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Síndrome da coitadinhice - repost

por t2para4, em 27.10.18

Repost de um texto de 2013

 

São gémeos? Ah coitada…

Vão as duas para a escola? Ah coitada…

Têm autismo? Ah coitada…

 

A “coitadinhice” é algo que deve ser manifestado, de forma visível, de modo a incomodar, com o intuito de vitimizar, contra a vontade do abordado.

 

A “coitadinhice” não vem sozinha. Por norma, vem acompanhada de um olhar extremamente piedoso, do género, “tens-aí-uma-coisa-estranha-que-pode-pegar-se-deus-me-livre-mas-olho-para-ti-misericordiasamente” e de uma voz quase melíflua.

 

A “coitadinhice” deve ser expressa em voz alta, por regra, junto do alvo. Se for uma mãe com uma criança – ou várias, gémeos ou mais será o ideal -, preferencialmente desenrascada e entendida, é a vítima perfeita. Deve ser abordada como se a conhecêssemos toda a vida e atingida pelo “ah, coitada” com toda a veemência, sem dar espaço para uma resposta.

 

A “coitadinhice” não pode esperar uma resposta à altura, sob pena de a pessoa ser considerada antipática perante a boa vontade do interlocutor.

 

A “coitadinhice” fica excecionalmente bem quando aplicada a pessoas com problemas ou deficiências, preferencialmente crianças. Não interessa o quão fortes serão os pais dessas crianças nem quais os seus limites de tolerância perante a absurdidade do que os rodeia. Dem ser abordados, não importa onde. Ou, caso não se ouse fazê-lo, comentar com a pessoa ao lado, cochichando mas deixando perceber de quem se fala e porquê.

 

A “coitadinhice” é transversal a todas as idades, credos, raças, sexos, estratos sociais, etc.

 

Não gosto de “coitadinhice”.  “Ah, coitada…” A sério? Por que razão alguém que passa pela alegria de ser mãe – e mãe de gémeos – é considerada “coitada”? Por que razão ter dois filhos na escola é para ser comentado de “coitada”? A maioria das pessoas nem sabe o que é autismo mas sabe dizer “coitada”. Cada vez me convenço mais de que se diz “coitada” para se ter algo que dizer, embora, nestas situações, seria muito melhor se estivessem caladas. Há algo que toda a gente deveria entender quando se abordam pessoas que estão com crianças, principalmente crianças com necessidades especiais: a nossa tolerância é para com eles e baixa drasticamente com comentários absurdos, vindos de terceiros.

 

E que tal umas sugestões, ao invés da “coitadinhice”?

- elogiar a criança pela sua beleza, gestos, comportamentos ou palavras

- não julgar uma criança pelo seu comportamento estranho ou inconveniente – principalmente quando os pais estão tão preocupados que nem parecem respirar

- evitar reações inapropriadas junto de uma criança, seja por ignorância ou crueldade

- não abordar os pais para dar sermões ou dicas de educação, sem saber minimamente o que se passa

- evitar os chavões “se fosse meu filho… “ e “ah coitada…”: se fosse seu filho, iria reagir do mesmo modo ou pior que aqueles pais; não comparemos o que desconhecemos

- evitar falar quando não há nada para dizer. O silêncio faz maravilhas.

 

 

 

 

 

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publicado às 09:44

Eu, egoísta, me confesso.

por t2para4, em 14.10.18

O dicionário define “egoísmo”, assim de forma mais simplista, como “alguém que coloca os seus interesses em primeiro lugar”. Não deixa de ser uma emoção humana e, como humana que sou, muitas vezes, deixo-me levar por algum egoísmo.

Sempre coloquei a família em primeiro lugar e, embora altamente criticada por muitos colegas, daí a minha opção de me sujeitar a horários incompletos e mesmo temporários mas ficar por perto, num raio de 1h de viagem, mais coisa menos coisa. No outro dia, eu e o marido conversávamos sobre o caminho que já percorremos e o patamar de desenvolvimento em que as piolhas estão e sabemos, sem sombra de dúvida que, se tivesse ocorrido com os pais dele, por exemplo, as piolhas “que são tão lindas, podem lá ter autismo, isso são coisas da vossa cabeça” ainda hoje não falariam, estariam abandoadas numa escola qualquer sem se saber se os direitos delas estariam a ser cumpridos ou não e seriam absolutamente incapazes de estar num local com outras pessoas, quanto mais numa sala de aula. Além disso, dada a vergonha que sentiriam pelo comportamento desajustado delas, nunca saíriam de casa.

Fui egoísta o suficiente para parar com este tipo de mentalidade pequenina sinónimo de síndroma de avestruz e ir à luta.

Fui egoísta o suficiente para me afastar, enquanto houve necessidade, de outras pessoas que se recusaram a falar a mesma língua que eu e a tentar entender as minhas filhas.

