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"Madrinhas de Guerra" de Marta Martins Silva catapulta-nos, na forma escrita de cartas, areogramas ou telegramas e até postais, para a época da Guerra do Ultramar. A autora dá-nos a devida contextualização histórica do fenómeno "madrinhas de guerra" e da sua importância. E, como em tudo na vida, temos a versão politizada e quase colada ao regime e temos a versão mais livre, sem amarras que se descolava e não precisava do Movimento Nacional Feminino para se alcançar o seu objetivo primário: correspondência com soldados portugueses em comissão (mínima de dois anos) nas (agora ex-) colónias, em especial Angola, Moçambique e Guiné.


O tema fulcral é a correspondência entre soldados e madrinhas, como ocorre, como decorre, como termina. Há algumas que não dão em nada, outras que acabam quando o soldado regressa à metrópole e daí volta à sua terra natal, outras que dão em casamento.
É uma obra muito interessante, com pedaços concretos de parte da nossa História recente, que mostram um lado menos negro (e real) de uma guerra absurda.


Algumas surpresas pessoais: se a correspondência passasse pelo MNF e alguns corredores governamentais, era quase toda gratuita; a taxa de alfabetização nas raparigas acabou por crescer um pouquinho graças a este fenómeno; Portugal ainda tinha uma mentalidade muito fechada para a época (não esquecer que foi nos anos 50, 60 e 70 que se deu um boom cultural, musical e social noutros países); as comissões no Ultramar eram maiores do que imaginara.
Recomendo a leitura. Achei muito interessante.

 

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publicado às 16:41

Conheci Bruno Viera Amaral, em 2019, na Fnac de Coimbra. Conversámos (uma conversa sobre recibos verdes, impostos ao Estado e despesas de ATL) enquanto vigiávamos os nossos filhos no lançamento de um livro. Fez-me perceber, com muito agrado, que os escritores não são todos seres inalcançáveis.
Esta foi a primeira obra que li (não será seguramente a última) e fui logo arrebatada pela escrita cuidada, muito visual (que um cérebro como o meu agradece) e com um excelente uso das palavras, uma escrita crua.
"As primeiras coisas" são aquelas pequenas coisas que englobam personagens, situações e locais num "Bairro Amélia". Ficção ou realidade? Ficção E realidade. Aliás, realidades, no plural. Não só ali naquele bairro da Margem Sul - multicultural, onde o peso das palavras "retornados", "pretos", "ciganos", "velhos", "putas" não é o mesmo de hoje - mas um bocadinho por todo o Portugal pré-euro. Em todos os recantos do país há uma história de alguém que desmancha gravidezes sem ninguém saber mas todos sabem, de um desgraçado que vende atoalhados e eletrodomésticos a prestações numa carrinha e se vê aflito para reaver a totalidade do dinheiro, de um retornado com histórias (quiçá agruras) para contar, de alguém que vive numa barraca, de alguém que tem um Mercedes vermelho reluzente, de um dono de café com copos limpos a panos sebentos e escapadelas com a empregada ambiciosa no armazém, etc. É um mix muito à portuguesa dentro de um local português mas não só. A leitura vai-nos mostrando essas realidades: a dos escudos, a das barracas proibidas depois para dar lugar à ocupação de casas (concluídas ou não), a das drogas, do gangster lá do bairro, da merda de cão em todo o lado, da junção de culturas/credos/raças, por exemplo.
Não tenho uma personagem preferida mas gostei de ler Abel, o que fala crioulo com pedaços de português e inglês e muito latim. Não é qualquer um que fala latim e sabe mesmo o que significam aquelas palavras que dizem numa língua morta. Gostei de ler sobre o fantasma Manuel Morais, um pé cá e um pé lá, nas Áfricas onde tantos portugueses estavam. Gostei de ler sobre outros que vão ficando na memória.
Em última instância, é disso que se trata: não esquecer os vivos e não deixar esquecer os mortos, ao jeito de memórias, na visão, às vezes confusa, do narrador. O "Bairro Amélia" que podem ser tantos outros bairros.
Portanto, leitura recomendada, sem dúvida.

