por aceitar um horário reduzido (ou por me sujeitar a horários incompletos, como já fui acusada, vá-se lá saber o intuito de uma acusação destas), não sou menos mãe por ter que conjugar um horário reduzido com uma atividade extra, não sou menos eu por fazer o que faço.

 

Somos o resultado das escolhas que fazemos, não é o que dizem? Pois eu digo que sou muito feliz assim. E que há muito tempo que não sabia o que era chorar de alegria, sentir as costelas doer com a emoção, esquecer o nosso nome completo quando vemos a concretização de uma esperança. Andei sempre otimista - ansiosa a ponto de ter o cabelo a cair furiosamente, mas otimista - e confiei. Não sei bem em quê ou em quem, apenas, confiei. E correu muito bem. E, por isso, estou imensamente grata, não sei bem a quê ou a quem, mas imensamente grata. 

Porque, bem vistas as coisas, a felicidade é isto:

 

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Sou feliz porque, por opção, consigo conjugar família e trabalho; sou feliz porque faço o que gosto.

 

 

 

 

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publicado às 22:19

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