Fui egoísta o suficiente para, sozinha, pesquisar, estudar, pedir ajuda a outras mães em igual situação e aprender com elas.

Fui egoísta o suficiente para deixar de pensar, por uns tempos, nos outros e nos filhos dos outros para poder pensar nos meus.

Fui egoísta o suficiente para não voltar a ter filhos. Talvez com uma boa dose de cobardia associada pois não me via a conseguir lidar com mais casos de autismo em casa, a ter que passar por todas as terapias e lutas de novo. Não me via a lidar com mais bebés (sim, plural, pois a probabilidade de vir mais que um é enorme) e a ter que mudar de casa e de carro e estender prazos de empréstimos. Não me via a ter que passar pelos medos de um novo aborto, de uma nova gravidez tão complicada quanto a das piolhas. Não me via a passar noites sem dormir quando, esta noite, me custou tanto e só andei a vigiar febres.

Fui egoísta ao ponto de criar uma bucket list que é tão grande que terei que viver duas vidas para poder cumprir tudo. Egoísta, pois, tenciono fazê-la sem as piolhas (ou outros filhos) pois sei que elas não querem acompanhar-me, que o ambiente não é o mais adequado para elas, que é um plano que envolve o pai (ou só a mim). Ir a concerto num festival de verão ou ao Rock in Rio é algo demasiado cruel para as piolhas e algo que elas não querem de todo fazer (eu já perguntei) mas que desejam que eu faça e elas ficam com os avós (solução apresentada por elas). Viajar pela Escócia ou Gales ou Irlanda com caminhadas envolvidas não é o que as piolhas querem fazer – elas detestam caminhar, dar passeios longos ou ir para longe. Mas dizem para eu ir. Ainda é algo que não consigo fazer mas que tenciono fazer quando elas atingirem a maioridade.

Fui egoísta ao ponto de me desligar do mundo que não me interessa, do mundo das mães perfeitas que parem naturalmente, amamentam como os mamíferos normais, têm filhos perfeitos e não se coíbem de o divulgar ao mundo. Não me encaixo nesse mundo e, egoistamente, preferi bloquear-me desse mundo.

 

Passámos anos a ensinar as piolhas a gerir emoções, a ensinar sinais físicos dessas emoções, a mostrar em que consistem essas emoções e quais as funções dessas emoções. Neste momento, sob pena de poder ser criticada e mal-entendida, eu quero ser egoísta. Quero poder pensar apenas nas minhas filhas e não ter que andar com penduras só porque são demasiado preguiçosos para tirar o rabo do sofá e ir à luta; quero poder fazer todas aquelas coisas que as mães de filhos neurotípicos fazem, quero que as piolhas façam o que as crianças neurotípicas fazem, quero tirar férias semanas seguidas, quero viajar, quero comprar sapatilhas e um anel de pérolas, quero continuar a trabalhar onde estou porque adoro o que faço e onde estou, quero continuar a acrescentar itens na minha bucket list e escrevê-la para não me perder, quero remodelar a minha sala, quero que as piolhas se adaptem sem dificuldades quando forem para a escola secundária para o próximo ano, quero que tenham um sucesso estrondoso este ano, quero que as terapias comecem já sem problemas, não quero ter que continuar a pagar terapias fora da escola, quero que este ano letivo continue a decorrer sem problemas, quero mesmo. São muitos queros, o que, de certo modo, faz de mim egoísta pois sei que há casos piores, que há escolas que estão a fazer do novo decreto lei um caos maior do que já era antes, que há outras prioridades que não futilidades como viagens/férias/anéis, que não posso pedir uma neurotipicidade quando isso não existe por aqui…

 

Ainda assim, por uns momentos, vou permitir-me a ser egoísta e pedir a ver se pega.

 

 

 

 

 

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publicado às 17:29

Um dia com muitos dias...

por t2para4, em 01.10.18

Neste dia, a 1 de outubro…

 

Há 2 anos, desmarquei todas as aulas e sessões de formação e decidi passar o dia com a família mais próxima. Bateram-me no meu carro estacionado de tal forma que um farolim saltou, os restantes partiram, a mala torceu e o para-choques partiu pelos encaixes. A seguradora reparou tudo e foi só mesmo a chatice.

 

Há 5 anos era selecionada para um bom horário, a dar aulas mesmo ao lado de casa. O critério de seleção que levou ao desempate entre mim e outra colega foi exatamente a data de nascimento (eu era mais velha, logo, tinha prioridade).

 

Há 7 anos, passámos a tarde na praia a saltitar de pocinha em pocinha, a levantar os vestidos porque estava um dia de sol lindíssimo e um mar de uma cor esmeralda irresistível. Foram as melhores horas que nos poderiam ter sido concedidas e foi maravilhoso. Um dos melhores dias que já tive.