 

Pode ser uma imagem de livro

 

 

 

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publicado às 13:16

"Quando Lisboa tremeu", de Domingos Amaral, foi um livro que namorei algum tempo até finalmente o comprar. Não desilude mas também não é arrebatador, apesar da sua leitura fluida, seguida e sem dificuldades.

Antes mesmo de começar a ler, eu já tinha decidido que iria abordá-lo pelos cataclismos que ocorreram em Lisboa, naquela manhã de 1 de novembro de 1755. E, para minha surpresa, é assim que o livro está organizado: terra, água, fogo, ar.
Lisboa foi fortemente abalada por um terramoto, fortíssimo nas escalas que avaliam essa intensidade, seguido de um maremoto, depois incêndios e depois o evitar a todo o custo de pestilências e doenças. É do conhecimento basilar até no 1º ciclo do ensino básico, em especial, em altura da iniciativa "A Terra treme", portanto, até as crianças sabem o que se passou. E que pode voltar a passar-se.

 

A catástrofe ocorrida é vivida, de forma diferente, por várias personagens e narrada por uma única, ao estilo memórias. Temos então, uma freira condenada pela Inquisição que se torna fugitiva graças ao abalo, um comerciante inglês, um rapaz que busca salvar a sua irmã gémea e um pirata português, renegado, abandonado e esquecido pelo reino, também fugitivo. É ele quem nos relata o que se passa com todas estas personagens que se cruzam e entrecruzam e vivem momentos juntos. No final, há um plot twist muito interessante.
Desiluda-se quem busca saber mais sobre o Marquês de Pombal, na altura ainda sem este título, portanto, Ministro dos Negócios Estrangeiros do rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo. Obviamente que aparece e mostra logo que tem poder e vontade e inteligência para reerguer Lisboa (se dependesse unicamente do rei, ainda hoje teríamos escombros...) mas não é um livro sobre a sua vida e obra, em especial, sobre o que fez para reconstruir Lisboa. É um livro sobre pessoas comuns da altura, com falas comuns (ao género regionalismo), com referência a criminosos e escravos, aios e criados, povo e bandidos, frades e freiras. Para ser lido à luz dos olhos daquela época.

A maior desilusão, apesar das revisões e de eu possuir uma 15ª edição, são erros gramaticais graves, como, por exemplo, "há medida que íamos partilhando..."


Qualquer semelhança com os relatos que nos chegaram daquela época, é propositada. E, sim, custa imaginar o Terreiro do Paço inundado até ao Rossio, o Bairro Alto num monte de ruínas, a Alfandega desaparecida. Mas, sim, recuperaram e o resto já nós sabemos e é verdadeiramente História.

 

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publicado às 14:23

Deixem o Queiroz em paz

por t2para4, em 07.03.21

Desafio(s) para interpretantes pessoais que insistem em ler obras, estudar quadros/pinturas/frescos à luz de um contexto atual e sem a mínima consideração pelo devido enquadramento histórico, político, social e geográfico da obra em mãos:
- não faltem às aulas de Português (ou outras línguas) nem de História;
- verifiquem em que ano a obra foi escrita/pintada/produzida;
- verifiquem em que país se enquadra essa obra/autor;
- leia-se, veja-se, aprecie-se às luzes desse prévio trabalho;
- aprenda-se com o que se lê/vê/observa.


Querer reescrever a História (mesmo que se recorra a disclaimers) é, no mínimo, uma cena muito orwelliana e nada, nada, absolutamente nada saudável - além de que não se aprenderia nada com isso.
Querer contaminar os artistas de outrora com as visões da sociedade atual é isso mesmo: contaminação.
Haja o mínimo de noção e vejamos as coisas como elas são, no tempo em que surgiram, sim? Menos, minha gente, muito menos.

