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Isabel Stilwell é das minhas escritoras favoritas. Gosto muito de a ler e é fácil seguir as histórias das personagens históricas que escolhe. "D. Amélia" não foi exceção. Queria saber mais sobre a última rainha de Portugal e como foi a sua vida, que começou e terminou no exílio - com Portugal pelo meio, no seu casamento por amor com D. Carlos. Há mais na sua vida do que o regicídio e a morte dos seus dois filhos.
D. Amélia era muito alta (mais alta do que o marido- aqui identifico-me muito -), culta, preparada para reinar, algo que não pode fazer em pleno pois a mentalidade portuguesa da altura não estava preparada para que ela assumisse esse papel, não depois da sua sogra gastadora e pouco preocupada com as andanças do país onde veio casar.
É uma leitura muito interessante, muito próxima cronologicamente e muito visual. À medida que lia as descrições e objetos que tinha no Palácio da Pena, recordava-me das suas fotografias - a de D. Carlos e filhos, por exemplo - e dos seus aposentos e paço.
Fica a dica de leitura.

 

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publicado às 13:37

Para quem gosta de thrillers e suspense, este é um excelente candidato a leitura. É uma compilação de 3 romances com Itália como denominador comum, a par com um enredo que nos impele a continuar a ler.
"Casamento em Veneza" leva-nos a viajar entre Paris, Xangai e Veneza. E é emocionante do início ao fim, com vislumbres de investigação criminal.
"Viagem a Capri" remete-nos para cenas à Poirot na tentativa de descobri o assassino. Pode ser a perfeita homenagem a Agatha Christie, com a diferença de que... se passa em Itália, claro. A minha história preferida, neste livro.
"Regresso a Itália" é diferente das narrativas anteriores e o mistério não é tão adensado como esperava. Lê-se bem mas não me prendeu.
Leitura de descontração, é o que sinto. Lê-se bem, é interessante, é emocionante.
 

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publicado às 20:56

"Quinze piratas sobre o caixão
Io ho ho ho e uma garrafa de rum!"
 
Se tivéssemos de escolher uma música que fosse a banda sonora desta obra, seria esta certamente. O nosso imaginário ferve de entusiasmo visual durante a leitura: estalagens, tabernas, piratas, um mapa de tesouro, uma arca, barcos, bandeiras, uma revolta, uma cabana na floresta, a ilha do tesouro, os nomes dados aos locais (Floresta do Esqueleto, Monte do Óculo), o X marca o local.
Neste livro, mais importante que a caça ao tesouro, é a aventura que se vive para lá chegar, as provações passadas, os perigos enfrentados, as coragens arrancadas ao fundo da alma.
Faz parte do Plano Nacional de Leitura do 8º ano e é uma leitura fluida, de ação contínua, simples e rápida de se ler.
 

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publicado às 14:21

"Contos policiais" de Edgar Allan Poe foi a porta aberta e o modelo que vemos em grandes nomes associados aos romances detetivescos como Sherlock Holmes ou Hercule Poirot. Aliás, a primeira história que deu início à literatura policial na sua raiz mais pura e mais clássica é "Os Crimes da Rua Morgue" aqui presentes.
É uma leitura algo sombria, ou não se tratasse de Poe, e que nos espanta pelas lógicas reviravoltas das ações de dedução e de racionalismo.
Alguns contos leem-se de uma assentada só por serem mais lógicos e simples, mas outros custam um bocadinho mais pela sua complexidade e informações.

 

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publicado às 17:37

Afonso II, neto de D. Afonso Henriques, terceiro rei de Portugal, era um rei doente com uma doença que se supõe, nos dias de hoje, ter sido lepra, pela interpretação dos registos que sobreviveram. Apesar do seu aspeto corpulento, foi um rei muito inteligente, perspicaz e muito reconhecido na sua governação pelas suas ordens de repovoamento, aplicação de justiça e que ousou questionar e controlar os abusos do clero e da nobreza. Mais importante, foi um rei inovador na legislação e na estratégia, o que lhe permitiu também aumentar o território.
A parte que mais me chamou a atenção foi na página 302 onde se desenrola um episódio de secretismo no Castelo de Arunce (o atual Castelo da Lousã) e se evoca o fantasma da Princesa Peralta, com conversas e receios transmitidos pelo povoado que vivia perto do rio com o mesmo nome.
Uma leitura histórica que se faz com fluidez e muito interesse nos primeiros anos de vida do nosso país como reino independente e reconhecido.