 

Há 8 anos, saímos. Fomos até à praia, a uma zona de passadiços e passeámos. As piolhas petiscaram qualquer coisa no McDonald’s, a única forma de nos conseguirmos desenvencilhar a uma hora de refeição, fora de casa, como uma família dita “normal”. Não foi uma celebração ideal, mas foi soube pela vida.

 

Há 11 anos, passava o meu primeiro aniversário como mãe. Tinha dois seres minúsculos com apenas 3 meses de vida que dependiam totalmente de mim e era avassalador tanto como incrível e encantador. Não se fez nada de especial, mas as piolhas estrearam uma roupa nova pindérica nas horas que deixou de servir em menos de um nada.

 

Há 15 anos tinha o meu primeiro emprego, o primeiro dos únicos 3 horários completos que obtive em todos estes anos de trabalho/descontos e já me metia na lufa-lufa do que era procurar casa, escolher casa, comprar casa – o que acabou por acontecer mês e meio depois.

 

Há 20 anos, entrava na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Letras, na 2ª fase. Foi uma felicidade pegada. Não entrava no curso que inicialmente queria e pelo qual ansiara todo o meu secundário, mas sim num curso bilinguístico que acabou por ser a minha primeira escolha por seguir à toa o guia de candidatura, depois de ter ficado de fora na 1ª fase. E quis o destino que gostasse imenso e seguisse a vida educacional.

 

Há 30 anos aprendia a celebrar aniversários via telefone (o telefone da casa da vizinha) pois o FMI e o desemprego e uma subida absurda dos juros sobre os imóveis levaram o meu pai à emigração. Só voltei a saber o que era ter uma celebração cara a cara com a família toda há coisa de uns 5 anos.

 

Há 33 anos, entrava na escola primária para o que na altura se chamava de 1ª classe. E uma turma enorme com muitos meninos e meninas cantou-me logo os “parabéns a você”, na mesma sala, onde uma geração depois, 28 anos depois, as piolhas foram ter as suas primeiras aulas do que agora se chama 1º ano.

 

Há 38 anos, a minha mãe, farta de uma gravidez de barriga proeminente e pernas de bebé até ao pescoço, no exato timing previsto pelos médicos da maternidade, inicia o mês de outubro com uma das maiores e mais complicadas aventuras da sua vida.

Há 38 anos, eu nascia.

 

 

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publicado às 00:05

É o meu corpo e ponto final

por t2para4, em 04.08.18

Adoro quando regressam os dias de sol e de calor e irrompem de todo o lado mil anúncios a ginásios, dietas, cremes anti-celulite, suplementos e até exercícios localizados. Só que não.

Qual é que é o ponto de pressionar as mulheres - e os homens, já começo a ver que também surgem ataques disfarçados à figura física masculina - para se ter um suposto corpo perfeito? Mas, por acaso, a perfeição é gradualmente tornarmo-nos todas iguais umas às outras, entupidas de botox, sem expressões faciais, sem características pessoais únicas? 

Não, obrigada.

A sério.

 

Demorei anos a aceitar-me. Passei todos os meus anos de escola - todos - insegura de mim mesma: ou era o cabelo (que não era liso) ou eram as unhas (que não existiam por roê-las) ou eram as pernas (que ameaçavam celulite) ou era o aspeto (alta demais, achava-me feia) ou era o queixo (comprido demais). Por favor! Se eu pudesse voltar atrás dava a mim mesma uma carga de porrada e mostrar-me-ia que posso ser firme, segura de mim mesma e confiante sem ligar às opiniões de terceiros e sem ter que me comparar com ninguém. 

É exatamente isto que digo às piolhas sempre que surge uma oportunidade. Nunca as ouvi queixar-se do que quer que seja do seu corpo (ainda é cedo para estas crises) e quando falam de borbulhas no nariz, elas próprias, com naturalidade, dizem que é a puberdade.

 

Eu não sou perfeita Mas sou perfeitamente capaz de aceitar os meus defeitos inestéticos. Uma gravidez múltipla trouxe-me estrias na cintura e falta de definição na barriga, esticou a minha pele a um estado tal que consigo ver onde engelha por causa dessa elasticidade; uma amamentação mal sucedida e uma subida do leite inesperada trouxeram estrias às minhas mamas e fê-las descaírem; essa mesma gravidez e um aborto espontâneo há uns anos agravaram a celulite nas minhas pernas e despertaram uma rosácea terrível na minha cara que só ameniza com pomada antibiótica. 

Não estou tonificada nem morenaça nem musculada. Não tenho o cabelo esticadinho, perfeito e sempre no lugar. Não uso maquilhagem todos os dias. Já não consigo usar saltos agulha.

MAS...

Estou com um corpo incrível para quem passou por 2 cirurgias à barriga e passou por 2 gravidezes, sobreviveu a uma lesão grave intermuscular e lesões cerebrais que requereram medicação tão forte que me fez cair o cabelo, dar cabo da pele e enfraquecer as unhas.