 

 

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publicado às 15:38

"Os Bichos", Miguel Torga. Leitura obrigatória - ou, pelo menos, alguns dos contos. Leu-se em menos de um dia. Optei por lê-lo agora para melhor ajudar as piolhas na escola.

Ora, como o nome indica, são 14 pequenos contos, daqueles que se leem de uma assentada só, com mais menos referências bíblicas, com mais ou menos uso de linguagem vernacular (há um "cabrão" e uma referência indecorosa ao peso dos cornos devido a uma traição), com mais ou menos vocabulário de difícil compreensão que pode até requerer o auxílio de um dicionário.
Todos os contos têm nomes próprios que poderão ser dos próprios bichos, como Vicente (o conto de estudo cá em casa, de momento), ou de humanos que se comportam - quase viram mesmo - bichos, como Madalena ou o senhor Nicolau.


Já muito se falou e interpretou a obra, o contexto histórico, o significado. O que importa, no fundo, é o que nos faz sentir. E eu acho que, para uma obra escrita na altura do Estado Novo, na década de 40 ou 50, é bastante adequada à realidade atual; em algumas passagens, a descrição da paisagem do interior dos anos 40 do século XX é quase igual ao que vemos nos anos 20 do século XXI; o instinto animal está presente, no bicho per se ou no humano-bicho.


O facto de ser uma compilação de contos, com um tema comum a todos, torna o livro mais apelativo. Não é difícil de perceber os finais de cada conto, pode é ser um pouco mais complicado perceber o que significam esses finais - e alguns dos nossos alunos ainda não terão essa maturidade - nem essa experiência ou perceção.

 

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publicado às 23:22

Leituras para 2021 - livro 4 - "1984"

por t2para4, em 26.02.21

Desta feita, foi "1984", de George Orwell.


De toda a obra, que já conhecia vagamente pelas inúmeras referências que se foram fazendo ao longo dos anos (é um livro dos finais dos anos 1940) em relação ao Grande Irmão e à forma como levamos e nos levam a liberdade, o que mais me marcou foi, de tudo mesmo, que, na minha ótica seria expectável, o controlo do pensamento. O policiamento do pensamento (há até uma Polícia das Ideias). A importância dada ao pensamento livre. Bem, livre, não, porque a noção (e a palavra) "livre" foi abolida porque não há essa ideia do livre/preso. É ortodoxia. "(...) significa não pensar- não ter necessidade de pensar. Ortodoxia é inconsciência". E é essa a doutrina declarada verdadeira em Oceânia. No mundo.


Tudo é controlável. E nem sequer são necessárias as famigeradas teletelas para isso. Tudo - mesmo tudo - pode ser controlado. E a personagem principal, Winston, revela-nos isso mesmo ao longo do livro - contra a nossa vontade e desejo. Não importa que axiomas admitamos, se na nossa história, no nosso passado, no nosso dogma "dois mais dois é igual a quatro". Se o Partido decidir que são 5, 5 serão. E tudo o que é contrário a isso, é reescrito. Todo o passado é reescrito. Deixa de haver provas, documentos. E resta a memória. Mas qual memória? O Partido, logo abaixo do Grande Irmão na pirâmide, quer, pode e manda. E ninguém nos salvará disso, por muito que se acredite, pois tudo pode ser alterado.


Mas as pessoas continuam a viver, certo? Sim, se é que o controlo absoluto pode chamar-se vida. Não é o controlo ao estilo redes sociais ou câmaras; é algo muito maior e muito mais abrangente e omnipotente até. É o poder absoluto de reescrever tudo, desde a própria História à vida pessoal do mais inútil do humano. E com isso dá-se a assimilação total, a aniquilação do livre-arbítrio, das aprendizagens com o passado, do desejo de um futuro.


