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Obviamente que vacinei as minhas filhas!

por t2para4, em 20.03.18

SIM! Eu sou aquela mãe chata e irresponsável que vacinou as filhas, aquela que ousou encher as filhas de químicos. Sim, vá crucifiquem-me. A ver se me importo.

 

As piolhas fizeram todas as vacinas do Plano de Vacinação e ainda as Prevenar, na altura, não incluídas. E não me arrependo nem por um minuto. E NÃO, minha gente, as vacinas NÃO causam autismo. As piolhas JÁ nasceram com autismo. O autismo nem deveria sequer ser para aqui chamado que, sozinho, já faz mossa que chegue. Não adianta o sr A com o seu comentário sequer falar em farmaceuticas e químicos e estudos e o diabo a sete. Muitos desses estudos são falsos ou foram desacreditados, alguns dos médicos envolvidos expulsos das respetivas Ordens e proibidos de exercer e não vou sequer falar dos químicos ou de lobbys. Vivam numa bolha se querem precaver-se de tudo ou vão para Marte mas não me amolem a paciência nem JAMAIS questionem a nossa parentalidade baseado na vacinação que fazemos. 

 

Eu não me licenciei na Universidade Google nem fiz Especialização no Instituto Superior YouTube. Há coisas que devem ser tomada por garantidas. A nossa proteção e aquisição de imunidade a doenças terríveis, para mim e quem nos rodeia, não se questiona nem equaciona.

 

Graças aos doutorados na tese da banha da cobra, temos um surto de sarampo que está atingir picos absurdos. Uma vénia de agradecimento (ler com ironia, sim?). 

E caso dúvidas tenham, leia-se o seguinte texto que até está em português. Tenho dito.

 

 

Mamã, qué cóio

Vivemos num mundo onde a ciência e a tecnologia são cruciais para a nossa sobrevivência. Um mundo onde a informação - qualquer informação - está apenas à distância de um clique. Nunca, em qualquer momento da nossa história, tivemos acesso a tanta quantidade de conhecimento como agora.
Infelizmente, nem todos sabem filtrar e interpretar toda essa informação. Conduzimos automóveis, mas não sabemos como funcionam. Ligamos a televisão, mas ignoramos a ciência por detrás do seu funcionamento. Accionamos um interruptor para acender a luz e já nem nos lembramos quem teve a ideia e escreveu as equações que levaram à utilização da electricidade. E na verdade, não é possível saber isso tudo e nem somos obrigados. Mas confiamos em quem criou tudo isto, em quem construiu, distribuiu, instalou e nos vendeu esta tecnologia. Nem sequer questionamos.
Com a vacinação generalizada da população, salvaram-se milhões de pessoas, especialmente crianças. Sabiam que Portugal tem uma das menores taxas de mortalidade infantil do mundo? É verdade e é um motivo de orgulho. Mas sabiam que é em grande parte graças ao Plano Nacional de Vacinação?
Quantos de nós já viram crianças com sarampo? Difteria? Tosse convulsa? Poliomielite? Rubéola? Varíola? Eu nunca vi e a maioria de vós também não. Devido às vacinas. São doenças terríveis. Algumas podem parecer benignas, como o sarampo, mas, como hoje infelizmente voltámos a constatar, pode ter consequências fatais. O vírus do sarampo não quer saber da alimentação, se comes carne ou tofu, leite de vaca ou de arroz. Não quer saber se "reforças as defesas" com homeopatia ou bagas goji. Só a vacina ensina o teu corpo a defender-se do vírus.
E a polio? Já ninguém se lembra dos pulmões de ferro da década de 50. A tosse convulsa, que chega a partir costelas a bebés durante as crises de tosse.
E a rubéola? Ainda se lembram que se uma grávida contrai rubéola corre o risco de perder o bebé ou de que este nasça com graves malformações?
E as pessoas alérgicas ou que têm a sua imunidade comprometida ou que ainda não têm idade e por conseguinte não podem ser vacinadas? Quando não vacinas os teus filhos, estás a colocar também essas pessoas em risco.
Lamento muito a morte daquela adolescente. E tenho muita pena por aqueles pais. 
Por favor! Por favor! Vacinem os vossos filhos. Informem-se a sério, não vão na conversa de tretas pseudocientíficas, sem evidência de verdade, sem provas. O que está provado é que as vacinas funcionam! Salvam vidas! As vossas, as dos vossos filhos e a dos filhos dos outros! Não deixem que a ignorância e a estupidez matem num mundo tão cheio de conhecimento!

 

in https://www.facebook.com/mamaquecoio/

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:28

Vacinas - como nos preparámos

por t2para4, em 29.08.17

Aqui pelo T2 todos nos vacinamos, até os gatos. O que pretendo com este post não é nenhuma discussão pró ou anti vacinação, mas sim, o que nós fizemos até ao dia de hoje, dia em que as piolhas levaram a vacina anti-tétano, que preparação foi feita para que tudo corresse bem ou com o menor imprevisto possível. Assim sendo, comentários extremistas ou fundamentalistas sobre vacinas e insultos não são bem-vindos e serão apagados.