Não tenho paciência, nem dinheiro, nem vontade de encher o cabelo de químicos. Nem sequer tenho vontade de me pentear e só o faço quando lavo o cabelo. Sigo um cronograma capilar de forma séria, arrisquei um corte de cabelo novo e ganhei caracóis e ondas que defino com creme de pentear ou espuma. E penteio-me com os dedos.

De vez em quando, quando as costas e as folgas me permitem, faço algum exercício físico. Mas, há de contar como reforço subir 3 lanços de escadas com kg de sacos de compras, materiais da escola, filhos, etc. Porque, de uma coisa estou certa, tudo isto me sai do coiro.

Tenho celulite e, este ano, depois de muitos muitos muitos anos a recusar sequer ter algo do género no meu roupeiro, usei vestidos e saias no inverno (com collants e não leggings) e estou a usar e a abusar dos calções, vestidos e saias no verão (de perna ao léu, mesmo).

Tenho uma barriga magra e lisa que não é tonificadinha mas uso bikini e bikini usarei até me fartar. 

Desisti de fazer a depilação só para, supostamente, agradar ao marido (quando ele, na realidade me confessou que não liga nada a isso) e faço por mim: porque detesto pêlos, porque é mais higiénico, porque vou usar uma saia ou um bikini e porque eu controlo esse processo (faço com máquina em casa e tenho pouquíssimos motivos de sofrimento).

Desisti de disfarçar os brancos. Ainda pintei o cabelo várias vezes com coloração permanente e com a que sai com lavagens. E, um dia, um mês depois de o ter pintado, apanhei piolhos (quando supostamente não entrariam em cabelo pintado). Apanhei uma neura tal que desisti. Estou com imensos fios brancos e quase quase na minha cor natural. E sinto-me muito bem.

Deixei de usar cremes de dia, de tarde e de noite. Além daquelas bodegas me atiçarem a rosácea, esquecia-me de usar como deveria e em dias de calor absurdo como agora, eu ficava um nojo maior. atirei tudo fora e utilizo água termal, a tal pomada quando necessário, leite de limpeza da marca Cien todas as noites. E chega que não tenho paciência para mais. Nem dinheiro.

 

O que quero daqui retirar é que, desde que aprendi a aceitar-me assim como sou e a ter a noção de que o esforço a que submeti o meu corpo e a idade que começa a fazer-se pesar, sinto um alívio imenso e me sinto realmente melhor. Não sou nenhuma hippie! Adoro usar maquilhagem e não saio de casa sem lápis/rímel e baton. Adoro salto alto (passei a optar por uns mais baixinhos ou por salto cunha) mas há looks incríveis com botins, sandálias e sapatilhas. Comecei a usar roupas com as quais me sinto verdadeiramente confortável e bem. Arranjo as unhas, quase religiosamente, há coisa de dois anos com a melhor pessoa que podia imaginar, que sabe o que faz e não arrisca estragar o pouco que há e que faz autênticos milagres.

Não quero que as minhas filhas passem pelo horror que eu passei e tenham vergonha de sorrir para uma foto porque acham que são feias. Tudo coisas parvas da nossa cabeça e sem razão para existirem. Elas são lindíssimas (eu sei que sou altamente suspeita e imparcial mas é verdade) e não precisam nem têm necessidade de pensar ou de se rebaixarem ao ponto de não se aceitarem como são. Já basta o que basta.

Tudo com conta, peso e medida. Ignorar e evitar ataques, serem saudáveis e terem cuidados básicos com a saúde (e, por acréscimo, com o corpo) e serão sempre belas. Porque envelhecer não tem que se tornar no horror e na fogueira de vaidades plastificadas e sem heterogeneidade que se apregoa por aí. Pode ser natural. 

 

Para já, espero que, como adolescentes, as piolhas não sintam nem sofram a pressão de serem uma ou outra figura. Espero e tentamos que sejam elas próprias, com o gosto delas e que saibam aceitar-se. São lindas, saudáveis e felizes. 

Como dizem os meus caríssimos e queridos Dr. Watson e Sherlock Holmes, "it is what it is".

 

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publicado às 16:48

Mudasti! (mas só um bocadinho)

por t2para4, em 10.05.18

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Naquele dia atarefado e ocupado e elétrico, marquei cabeleireiro, aproveitando assim um súbito pensamento que ocorrera. Já não cortava o cabelo há cerca de 2 anos e só tinha ido esticar em maio do ano passado. E lá fui eu hoje. A ideia era cortar as pontas. Mas...

Ontem andei a fazer experiências a tentar enrolar imenso cabelo para cima para tentar ver como seria curto e mostrar às piolhas para me darem a opinão delas. E elas diziam que com o cabelo curto parecia que tinha aneis (só percebi hoje que eram caracóis largos) e para eu cortar "só as pontinhas, mãe". O marido gostou e achou que ficaria bem. Eu não me tinha decidido mas não queria torná-lo tão curto com o tive há uns 4 ou 5 anos e que me fez estar longe do cabeleireiro quase 2 anos. 