Podemos questionar se será para aí que caminhamos. Eu acho, na minha modesta opinião, que andamos em órbita de. Orbitamos mais próximos desse controlo e aniquilação (vejamos o controlo nazi, o desejo de apuramento da raça de Hitler, por exemplo) e mais afastados (criação da carta dos Direitos Humanos, por exemplo) mas mais próximos de novo (invasão de países por motivos financeiros com a desculpa política da proteção do povo) e mais afastados de novo (criação de organizações de apoio a países em desenvolvimento) e por aí fora.


Não é uma leitura fácil. É assustador um grau de controlo até da mínima emoção, onde tudo parece estar numa linha de montagem. Mas é uma leitura que deve ser feita, pelo menos uma vez na vida. E que nos impulsiona um pouco a valorizar os bens preciosos que temos.

 

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publicado às 23:10

Há anos que andava para ler esta obra, "O Triunfo dos Porcos" de George Orwell.

A maioria das pessoas já ouviu falar disto e até já abordei o assunto com as filhas. É a metáfora para a organização social depois de uma espécie de golpe de estado dos animais contra os seus donos humanos abusadores. Ao longo da obra, vamos vendo que, gradualmente, quase sem se dar por isso, os animais - teoricamente livres mas sem capacidade de instrução por incapacidade ou por vontade própria - não se apercebem que as coisas, afinal, não mudaram... "valentia não basta (...) lealdade e obediência são mais importantes". Foram capazes de combater o opressor mas, na realidade, trocaram um por outro... E quanto menos instruídos, mais moldáveis, mais manipuláveis, mais fáceis de comandar, mais na linha, mais ordeiros. Não há lugar para contestação sob pena de morte. Os mandamentos mudam ao sabor das vontades dos animais superiores, os porcos. E, nós leitores, de repente, apercebemo-nos que isto já aconteceu na História, quando se engana o semelhante com a máxima "o trabalho liberta" (sim, alusão direta aos campos de concentração nazi).

É assustador ver como a sociedade pode ser tão fácil de subjugar... E como o que temos pode ser tão frágil... Atente-se na personagem do burro que é calado e reservado e resmungão mas observador e ciente da realidade. A realidade que apenas mudou de personagens mas não de comportamentos. E lê, na parede, afinal, o único mandamento da quinta, enquanto os porcos se transformam em humanos e os humanos em porcos, até se deixar de perceber a diferença: "Todos os animais são iguais. Mas alguns são mais iguais que outros".

Eu acho que esta deveria ser uma obra obrigatória a estudar na escola. Bem mais útil e interessante que algumas que fazem parte do plano de leitura.

 

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publicado às 13:30

Li o livro na sua versão original em inglês que me foi oferecido por um aluno. "Gone with the wind" ou "E tudo o vento levou" remete obrigatoriamente para o filme e posso assegurar que o filme veio beber sofregamente ao livro pois as personagens, caracterização, espaços, cenários são tal como no livro.

Toda a gente conhece a história.

Temos uma relação amor-ódio com a Scarlet O'Hara, de temperamento totalmente irlandês, com pouca paciência para protocolos antiquados da época, que se recusava terminantemente a passar fome e deseja mais que tudo ser rica, muito rica; tem mau feitio, é um pouco burra porque nunca alcança o que os outros tentam dizer-lhe mas muito muito esperta e desenrascada; trabalhadora nata e com um instinto de sobrevivência fortíssimo. Nasceu na época errada, pensamos nós, pois quer uma carreira e detesta ter filhos. "A cat's a better mother than you are", atira-lhe Rhett Buttler, numa das suas muitas discussões.

Temos uma paixão secreta por Rhett Buttler, assumamos. O porte, a atitude, o sarcasmo, o bigode. É igual à Scarlet mas inteligente, subtil, ganancioso. Roemo-nos para que se juntem desde o momento em que se encontram. E ficamos destroçados com a dor dele, com o que acontece na sua vida. E adoramos quando ele saca daquela sua frase sardónica "Frankly, my dear, I don't give a damn".
Rhett e Scarlet são iguais. Em quase tudo. O que gostei mais foi da forma como ambos rompem com as convenções sociais e manipulam a sociedade em função do que almejam.