Relembro: este post não é sobre a minha opinião acerca das vacinas

 

Os nossos gatos, Quico e Silvestre, são vacinados todos os anos. E foi por aí que comecei: marquei a consulta + vacinação dos gatos com as piolhas e, no dia marcado, foram elas que os levaram ao veterinário, à vacina. Viram todo o processo, viram que o Quico não se queixou mas o Silvestre já fez um miau sofrido e aproveitei para lhes dizer, logo ali, que este verão, também elas, na consulta dos 10 anos, teriam de levar uma vacina. E que, tal comos gatos, pode doer um bocadinho mas nem se queixarem...

Em casa, aproveitei e expliquei que a vacinação é um processo que faz parte do nosso crescimento e desenvolvimento, desde o nascimento e que a grande marca qe têm nos braços esquerdos são provenientes de uma vacina que levaram com pouquíssimos dias de vida. As vacinas contêm substâncias que ajudam o nosso corpo a precaver-se, a combater ou até a imunizar-se contra determinadas doenças que sem a ajuda da vacina podem ser mortais. Posto isto e que elas entenderam, fomos juntas marcar a consulta. A consulta ficou agendada para daí a um mês e meio. Deu tempo mais do que suficiente para se mentalizarem.

Não menti nunca acerca do processo de vacinação. Disse-lhes que doía mas que, por exemplo, as urtigas com que se picaram na serra ou uma afta na ponta da língua doem mais. Disse-lhes também que, depois de levarem a vacina, iríamos fazer gelos por várias vezes para atuar como anti-inflamatório e que era normal terem uma sensação de dorido. E, disse-lhes ainda que para ajudar a minimizar a dor, tomariam um paracetamol antes de sairmos de casa - que, depois, percebi que deve ser feito depois... Vá-se lá entender... É como o deitar os recém-nascidos, mudam as posições todos os anos.

Juntas, na véspera, fomos ao centro de saúde e pedi para falar com a enfermeira de família e explicar que, uma vez que têm autismo e não faço ideia do que nos espera - o mais certo seria um meltdown ou um grito dos de partir vidros -, o ideal será chegar e vacinar sem grandes explicações nem preâmbulos nem prolongamentos de ansiedades. E que queria apenas, hoje, vacinar contra o tetano e deixar a do cancro do colo do útero para mais tarde - exatamente por não saber qual a reação. Combinadíssimo.

 

Então, hoje, em casa, a minha piolha mais sensorial a nível visual-estomacal (que é como diz, mais sensível de sabores e de vómito fácil), conseguiu, pela 1ª vez tomar um benorun (cápsula pois não se desfaz em grânulos e não tem sabor)! Foi uma festa cá em casa!!!! 1ª conquista!

E, depois de um passeio pela localidade e de um lanchinho na pastelaria, lá estávamos nós à espera da consulta. As piolhas ainda encontraram uma monitora do ATL e ajudou a quebrar a tensão. Chamadas para a enfermagem, a consulta foi igual à do Hospital Pediátrico: pesagem (30kg) e medição (1,38m), medição da tensão arterial (uma novidade das excelentes pois já não há gritos nem fugas  nem pânicos - valores baixinhos mas a sentirem-se bem, 9/5), verificação da dentição, as habituais perguntas acerca da alimentação e desenvolvimento. E as piolhas - nervosas e ansiosas - não se calaram um segundo que fosse, a falar de tudo e de nada, a falar a falar a falar a falar e deu-se a vacina e elas a falar a falar a falar a falar a falar e coloca-se o penso (uma das piolhas ficou feliz até à pontinha do nariz pois adora colar pensos até nas nódoas negras) e elas a falar a falar a falar. Esperámos um pouco para verificar se não havia reações adversas enquanto se preenchiam os caderninhos e a informação no sistema e elas a falar a falar a falar a falar...

E foi assim. Se a alta tolerância à dor - cortesia do nosso amigo autismo - foi aquilo que fez com que isto funcionasse tão bem, agradeço pois eu recordo-me bem do quanto aquilo dói...

 

Dali para a consulta onde falaram e falaram e falaram e falaram e viram o calendário da mesa do médico como se nunca tivessem visto um calendário na vida e falaram e falaram e falarm e fizemos a avaliação clínica e falaram mais um pouco e nós todos maravilhados. 

 

Hoje estou em mim de contente, a rebentar de orgulho, só me apetece falar disto e do bem que correu e do espetáculo de comportamento delas. Tão bom que deixámos a próxima vacina já marcada para as férias do Natal. 

No entretanto, já fizemos gelo e correu maravilhosamente, nem querem a minha ajuda. Relembram quando precisam de colocar gelo e vão dando feedback. Uma queixou-se que doía um pouco e pediu gelo, a outra está na boa.

 

Acho que, depois de termos viajado ao estrangeiro (algo que eu nunca pensei que viesse a acontecer e que foi o grande marco de desenvolvimento que atingimos - fica para outro post), o dia de hoje e o alcançado hoje está no TOP 3, empatado, no mesmo lugar.

Uma pequena dança da vitória para terminar :D

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:29

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