Fui ao google pesquisar cortes de cabelo pela altura dos ombros. Fiquei apaixonada por uns que ficariam bem no meu cabelo rebelde. Guardei a imagem e decidi-me.

 

Fui ao cabeleireiro. Quando a cabeleireira me viu entrar, sorriu e eu, em jeitos de desculpa, lá lhe expliquei que, de facto, não dou muito lucro a este negócio mas que ia com gosto. E que tinha mudado de ideias quanto ao cortar as pontas e esticar. Ia apenas cortar. Assim - e mostro a imagem. "Bem, isso é que é coragem!"

 

Não tive hipótese de guardar o cabelo como tinha inicialmente pensado pois estava muito seco e com pontinhos brancos nas pontas. Se não é bom para mim, não é bom para ninguém. De espelho em riste, lá acertámos que cortaríamos abaixo do nível dos ombros, em escadeado mas a direito. Uma estreia para mim, nestes meus quase 38 anos de vida. Depois da primeira tesourada, vi o resultado e gostei bastante, estranhamente. 

O resultado final foi muito menos cabelo, mas muito mais leveza, mais solto. E um ar muito diferente. Incrível como um corte pode mesmo mudar o aspeto de uma pessoa. 

 

 

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Uma mudança e tanto, não? Não pintei o cabelo, embora pareça. Desisti de pintar em janeiro e não me arrependo.

Agora é continuar os habituais cuidados que já tinha (champô + máscara + condicionador + sérum).

 

A reação das piolhas foi o máximo. Quando cheguei a casa, ainda não me tinham visto pois vinham pelo corredor abaixo de luzes apagadas. Ao ver-me, uma dizia "Mãe, estás tão linda!" e a outra "Agora estás com aneis aqui" (e percebi que apontava para uma parte mais ondulada, "mas gostamos muito!"

Foi uma enorme mudança e elas reagiram muito bem. Não poderia estar mais satisfeita. E sinto-me estranhamente bem comigo mesma. Para o ano, logo vejo se mantenho ou mudo, eheheheh

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:09

É só um dia perfeitamente comum

por t2para4, em 08.05.18

Só que não. O mais preocupante é que acabo por ter alguns - demasiados - dias assim...

Como expliquei no facebook do blog, o mundo acabou por volta das 6h10, altura em que acordei as piolhas porque precisávamos de ir à estação de comboios no centro de Coimbra. Foi uma tragédia em 3 atos que terminou comigo a tocá-las para se mexerem ou ficavam em casa (estou para me rir no dia em que se atreverem a fazer-me cumprir esta ameaça em específico...).

Portanto, em jeitos de agenda:

 

6h10 - toque de alvorada, pequenos-almoços, vestir, não há tempo para ver TV hoje, mexam-se, depois voltamos a casa para tratar dos lanches (merd@, esqueci-me de tirar pão para descongelar, tiro já e logo estará bom).

6h45 - saída de casa, não quero barulho nas escadas que os vizinhos estão todos a dormir, shhhhh, vocês não ouviram o que eu disse - em sussurro ralhante

6h50 - bora lá buscar a tia, têm os cintos?

7h20 - chegada à estação dos combóios, olha tantos estudantes parecem estar bem mas podem estar a destilar mas pelo menos podres de bebedos não estão e não há ninguém a vomitar, posso ir aqui pela Beira-Rio, vou estacionar aqui e escuso de ir à rotunda das bombas lá à frente, tiro a mala da tia do carro, despedidas, liga quando chegares e tu também, vai com cuidado.

7h30 - viagem de regresso com conversa interessante sobre as festas académicas de Coimbra, os cursos não terminados do pai (que afinal até está em melhor situação laboral do que a mãe licenciada), um dia podem usar as nossas capas, querem ir a um cortejo da Queima das Fitas, explica tudo com pormenores e lá combinamos que para o ano vaos à Queima de pastas com fitas e capas

7h55 - voltamos a casa, tomamos um café forte, preparamos os lanches, não há tempo para ver TV, desliga isso, quem te mandou ligar a TV, onde está o teu casaco, onde estão as carteiras com os telemóveis e os cartões, arrumem os lanches na mochila, querem levar os resumos de ciências?

8h20 - vamos de carro para a escola porque assim já sigo para o trabalho, ó bolas, esqueci-me do portefólio no meu 2º trabalho, têm o cinto? tenho de lá ir buscar o raio do portefólio, portem-se bem, juízo, leiam as perguntas com atenção, peçam ajuda à professora se não perceberem tudo, bejinhos, até logo, sou eu que vos venho buscar.

8h30 - tenho uns trocos, vou ali para um pastel de nata e um sumo de laranja natural, bolas, que estou elétrica.