 

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publicado às 19:09

"A Governanta - D. Maria, companheira da Salazar", de Joaquim Vieira, mostra-nos vários aspetos domésticos e familiares do ditador português pelos olhos da sua inicialmente empregada e depois governanta, D. Maria, oriunda de Penela, aqui tão perto. Ela governou as casas por onde passou - e São Bento durante 40 anos - como ele governou o país: despoticamente, desconfiadamente, excessivamente, avaramente, mostrando preferências por esta ou aquela personagem, com acessos de mau feitio e outras coisas.
É uma leitura muito interessante pois mostra uma faceta quase desconhecida do ditador mas com laivos perturbadores pois a sua visão familiar, a sua adoração e cuidados por algumas das empregadas que aprenderam a servir na sua casa quase - quase - nos remetem para alguém típico e é isso que perturba pois Salazar foi um ditador. Só no final do livro, as palavras de D. Maria, acabam por revelar a verdadeira natureza ditatorial, perigosa e mortal dele e, assim, colocamos os nossos pensamentos na devida ordem.
É uma leitura interessante e que mostra como, de facto, havia tantas diferenças sociais (fora todas as outras) num país tão pequeno.

 

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publicado às 18:24

Duas barcas, dois destinos opostos, uma sociedade para embarcar - assim é o final da humanidade: uma viagem para o Inferno, na Barca do Inferno, ou uma viagem para o Paraíso, na Barca da Glória.
Uma obra intemporal que ainda hoje revela o que de pior existe na sociedade, os seus vícios relatados numa linguagem crítica.
Obra de Gil Vicente que também faz parte do Plano Nacional de Leitura do 9º ano. E que se lê com alguma fluência, apesar do seu português arcaico.

 

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publicado às 14:43

Leituras para 2021 - livro 14 - "Contos"

por t2para4, em 07.08.21

"Contos" de Eça de Queirós traz-nos aquela escrita queirosiana em 18 textos, tão sagaz, tão sarcástica em alguns pontos, tão queirosiana porque se percebe logo quem escreve.
Esta compilação de contos aborda temas que vão desde a crítica social, claro, ou não foi o nosso Eça, a religião, a Coimbra, à sua universidade e até à Questão Coimbrã, a estórias criadas e começadas com "Era uma vez...". Faz parte do Plano Nacional de Leitura e é abordado no 9º ano nas escolas portuguesas.
Ler Eça é sempre benéfico, mesmo que nos macemos um pouco nas suas descrições. É benéfico porque nos chama a atenção para valores, para comportamentos, para a sociedade que, de então até agora, em alguns aspetos, pouco mudou.

 

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publicado às 12:56

O livro "A Pérola", de John Steinbeck, parte integrante do plano de leitura obrigatória nas escolas portuguesas, no 9º ano, é inspirado numa história mexicana de um casal índio que tem um filho que fora picado por um escorpião e faz tudo para conseguir cura-lo. Depois de muitas preces "a Deyus e aos deuses", o casal encontra uma pérola extremamente valiosa, mas que só lhes vai trará desgraças e desventuras.

E arrisco a dizer que a moral terá muito a ver com a ganância humana, a desventura atroz pelo outro, o desrespeito pelo outro mas também o amor avassalador pela família.

 

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publicado às 18:32

No original, "No place like home" de Mary Higgins Clark, é um filme de suspense, um thriller não unicamente policial, em versão livro, o que é muito melhor pois não dá para parar de ler, à medida que a trama se adensa e as personagens parecem estar todas interligadas, de alguma maneira, e a nossa imaginação é muito mais rica.
Esta é a história de Liza Barton, agora Celia Noran, a criança que acidentalmente matou a mãe ao defendê-la do padrasto violento. 24 anos depois, ilibada, é uma jovem com um filho que adora, casada em segundas núpcias, cujo mundo perfeito começa a desmoronar-se no dia em que o marido lhe oferece uma casa: a mesma casa onde o fatal acidente da sua infância ocorrera. E, como qualquer thriller que se preze, Celia/Liza será suspeita dos homicídios que por ali ocorrem, em 3 que é a base da suspeita celta de que todo o mal vem em 3.
Um livro que se lê de uma rajada porque não se consegue aguentar o suspense sem saber o que vai acontecer a seguir.
Uma ótima leitura de férias.

 

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publicado às 13:12

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