E, secretamente, não sabemos bem como reagir em relação a Melanie, a doce doce Melly... Ninguém é tão bondoso na sua natureza... E, como mostra a obra, a bondade é sempre frágil, ténue e efémera.

A ação passa-se nos anos que antecedem, durante e depois da Guerra Civil Americana, sob a presidência de Lincoln, com a perspetiva dos habitantes do sul, donos de plantações de algodão e de escravos. Vemos uma perspetiva racista para os dias que correm mas com a escolha e noção do que alguns escravos viviam: sabiam que eram livres mas optavam por ficar com os donos porque estes os tratavam com dignidade e respeito. É uma visão do período em que acontece, não é para decidir se está certa ou errada. Também vemos uma perspetiva extremamente machista pois a mulher não é considerada inteligente, não pode perceber de negócios e só serve para casar e ter bebés.

O mantra da Scarlet serve-nos muito: "penso nisso depois", "Amanhã penso nisso", "Amanhã é um novo dia". Estas frases atravessam gerações e são sempre atuais.

Gostei da leitura. E gostei da forma "linguística" que a autora usou nos diálogos dos escravos ou dos soldados Yankees pouco letrados ou do francês a falar inglês. Dá para ouvir o que se está a ler.
O livro é extenso mas, para quem gosta de visões históricas - ainda que algo pessoais -, vale a pena.

 

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publicado às 13:26

Sempre li muito. Leio muito em várias línguas e em formato papel ou digital. Não me incomoda o digital embora prefira papel, sou sincera. Tenho milhares de livros em formato digital mas adoro ver as minhas estantes distribuídas pela casa com os milhares de livros que eu e as piolhas temos em versão papel. E sim, eu já contei os livros que temos.

 

Inscrevi-me na Goodreads no final de 2020, explorei o site, inscrevi-me em grupos no facebook e decidi aceitar o desafio de nos auto-colocar um objetivo de ler x livros durante o ano de 2021. Fui meiga e coloquei 20 livros pois há alguns que consigo ler rapidamente, em apenas alguns dias. Aproveito e, no final de cada livro lido, escrevo a minha opinião sobre o que li, com uma amiga, sob a hashtag #alernosentendemos . Não se pretende nenhuma review literária mas a nossa visão pessoal do que lemos, como nos sentimos.

 

Assim, a minha primeira leitura concluída de 2021 foi “O Mundo em que vivi” de Ilse Losa, para ajudar as piolhas na disciplina de Português.
"O mundo em que vivi" surpreende na medida em que não vemos os horrores da 1ª nem da 2ª guerra mas conseguimos sentir tudo o que elas despoletaram: a sensação de impotência, o frio, a dor de perder um filho (ou mais), a emigração de familiares, o poupar até as cascas das batatas por causa da fome, a discriminação pela religião/aspeto físico... Vemos uma menina crescer, sem perceber muito bem o que é isto de ser judia, por que uns acham tão bom e outros acham uma desgraça. E acompanhamos as fases do crescimento dessa criança que passa a menina e se torna adolescente e depois jovem mulher. Sabemos que sobrevive aos horrores da perseguição e holocausto porque "tem cinco dias para fugir".
O final do livro deixa um gosto amargo e uma pontada de dor. Não é um mundo bonito, aquele... que, hoje, quase 80 anos depois, ameaça repetir-se. Acho que é uma leitura pesada e com demasiados subterfúgios para alunos do 8º ano, com pouca maturidade para perceberem isto - embora sejam iguais à personagem que, na altura, também não tinha maturidade para perceber o que se passava em seu redor.
É algo muito diferente de "Ann Frank" que é direto e sabemos logo o que se passa, do princípio ao fim, embora choque sempre, no final.
Gostei de ler mas doeu ler.

 

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publicado às 13:17

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