8h45 - raios, afinal o portefólio não está aqui, tenho de voltar a casa, está na outra pasta de certeza, ligo ao marido e siga viagem

9h15 - chego à escola, verifico correio, sou informada de que vamos mudar de sala por causa das provas de aferição, não posso passar para o edifício habitual, espero pelas funcionárias, tenho de cumprir esta planificação, para a semana há ficha, ó sorte que ainda não as comecei, talvez as do ano passado possam servir de base.

9h30 - começa a aula na sala de educação visual e tecnológica com um quadro diminuto e muito alto até para mim e mais de metade dos alunos deixou os livros e cadernos na outra sala para onde não podemos ir por causa das provas de aferição, inventa material com truque de magia, faz revisões e é uma das melhores aulas dos últimos meses mesmo sem condições

10h25 - como usurpámos aquela sala vem aí outra turma e saímos mais cedo, bora lanchar, que fome, quero um café bem forte se faz favor, raios, esqueci-me do cartão, vejo o que se passa no facebook, a rede está lenta, pronto vejo em casa, vou buscar folhas brancas para a turma seguinte, respondo aos sms de uma colega e combinamos um café para amanhã, uma colega mostra-me um vídeo a parodiar "Amor para a vida toda" com refrão "Mas tu vais viver aqui em casa a vida toda?" e é de dar gargalhadas.

10h30 - próximo round, todos têm material, vamos fazer revisões e construir este booklet sobre as vossas preferências, estamos na sala de música e vejo trabalhos com materiais iguais aos das piolhas e ocorre-me que elas não construíram uma orquestra mas só colaram as figuras, falta aqui uma bateria, que sala tão fixe, que turma fantástica podiam ser todas assim, façam fila, não quero barulho no corredor porque há aulas.

12h - de volta a casa no carro, vou fazer rancho para o jantar de hoje + marmita de amanhã + almoço das piolhas que amanhã almoçam em casa, boa ideia, ainda tenho de fazer sopa, tenho umas sobras de ontem vai ser esse o meu almoço, tenho de me lembrar de levar os rojões que estão na arca.

12h30 - que fome, vou ler umas páginas do "Moby Dick" enquanto almoço. 

12h45 - toca de adiantar o jantar, bolas, esqueci-me dos rojões, toca de os ir buscar, agora faltam cebolas, ai o caneco, vou deixar isto orientado e sair a pé para ir buscar as cebolas ali ao lado.

13h15 - levo cebolas, umas velas e uns morangos, olá a meia dúzia de pessoas conhecidas, estamos todos ao mesmo na hora de almoço, até logo

13h40 - pronto, tudo orientado para logo, arrumo louça, lavo banca, máquina da roupa ainda pode levar a roupa de hoje antes de lavar, tenho de ir marcar as páginas e exercícios de matemática para as piolhas fazerem, não me posso esquecer do meu lanche da tarde, preparo a minha pasta para as aulas da tarde no meu outro local de trabalho, vejo emails, dou um salto ao facebook e vejo a notícia da calculadora para a reforma e não quero ficar deprimida mas descubro que uma atividade principal + recibos verdes passam a contar na totalidade para valor de subsidio de desemprego, esperemos que não seja necessário mas são boas notícias. 

14h15 - tanta roupa para dobrar, deixa cá tratar disto enquanto vejo uma série "Timeless", ok, está fixe e é curtinha ocmo convém hoje, será que já siau um The BlackList?, tudo dobrado.

14h50 - preciso de um café, vou preparar-me para buscar as piolhas, já volto a casa para as deixar e levar as minhas tralhas.

15h05 - na escola à espera, não estou mal estacionada, ai que elas nunca mais saem e eu com o tempo contado, olá como foi o dia, correu tudo bem?, o teste era fácil? Fizeram as perguntas todas? Têm o cinto?, vamos para casa, façam os exercícios marcados, amanhã têm uma folga mas hoje precisam de rever aquilo, o pai ajuda, tablet só no horário e não quero batotas

15h28 - porra, já vou chegar atrasada, bolas esqueci-me do lanche, que se lixe, são só duas horas.

15h33 - 17h55 - vira para um lado, vira para o outro ajuda aqui e ajuda ali, escreve este texto e compõe aquele, que sai no teu teste?, liga o computador, agora empancou e não se liga à rede, é só um minuto, já está, vamos analisar este vídeo clip, então, até para a semana, see you, olha a minha vida soube agora que há reunião extraordinária e não sei se consigo ir porque tenho aulas sobrepostas, eu depois mando email com os documentos pedidos, tenho de cortar o cabelo (só as pontas!!) é melhor marcar já para esta semana senão só para o ano.

18h - Quico, Silvestre, comidinha, andem vamos, ó coisas boas, seus gôdos malucos, ronrom para ti também.

18h15 - Ainda tenho mais um assunto para tratar no centro, espero arranjar estacionamento logo lá. Ufa, fixe, está um bocado saído de traseira, não demoro nada, já está, bora para casa, bolas, a biblioteca já fechou e eu não renovei a requisição, deixo cartão com o marido e amanhã ele trata disso.

18h25 - que frio é este, primavera bipolar, olá família, estão bons? Fizeram os exercícios todos, uau! Estou muito orgulhosa, vejo emails, olha que máximo descubro uma série de exercícios rápidos no Pintrest, é o ideal para mim que ando sempre a correr mas precisava de voltar à atividade fisica, vou imprimir e começo já na 5ª feira, envio documentos, faço contas a pagamentos, atualizo grelhas, preparo mala para dia seguinte antes que me esqueça de mais coisas, toca a ir preparar as mochilas, raios amanhã há ed física tenho de ir preparar o saco, deixem lá corrigir o trabalho feito, muito bem, vão buscar a ficha formativa para estudar um pouco, onde está a mochila que precisa da alça cosida?, toca de ir buscar a caixa da costura e coser.

19h15 - porra que já me atrasei com isto, vou para a cozinha, ligo placa e começo a cozinhar, arrumo outra louça, tenho de ir buscar mais vinho branco a casa dos meus pais, conversa para aqui e para ali, começa este post.

20h - jantar na mesa, lavar as mãos e acabar de pôr a mesa, não enchas já o bandulho de água, usa a faca, junta a comida no meio do prato, senta-te em frente ao prato, diz o marido parem de gritar, parece uma casa de malucos, come devagar, pára de beber água, é para comer o grão todo, separo a refeição para o dia seguinte, arrumo louça na máquina, não cabe toda que se lixe, programo máquina para lavar no bi-horário, tenho de tirar pão para o lanche de amanhã

20h50 - continuo o post, vou ajudar as piolhas a lavar o cabelo e a secar, preparar o bendito saco de ed física e roupas para amanhã, que tempo faz, raio de coisa, talvez umas camisolas desportivas e umas gangas e sapatilhas, programo a máquina da roupa para o bi-horário, tiro o pão para os lanches de amanhã, arrumo a mesa, lavo a banca e a placa.

21h15 - trato dos cabelos das piolhas, arrumo mais umas coisitas que estão fora de sítio, preparo o que vou vestir amanhã

21h30 - vá, toca a lavar dentes e ir para a cama, ok, pode ser no fim do Scooby Doo, como já lavaste os dentes em 30 segundos?, volta a escová-los, não quero fitas, aconchego cobertores, beijinhos, ate amanhã, sweet dreams sleep well

21h50 - escolho a roupa para amanhã, vou tomar um banho, estou cheia de comichão até no corpo, malvadas alergias, ocorre-me será que tenho piolhos, deixa cá ver se anda aqui alguma coisa, ufa que alívio, só sugestão, raio de praga, até ia ver um bocado de TV, deixa ver se tenho emails antes, e ler era fixe, não sei se aguento, estou tão cansada, eu fico aqui sentada a decidir.

22h15 - que se lixe, vou para a cama, amanhã faço o resto, bolas, entro cedo, talvez leve já as piolhas, logo vejo, vou entrar em coma.

 

 

 

 

 

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publicado às 22:16

Quase... Mas não chega.

por t2para4, em 23.04.18

As opções - e os princípios -, às vezes, não seguem a estrada que deveriam seguir.

Mais uma vez, e desta vez já quase a sentir o mar nos pés, vou morrer na praia. Por optar estar com as piolhas e acompanhá-las no seu pleno e não poder trabalhar a tempo inteiro, fui - sou! - penalizada e não posso concorrer ao concurso extraordinário de professores para vincular. Parte de mim deprimiu e esmoreceu ainda mais um bocadinho quando tive de escolher "Não" - não serei opositora ao concurso extraordinário de vinculação. Porque o último ano em que reúno os tais 365 dias necessários para vincular foram já há 7 anos. No ano seguinte fiquei desempregada e os seguintes - até este preciso momento - têm sido sempre horários incompletos. Em parte, por opção porque, de facto, até me dá jeito ter um horário que me permita decalcar o das piolhas e estar sempre disponível para elas -, mas também em parte porque não consigo horários completos. Porquê? Porque o meu leque de escolhas é muito diminuto. Por opção. Pelo bem das piolhas. 

Fora da escola, em conjugação como freelancer, consigo o tal horário completo mas só um décimo desse horário me dá tempo de serviço vital para poder concorrer ao concurso nacional de professores. Porque, apesar de tudo, adoro mesmo o que faço e não consigo visualizar-me a fazer outra qualquer coisa.

 

Neste país, neste momento, sinto que fui penalizada por ter optado pelas minhas filhas e por as pôr sempre em primeiro lugar; sinto que fui penalizada por ter optado acompanhá-las numa luta inglória, injusta e desmesurada contra o autismo que nos entrou pela porta dentro sem pedir licença; sinto que fui penalizada por nunca ter parado de trabalhar mas por apenas ter uns quantos anos de serviço que ainda não enchem as duas mãos embora desconte desde 2003. 

 

Mas, como já me habituei a ver o copo meio cheio, serei contratada com todo o gosto. Sei que, mesmo sabendo que vou perder o meu lugar na escola onde estou agora pelo 2º ano consecutivo, haverá algures na área geográfica que escolho, um horário para mim, num dos meus vários grupos de recrutamento. E pode ser incompleto e/ou temporário que eu cá me arranjo. Porque, independentemente da praia que o MEC possa arranjar, eu posso não chegar ao mar mas ainda o consigo ver e cheirar. As minhas filhas primeiro, o resto depois.

 

 

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publicado às 21:19

Em preparativos

por t2para4, em 17.07.17

Eu sei que ainda falta pouco mais de uma semana para o aniversário das piolhas mas, hei!, passa a voar!!! E são dez anos - dez!!!!!!! Uma dé-ca-da!!!!!!!!

 

Cá ando nas minhas pesquisas pois, este ano, no ATL, a celebração com os coleguinhas de sempre terá como tema "gatos". Ora, conheço uma gatinha fantástica que fará as delícias das piolhas (e as minhas!) - e não, não é a Hello Kitty, já passámos essa fase.

O que já tenho pronto? A moldura - e porque não fui eu quem a fez... Estamos bem, não é? Mas cá me arranjo: falta apenas fazer a pinata, encomendar os bolos com a imagem que quero e fazer a gata para colocar na moldura para as fotos.

Comecei há pouco, por aqui. E, entretanto, distraí-me...

 

 

 

 

Já deu para perceber que vai ficar fantástico, não vai? Adooooramos aquela gatinha...

"we think you oughta, no you really gotta see the bright side of the dark side"... 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:37

Em apenas uma imagem...

por t2para4, em 27.06.17

... acho que se resumem os últimos tempos: o descanso momentâneo do corpo na areia e dos olhos e da alma com a admirável paisagem; as brincadeiras das piolhas em plano de fundo; o vigiar constante: não muito próximo, para se poder treinar a autonomia e a responsabilidade, nem muito longe, para se poder chegar-lhes a qualquer instante.

As minhas meninas, a minha motivação, a minha razão de tudo - a minha vida, basicamente. 

 

 

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 (foto tirada na Foz do Minho, com Espanha à direita, o Oceano Atlântico em frente e o Forte da Ínsua à direita)

 

 

 

 

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publicado às 10:16

Ora, vamos lá a prioridades

por t2para4, em 22.06.17

- O términus do ano letivo das piolhas (e da mãe, já agora - ou , pelo menos, aliviar um pouco a carga)

- A entrega de documentação necessária para a matrícula das piolhas no 2º ciclo (!!! Como e por onde raio se passou este tempo!)

- A sincronização da agenda das piolhas com as atividades de ATL e as nossas atividades, as nossas reuniões, as nossas coisas de trabalho

- A preparação do 10º aniversário das piolhas (!!!! Again, 10?! d-e-z  a-n-o-s?!)

- A realização de todas - mesmo todas - as atividades da nossa bucket list de verão

- As saídas em família, para longe, para fugir, para descansar, para conhecer

- O ignorar de quem não é nem vem por bem

- A fase final do concurso de professores, munida de google maps e códigos de escolas e agrupamentos

- Os mimos da avó

- O dar continuidade à aposta numa alimentação saudável e adequada às nossas necessidades e às estações do ano

- O apanhar muito, muito, muito, mas muito mesmo, muito sol

- O cuidar de mim porque sim, porque tenho uma família para cuidar, porque tenho filhas para criar, porque não posso morrer nem por um segundo

- A reorganização de mobílias no T2

- O recomeçar e terminar da pintura do meu carro, à la nossa moda (que é como quem diz, um do it yourself)

- O destralhar em forma de calendário (todos os dias uma área, seja ela qual for)

- O viajar muito e cada vez mais

- O viver.

 

Hoje fui ao tapete mas em micro-segundos lá me levantei de novo. Não tive tempo para pensar em desgraças nem para imaginar filmes. Não tenho tempo para estar no chão a amargurar. Se tenho de o fazer, que vá amargurando enquanto faço algo. Por isso, op e toca a andar que temos muito que fazer. 

Para juntar à lista das prioridades (que, não sei se repararam, é muito pouco social - go figure...), começa hoje mesmo um cuidar de mim que só terminará por daqui a meio ano mas que, na opinião da minha adorada neurologista (Dra Marlene Esperança Carvalho, um doce de senhora, uma profissional incrível), me trará boas novas em apenas dez dias. Por isso, vou ali tratar de umas lesões microangiopáticas circulatórias e explusar umas enxaquecas de vez. Volto já. 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:03

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